postado por Evaldo Torres * Fonte : Youtube em 30-08-2010
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Serra acusa Dilma de 'sentar na cadeira' presidenc
Serra acusa Dilma de 'sentar na cadeira' presidencial antes do pleito
Tucano disse que comportamento da petista 'pode demonstrar falta de respeito com eleitores'
Gustavo Uribe
do Estadão
SÃO PAULO - A uma plateia de cerca de 300 pessoas, na maioria formada por nordestinos, o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, acusou a adversária do PT, Dilma Rousseff, de já ter sentado na cadeira presidencial um mês antes da eleição e advertiu que essa atitude pode demonstrar falta de respeito com os eleitores. "Sentar na cadeira um mês antes da eleição é uma atitude que talvez seja falta de respeito com os eleitores", alfinetou o tucano. "Quem decide quem vai sentar na cadeira é o povo e não o candidato."
Serra, que participou na tarde deste domingo de conversa com membros da Associação dos Nordestinos do Estado de São Paulo, na Capital paulista, ao lado da esposa Mônica, prometeu dar moradia às famílias que ganham até 3 salários mínimos, caso seja eleito. De acordo com o presidenciável, os programas do governo federal não funcionaram para essa faixa de renda. "Nós fizemos muita moradia, o programa federal que tem sido muito apresentado não está atendendo as famílias que ganham até 3 salários mínimos." E questionou a eficácia do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo Lula: "Eles disseram que iam entregar 1 milhão de casas, não vão entregar mais do que 1/5 disso."
Ainda nas críticas, Serra apontou que o governo Lula não fez nada pela favela de Heliópolis, que aparece na propaganda do horário eleitoral gratuito de Dilma Rousseff. Segundo ele, os programas de moradia dessa favela foram implementados pelo governo estadual tucano de São Paulo. "Sabe quem está querendo faturar com isso? É a candidata federal, a Dilma", ironizou. "Eles não fizeram nada por lá (Heliópolis), anunciaram que o Lula irá visitar a comunidade para inaugurar um conjunto habitacional. Tem um dinheirinho federal lá que não deve passar de 20% a 30% (do montante total investido no projeto pela administração tucana)."
Em SP, Serra diz que Dilma desrespeita eleitores
GUSTAVO URIBE
do Estadão
A uma plateia de cerca de 300 pessoas, na maioria formada por nordestinos, o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, acusou a adversária do PT, Dilma Rousseff, de já ter sentado na cadeira (de presidente) um mês antes da eleição e advertiu que essa atitude pode demonstrar falta de respeito com os eleitores.
Ontem, Dilma negou estar de ''salto alto'', mas disse que, se eleita, vai ''estender a mão'' para José Serra. "Sentar na cadeira um mês antes da eleição é uma atitude que talvez seja falta de respeito com os eleitores", alfinetou o tucano. E ponderou: "Quem decide quem vai sentar na cadeira (presidencial) é o povo e não o candidato".
Serra, que participou na tarde de hoje de conversa com membros da Associação dos Nordestinos do Estado de São Paulo, na capital paulista, ao lado da esposa Mônica, prometeu dar moradia às famílias que ganham até 3 salários mínimos, caso seja eleito. De acordo com o presidenciável, os programas do governo federal não funcionaram para essa faixa de renda.
E questionou a eficácia do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo Lula: "Eles disseram que iam entregar 1 milhão de casas, não vão entregar mais do que 1/5 disso". Ainda nas críticas, Serra apontou que o governo Lula não fez nada pela favela de Heliópolis, na zona sul de São Paulo, que aparece na propaganda do horário eleitoral gratuito de Dilma.
Segundo ele, os programas de moradia dessa favela foram implementados pelo governo estadual tucano. "Sabe quem está querendo faturar com isso, é a candidata federal, a Dilma", ironizou. "Eles não fizeram nada por lá (Heliópolis), anunciaram que o Lula irá visitar a comunidade para inaugurar um conjunto habitacional". "Tem um dinheirinho federal lá que não deve passar de 20% a 30% (do montante total investido no projeto pela administração tucana)", acrescentou.
postado por Evaldo Torres * Fonte : Estadão em 30-08-2010
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Kajuru detona Ibope,DataFolha, VoxPopuli, Lula e B
Enviado por : Mario Jorge Tenorio Fortes
Eles não são confiáveis
Por O EDITOR
Os donos do Ibope, da Vox Populi, da Sensus e do Datafolha estão, em artigos, entrevistas e palestras, dizendo que a eleição está decidida. O que era briga entre eles no início ficou pacificado pela farta distribuição de dinheiro promovida junto ao setor.
Todos estão de contrato novo, seja direta, seja indiretamente. Seja o Grupo Folha com o seu contrato de R$ 64 milhões para fazer as provas do Enem, seja a Vox com as pesquisas diárias de tracking para o próprio PT, seja o Ibope e contratos do filho do Montenegro com a Prefeitura do Rio e o Governo do Rio de Janeiro.
O TSE fez uma dura legislação para regular as pesquisas eleitorais. Uma legislação que, com a posse do Ricardo Levando Não Sei o Quê, está sendo totalmente descumprida.
Há quanto tempo este Blog denuncia que o Ibope não deposita as cidades pesquisadas no TSE?
E que a Sensus repete exatamente as mesmas cidades da pesquisa anterior, assim como a Vox Populi?
O TSE proibiu os humoristas de brincar com as eleições, mas permite que o dono do Ibope venha dar entrevistas para afirmar que o Brasil já tem presidente.
Quer lavar a sua biografia suja, apostando na égua que está na frente, já que declarou que Lula não elegeria um poste, há um ano atrás.
Que credibilidade pode ter o dono do Ibope, que está manipulando as suas pesquisas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, para atender a RBS, repetidora da Globo, que está em campanha de apoio a Dilma na região?
E está errando por mais de 10 pontos!
Obviamente, no final, o Ibope vai ajustar a margem de erro que faz parte do seu "pacote" de vendas ao mercado.
Os donos de instituto de pesquisa viraram cabos eleitorais.
Deveriam ser proibidos de se manifestar além dos limites dos seus levantamentos, pois geram noticiário e prejudicam a democracia.
As pesquisas não estão tendo a transparência necessária, sob os olhos coniventes do TSE, que está burlando a lei não se sabe com que interesses ao não exigir que as suas próprias determinações sejam cumpridas.
postado por Evaldo Torres * Fonte : Youtube em 30-08-2010
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Correios podem romper contrato suspeito
Ministro das Comunicações disse que analisará existência de vínculos entre o diretor da estatal e a MTA, que ganhou licitação de R$ 44,9 milhões
Karla Mendes, Leonencio Nossa
do Estadão
Lado a Lado. Coronel Artur (à esq.) com o presidente dos Correios, David de Matos, e Filardi
Se comprovado o vínculo do diretor de Operações da Empresa de Correios e Telégrafos, coronel Eduardo Artur Rodrigues Silva, com a Master Top Linhas Aéreas (MTA) - ou com consultorias que prestam serviços para companhias do setor aéreo - o ministro das Comunicações, José Artur Filardi, vai recomendar a extinção dos contratos.
"Se confirmar que existe (o vínculo), recomendo que esse contrato deva ser rompido", afirmou Filardi, em entrevista ao Estado. O ministro disse que fará a análise para ver "se existe conflito (de interesses)".
Reportagem publicada na edição de ontem mostrou que 20 dias antes de o coronel ser escolhido para a direção de Operações dos Correios, a Master Top Linhas Aéreas arrematou o contrato de uma das principais linhas da estatal, a Linha 12, que opera no trecho Manaus-Brasília-São Paulo (ida e volta).
A empresa, com sede em Campinas (SP), venceu o pregão eletrônico com lance de R$ 44,9 milhões - o equivalente a 13% do valor total da malha e 14% da capacidade de carga da estatal.
Ao assumir a diretoria nos Correios, em 2 de agosto, o coronel entregou o comando da MTA nas mãos da filha Tatiana Silva Blanco. O resultado dessa triangulação é que a empresa tem agora a família Rodrigues da Silva como contratada e contratante.
O ministro disse que não conhecia o coronel antes de ele ser empossado diretor dos Correios. Segundo Filardi, na reunião em que foi apresentada a lista dos nomes que assumiriam a presidência e as diretorias de operações e de gestão de pessoas da empresa - que incluía o nome do coronel - apenas foi perguntado aos presentes se havia alguma objeção aos indicados.
O Estado apurou que o nome do coronel foi uma indicação sustentada pela Casa Civil e teve o apoio do advogado Roberto Teixeira, compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Como não houve manifestação contrária às indicações, disse o ministro, foi feita uma checagem para ver se havia algum impedimento legal ou fiscal. Nada foi constatado e os indicados foram empossados.
O ministro das Comunicações disse ao Estado que desconhecia ligações de coronel Artur, também conhecido como "coronel Quaquá", com o setor aéreo. "Se houver, parece incompatível (com o cargo)."
Nomeações. Dos três nomes indicados para assumir a direção dos Correios, nenhum partiu do Ministério das Comunicações. Uma fonte do governo disse ao Estado que o PMDB, partido que comanda a pasta, não indicou ninguém diante do caos que tomou conta da estatal e da iminência de um apagão postal na véspera das eleições porque "era melhor tirar o ministério do poder do que deixar acontecer o apagão postal".
Na gestão anterior, vários integrantes da direção da estatal, incluindo o ex-presidente Carlos Henrique Almeida Custódio, haviam sido indicados pelo PMDB.
Segundo outra fonte do governo, a indicação do coronel Artur para a Diretoria de Operações faz parte do lobby para tirar do papel a criação de uma empresa de logística, dotando os Correios de uma frota própria de aeronaves para fazer o transporte de cargas. Uma das propostas em discussão prevê que a estatal compre ou arrende aviões, em vez de ter participação em uma companhia aérea cargueira.
A entrada do coronel nos Correios teria como estratégia usar sua "expertise" do mercado para fazer aquisição de aviões usados, já que, com a crise, muitas empresas não estão dando conta de pagar os financiamentos dessas aeronaves.
A medida provisória que poderá dar aos Correios poderes para ter uma subsidiária de logística ficou para o próximo governo. O presidente Lula já sinalizou que a MP não será editada este ano. O ministro Filardi, então, retirou a proposta do Planalto.
PARA LEMBRAR
Troca de comando
No dia 28 de julho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva demitiu a cúpula dos Correios por temer que o fisiologismo partidário ampliasse a crise administrativa na estatal e respingasse na campanha da ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República. A troca no comando da empresa ocorreu depois que o presidente Lula encarregou a Casa Civil e os ministérios das Comunicações e do Planejamento de fazer uma reestruturação da empresa.
postado por Evaldo Torres * Fonte : Estadão em 30-08-2010
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Em retirada
Editorial da Folha de São Paulo
Em meio à inflamada polêmica sobre a construção de uma mesquita em Nova York, nas imediações do "ground zero" -local dos atentados do 11 de Setembro-, o presidente Barack Obama trata de cumprir, nesta quarta-feira, a promessa de iniciar a retirada das tropas norte-americanas do Iraque.
Dos 144 mil soldados que se encontravam naquele país quando o democrata assumiu a Presidência, restarão agora 50 mil, oficialmente denominados de "não-combatentes", até o final de 2011.
A batalha pela opinião pública em torno da questão iraquiana, e, de modo geral, do terrorismo islâmico, parece tão complexa quanto a realidade dos países em que este se manifesta cotidianamente.
Com efeito, muitos aspectos permanecem ambíguos na retirada que se anuncia.
Derrubou-se um ditador para iniciar uma guerra civil da qual resultaram mais de 100 mil mortos. Realizaram-se eleições democráticas, da qual resultou um Parlamento dividido, há meses incapaz de constituir um gabinete. Reduziram-se os atentados terroristas nos últimos anos, mas continuam duvidosas as chances de que, com suas próprias forças, o Estado iraquiano consiga debelar a ameaça.
Na última quarta-feira, como numa demonstração de força, 12 cidades iraquianas foram alvo de atos extremistas, dos quais resultaram mais de 50 mortos.
Apresentar de modo favorável ou negativo a retirada das tropas é assim tarefa entregue ao entrechoque das opiniões que ocupam, asperamente, o cenário ideológico dos Estados Unidos.
Uma conclusão, entretanto, sobrepõe-se a esse debate: a de que problemas dessa ordem fogem a uma solução militar.
A vitória contra o extremismo religioso depende de iniciativas de promoção econômica, social e política muito mais lentas, mas certamente menos custosas, em recursos financeiros e vidas humanas, do que as sangrentas aventuras intentadas na região.
postado por Evaldo Torres * Fonte : Folha de São Paulo em 30-08-2010
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"Ele queria melhorar de vida", ...
"Ele queria melhorar de vida", diz prima de morto no México
Brasileiros vítimas de chacina eram de cidadezinhas em MG
FILIPE MOTTA
da FSP
Os dois brasileiros identificados entre os mortos da chacina em Tamaulipas, no México, moravam em cidades vizinhas a Governador Valadares (MG), região no norte do Estado conhecida por ser uma das principais exportadoras de mão de obra brasileira para os Estados Unidos.
Juliard Aires Fernandes, 20, era de Santa Efigênia de Minas - com cerca de 4.500 moradores- e Hermínio Cardoso dos Santos, 24, de Sardoá -cerca de 5.500. As duas localidades ficam a 10 km de distância.
Tanto Juliard quanto Hermínio são de pequenas propriedades rurais distantes do centro dos municípios.
Amigos e parentes ouvidos pela Folha dizem que os dois deixaram o Brasil há cerca de um mês e, desde então, não haviam mais entrado em contato avisando onde estavam. A intenção dos dois, afirmam, era migrar para os Estados Unidos.
Juliard juntou dinheiro para a viagem trabalhando como auxiliar de obras no Rio de Janeiro, segundo a prima dele, Rosângela Fernandes. "Ele queria melhorar de vida", diz, sobre a viagem para fora do país.
Hermínio, segundo o funcionário público Anóbio Batista, que é amigo da família do jovem, era trabalhador rural e cuidava da propriedade da família com os pais e duas irmãs. Uma outra irmã dele migrou para a Itália, onde vive há quatro anos.
Segundo Batista, Hermínio era pouco visto na cidade porque permanecia mais tempo no campo.
A professora Rita Santos, 35, amiga da família de Hermínio, diz que os dois mineiros se conheciam e foram viajar juntos para o México.
Segundo ela, o rapaz tinha esse plano de viagem havia muitos anos. Ela diz que as mortes dos dois são o "único assunto" na localidade no momento.
Nenhum dos dois brasileiros mortos era casado nem tinha filhos. O Itamaraty avisou as famílias sobre o ocorrido na noite de sábado e está em contato direto com elas.
IMIGRAÇÃO
As duas cidades são vizinhas também de Gonzaga, terra do eletricista mineiro Jean Charles de Menezes, que acabou morto em 2005 no metrô de Londres pela polícia britânica ao ser confundido com um terrorista.
Os moradores de Sardoá e Santa Efigênia de Minas contam que como não há muitas alternativas de trabalho na região, o plano de migrar para os Estados Unidos acaba se tornando muito comum.
"As pessoas acabam seguindo o caminho dos parentes que já estão por lá", diz o desempregado Moacir Costa, 33, de Sardoá.
No entanto, com a crise econômica mundial de 2008, a quantidade de pessoas que tentam migrar diminuiu, contam os moradores.
postado por Evaldo Torres * Fonte : Folha de São Paulo em 30-08-2010
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Obama tenta capitalizar saída do Iraque
Depois de 12 meses no Iraque, soldados americanos desembarcam na base aérea de Andrews, no Estado de Maryland
Em baixa nas pesquisas, presidente terá dificuldade para tornar redução das tropas um tema de campanha
Para analistas, público americano tem "pressa" em esquecer da guerra; redução das tropas será oficializada amanhã
ANDREA MURTA
DE WASHINGTON/FSP
Sete anos após a invasão, os EUA estão prontos a esquecer a guerra do Iraque.
Amanhã, o presidente Barack Obama anunciará oficialmente, em discurso pela TV, o fim das operações de combate e a redução das tropas para 50 mil, dedicadas a apoiar o Exército local.
É tradicional nos EUA que a política externa importe menos na votação para o Congresso, como a de 2 de novembro, quando os temas centrais são domésticos e econômicos.
Mesmo na eleição presidencial, em 2012, há pouca chance de que a melhora da situação do Iraque influencie o eleitorado, apesar da expectativa democrata.
Primeiro, porque essa não é a guerra do presidente Barack Obama, que tentará a reeleição. O fardo da invasão ficou associado aos republicanos e ao ex-presidente George W. Bush (2001-2009).
Segundo, porque as atenções estarão voltadas para a situação no Afeganistão -essa sim a "guerra de Obama"-, que ainda contará com forte presença de tropas americanas em 2012.
Nem a retirada simbólica das tropas de combate do Iraque, que deixará a partir de setembro 50 mil soldados americanos para treinar e assistir os iraquianos, deverá ser usada politicamente.
"Obama pode até tentar levar os louros da diminuição das tropas", disse Andrew Bacevich, militar reformado do Exército e professor de relações internacionais da Universidade de Boston.
"Mas essa queda ocorreria se seu antigo rival à Presidência, o republicano John McCain, tivesse vencido."
Barry Posen, do MIT (Massachusetts Institute of Technology), concorda. "Obama não colherá muitos frutos. Não é uma vitória sua; estamos ainda no prazo programado pelo outro governo."
Além disso, não foi completamente comprado nem na imprensa nem entre a população o discurso de que a era dos combates acabou. E ninguém acha que deixar 50 mil soldados no Iraque configura uma "retirada".
PRESSA COLETIVA
Por outro lado, ainda que a situação piore, será difícil para a oposição criticar o governo por uma guerra iniciada sob gestão republicana.
Para Posen, o público está tão cansado do Iraque que só uma situação catastrófica tornaria minimamente aceitável falar em interromper a retirada ou de voltar ao país.
A pressa coletiva dos americanos em deixar para trás a operação que tanto custou em dinheiro -mais de US$ 740 bilhões para os EUA- e vidas -cerca de 4.400 americanos e ao menos 97 mil civis iraquianos- dificulta até mesmo a análise do legado da invasão de 2003.
Não foi sempre assim. Inicialmente, a guerra foi boa para Obama. Para Michael O'Hanlon, analista de segurança do Instituto Brookings, o Iraque ajudou inclusive a elegê-lo. Na campanha, ele pôde exercer toda sua oposição à guerra.
Para Bacevich, o impacto dos sete anos de guerra está nas Forças Armadas, que "se reconfiguraram de uma força especializada em batalhas convencionais para uma focada em contrainsurgência e contraterrorismo".
A principal lição da guerra, diz, é que "os EUA não têm a sabedoria e nem o dinheiro necessários para transformar outros países".
postado por Evaldo Torres * Fonte : Folha de São Paulo em 30-08-2010
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A nova cena venezuelana
NOTAS & INFORMAÇÕES
do Estadão
Uma combinação tóxica de retrocesso econômico, inflação acelerada e criminalidade incontida deverá subtrair do caudilho Hugo Chávez nas eleições legislativas de 26 de setembro próximo o controle absoluto que exerce desde 2005 sobre a Assembleia Nacional, o Parlamento venezuelano. Naquele ano, a oposição cometeu o erro monumental de boicotar a votação, para não conferir legitimidade à disputa nem ao colegiado que dela resultaria, com previsível maioria chavista.
Com isso, o autocrata pôde contar quantas vezes quis com o endosso parlamentar aos seus projetos de edificação do regime bolivariano sobre as ruínas do estado democrático, ou, como ele diria, o entulho das liberdades burguesas. Por exemplo, a Assembleia transformou em letra morta o resultado - adverso aos desejos de Chávez - do plebiscito de 2007 sobre a reforma constitucional que lhe daria a oportunidade de se tornar presidente vitalício, ao permitir que se recandidatasse indefinidas vezes.
Objetivamente, o lado bom disso - embora não para o aqui e agora dos venezuelanos - foi a comprovação de que, à vontade para mandar e desmandar, Chávez apenas conseguiu empilhar desastres nas mais diversas áreas de atuação do governo. De tal modo devastou as finanças públicas que foi obrigado até a cortar gastos com os programas sociais que seriam o porta-estandarte do seu pretenso socialismo do século 21.
A deterioração da economia e da infraestrutura venezuelanas, com a destruição da capacidade produtiva nacional, a falta de alimentos e o racionamento de energia - em um país que flutua sobre um mar de petróleo -, se exprime em números devastadores. As reservas internacionais venezuelanas, em queda acentuada, não passam hoje de US$ 13,1 bilhões. A Venezuela vive o segundo ano consecutivo de recessão, sem indícios de retomada à vista.
À queda de 3,28% do PIB em 2009 deverá se somar um novo naufrágio, estimado entre 3% e 6% negativos, na contramão da maioria das economias emergentes. O que aumenta na república chavista são a inflação e a violência. No ano passado, os preços subiram 25%. A previsão para 2010 é de 40%. A criminalidade - a maior preocupação dos venezuelanos - supera a de qualquer outro país da América do Sul. No decênio terminado em 2009, o número de assassínios por ano praticamente quintuplicou, chegando a 19 mil.
De janeiro a julho último, Caracas registrou a média de 140 homicídios por 100 mil habitantes. Em São Paulo, para se ter ideia, a proporção é da ordem de 11. Calcula-se que 1 em cada 5 policiais está mancomunado com o crime. Em meio a tantas desgraças, não admira que a lona do circo chavista esteja cedendo. A popularidade do caudilho caiu de 70% em 2008 para 36% essa semana. A sua aprovação é ainda majoritária apenas na classe E, no piso absoluto da pirâmide social. Quase 60% dos venezuelanos de todas as classes culpam Chávez pessoalmente por suas agruras.
Em tese, esse quadro deveria mudar acentuadamente a distribuição das 163 cadeiras da Assembleia Nacional. Nas pesquisas, entre os eleitores que já firmaram a sua intenção de voto nas eleições de 26 de setembro, a Unidade Democrática, uma coalizão de 16 partidos antichavistas, somada às legendas independentes, bate o Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV), do governo e seus aliados, por 14 pontos. Na realidade, essa vantagem pode não se traduzir na relação de forças das bancadas parlamentares.
Isso porque, além do sistema de voto distrital adotado no país, que tende a distorcer a relação entre sufrágios recebidos e cadeiras conquistadas, Chávez espertamente fez aprovar uma reforma eleitoral - na verdade, um casuísmo - que modificou a composição das circunscrições eleitorais e reduziu a representação parlamentar dos oito Estados mais populosos, governados pela oposição. Com isso, ainda que não recorra à fraude, o autocrata poderá ter no Congresso a maioria que lhe faltar nas urnas.
De todo modo, tudo indica que não reterá a maioria absoluta dos assentos com a qual tem podido aprovar as emendas constitucionais que dão um simulacro de legitimidade ao seu projeto totalitário. Um ano antes da próxima eleição presidencial, isso significa muito.
A primeira-dama Marisa Letícia disse hoje que vai manter sua agenda de campanha intensa. Ela passeou na tarde deste sábado pela feira internacional e cosméticos e beleza (Beauty Fair), ao lado da candidata ao Senado pelo PT, Marta Suplicy, o candidato ao governo, Aloizio Mercadante, e o candidato ao Senado pelo PC do B, Netinho. "Já fiz campanha para o Lula e agora vou continuar com uma agenda de campanha", disse Marisa.
Apesar disso, a primeira dama queixou-se para um assessor quando foi solicitada a ficar um pouco mais para participar da coletiva de imprensa com Marta e Mercadante. "Faz uma semana que não vejo meu marido, ele está em casa me esperando", disse. Ela afirmou que não vai gravar depoimentos para candidatos, porque se fizer para um, precisará fazer para todos. Mas vai continuar fazendo campanha.
Muita gente presente ao evento confundia dona Marisa com Marta Suplicy. "Tudo bem, são duas Martas fazendo campanha, não tem problema", disse Marisa.
Dilma já vendeu bugigangas e "Cavaleiros do Zodíaco" no Sul
Sob o nome Pão & Circo, empresa da petista vendia artigos trazidos por ela do Panamá
FERNANDA ODILLA
da FSP
Nem só de política e cargos públicos viveu a presidenciável Dilma Rousseff (PT). Entre uma função e outra no Rio Grande do Sul, ela investiu no mundo empresarial com uma loja de bugigangas importadas do Panamá.
O negócio, que durou um ano e cinco meses, fechou em julho de 1996 e é omitido de sua biografia oficial.
Com o nome fantasia de Pão & Circo, inspirado na estratégia romana para calar as vozes insatisfeitas, a empresa foi registrada para comercializar confecções, eletrônicos, tapeçaria, livros, bebidas, tabaco, bijuterias, flores naturais e artificiais, vendidos a preços módicos.
O forte, porém, eram os brinquedos, particularmente os dos "Cavaleiros do Zodíaco", animação japonesa sobre jovens guerreiros que fez sucesso nos anos 1990.
Na biografia oficial de Dilma na web, que exalta a fama de boa gerente da candidata, não há menção ao período em que ela foi sócia-gerente da Pão & Circo. Nem mesmo quando defendeu a criação de um ministério para pequenas e médias empresas, em maio, mencionou o fato.
A Folha procurou a candidata por telefone e por e-mail para que ela falasse dessa experiência. Por meio da assessoria, Dilma confirmou que a empresa existiu e fechou há cerca de 15 anos -e que não falaria mais sobre isso.
SÓCIOS
A empresa tinha sede e filial em Porto Alegre e importava artigos de bazar de Colón, no Panamá, para revender no atacado e no varejo.
Além da agora candidata e da ex-cunhada Sirlei Araújo, participavam da sociedade o ex-marido de Dilma, Carlos Araújo, e um sobrinho, João Vicente. Carlos foi dirigente da VAR-Palmares, uma das organizações de esquerda das quais Dilma participou durante a ditadura militar.
Segundo Sirlei, ela e Dilma viajaram ao Panamá "umas duas ou três vezes" para escolher as mercadorias, que eram despachadas de navio até Imbituba (RS) e seguiam depois por terra até a capital gaúcha. "Era mais bazar e brinquedos", diz a ex-sócia.
A sede foi inaugurada em fevereiro de 1995, numa sala na região central de Porto Alegre. Quatro meses depois, Dilma abriu uma filial no centro comercial Olaria, também na capital gaúcha.
Os comerciantes mais antigos do Olaria se lembram de Dilma, dos contêineres e da lojinha. "A gente esperava uma loja com artigos diferenciados, mas, quando ela abriu, era tipo R$ 1,99. Eram uns cacarecos", afirma Bruno Kappaun, dono de uma tabacaria no local.
PREJUÍZO
A simplicidade da loja e o baixo movimento de clientes também estão na memória dos comerciantes. "A loja era mal-acabada, com divisórias de tábua, um troço rústico. E, claro, não entrava ninguém ali", diz Ênio da Costa Teixeira, dono de pizzaria, lembrando que dois funcionários ficavam na loja e Dilma aparecia eventualmente.
Um terceiro comerciante, André Onofre, dono de um café no Olaria, acha que a loja não teve viabilidade econômica porque as "bugigangas" eram "muito baratas". "Foi uma experiência. Acho que ela não era do ramo."
Sirlei afirma que o negócio não foi um fiasco: "Até que deu bem certo". Diz que Dilma cuidava sobretudo da contabilidade e das vendas.
A empresa ficou aberta por apenas 17 meses, entre 1995 e 1996, segundo registro na Junta Comercial e na Secretaria de Fazenda do RS. Os quatro sócios fecharam a filial primeiro, em 1996, e extinguiram a empresa oficialmente em dezembro de 1998.
"Durou bem pouco tempo. Dilma sempre foi muito envolvida com a política. Não dava tempo para ela conciliar. Eu sozinha não conseguia", justifica Sirlei.
O período em que Dilma esteve à frente da Pão & Circo coincide com o tempo em que ela ficou afastada de cargos de confiança no governo do Rio Grande do Sul.
A ex-sócia diz que a decisão de fechar o negócio foi tomada em conjunto, pois Dilma se preparava para assumir o cargo de secretária de Minas e Energia na gestão Olívio Dutra (1999-2002).
Questionada sobre o silêncio da petista em relação à experiência de microempresária, Sirlei diz que tanto Dilma quanto a família dela preferem a discrição. Quando ouve que Dilma prometeu um ministério específico para o setor, ela não se surpreende: "É porque ela tem bastante experiência".
Pressionada, Receita liga violação a propina
Leandro Colon
do Estadão
Sob pressão política, a Receita Federal anunciou ter descoberto esquema de venda de informações sigilosas e cobrança de propina na delegacia de Mauá (SP). Serão alvos de representações criminais as servidoras Adeildda Ferreira Leão dos Santos e Antônia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva, suspeitas de violar o sigilo de quatro tucanos.
A versão do Fisco contraria depoimentos de testemunhas que, em inquérito da Polícia Federal, afirmaram que os dados foram vazados por membros da pré-campanha presidencial do PT.
Ontem, a Receita informou que vai encaminhar à Polícia Federal as representações criminais contra Addeilda Santos e Antonia Silva na segunda-feira. Esse esquema, disseram o secretário da Receita, Otacílio Cartaxo, e o corregedor-geral, Antonio Carlos Costa D"Avila, explicaria a violação dos sigilos fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e de Luiz Carlos Mendonça de Barros, Ricardo Sérgio e Gregório Marin Preciado.
Na noite de quinta-feira, horas antes da coletiva da Receita dada ontem de manhã, a direção do órgão e a PF divulgaram uma nota que apenas fazia um histórico do noticiário e da abertura da sindicância. Dizia que o assunto estava sendo tratado "com prioridade institucional" e respeitando o "devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa".
O processo da corregedoria, que a Justiça mandou entregar, na íntegra, a Eduardo Jorge, não aponta indícios que a Receita anunciou. A entrevista também foi convocada após o Estado mostrar que o processo aberto pela corregedoria do órgão poupava os funcionários e não apontava para conclusão na investigação.
Adeildda dos Santos era a dona do computador usado para consultar os dados dos tucanos, enquanto Antônia era a proprietária da senha utilizada no acesso. Elas negam participação na abertura das declarações de renda.
Surpresa. A decisão da Receita de incriminar as funcionárias pegou de surpresa servidores ouvidos pelo Estado que trabalham na sala da agência do órgão em Mauá, onde ocorreu a violação dos sigilos. Eles avaliaram, internamente, que a Receita resolveu punir imediatamente para dar uma resposta e não investigou outros três funcionários que trabalhavam na mesma sala.
Adeildda alega que no dia 8 de outubro, entre 12h27 e 12h43 - período em que os sigilos foram violados -, ela estava almoçando com o marido - embora a folha de ponto a desminta, conforme mostrou ontem a reportagem do Estado. Seu computador, segundo ela, teria ficado ligado e alguém, o acessado. Por isso, tem dito aos colegas de trabalho, que era preciso investigar, ao menos, os 14 servidores que trabalhavam no térreo e no piso superior da agência de Mauá. Antônia diz que repassou a senha a Adeildda e outra colega de trabalho e nega ter aberto os dados dos tucanos. A Receita anunciou o indiciamento delas, mas não deu detalhes sobre quem teria encomendado e pago pelas informações.
Balcão. Segundo o comando da Receita, há indícios de envolvimento das duas funcionárias com esquema de venda de dados fiscais mediante "encomenda externa" e "pagamento de propina". Cartaxo e o corregedor Antonio D"Avila dizem ter identificado que informações fiscais sigilosas foram comercializadas num "balcão de negócios".
Eles não deram mais detalhes sobre o tal esquema e fizeram questão de ressaltar que, para a Receita, não há nenhuma atuação político-partidária na ação das duas servidoras suspeitas, versão que busca diminuir suposto envolvimento da campanha da petista Dilma Rousseff. "Nós não identificamos qualquer ilação político-partidária", disse o corregedor da Receita, cujo discurso foi reforçado por Cartaxo.
A decisão da Receita acontece na semana em que Eduardo Jorge conseguiu autorização da Justiça para ter acesso aos autos da investigação, aberta em junho. O dirigente tucano não ficou satisfeito com o anúncio de esquema de venda de dados e indiciar as duas servidoras. "Até terça-feira o processo era sigiloso e não tinha prazo para terminar. E agora eles dão a conclusão", afirmou. "O fato de haver venda não quer dizer que não tenham vendido para grupos políticos."
Serra não comenta pesquisa e mantém ataques a Dilma
GUSTAVO PORTO E BRÁS HENRIQUE
do Estadão
Em queda constante nas pesquisas eleitorais, o candidato à Presidência da República José Serra (PSDB) não quis comentar os dados do último levantamento Ibope/Estado/TV Globo, no qual aparece com 29% das intenções de voto, contra 51% de sua principal adversária, Dilma Rousseff (PT).
Em Ribeirão Preto (SP), onde inaugurou um comitê do PSDB, Serra voltou a atacar Dilma e acusou o governo federal de tentar beneficiá-la no episódio recente da quebra de sigilo de membros do PSDB, entre outras pessoas. "É evidente que isso foi em benefício da campanha eleitoral; o primeiro repórter que teve um dado do vazamento, quando procurou o Eduardo Jorge, disse que tinha recebido do comitê da Dilma", disse Serra. "Isso demonstra, inequivocamente, que se tratou, além de um crime, de um jogo muito sujo de natureza eleitoral", completou o ex-governador paulista.
Ao ser indagado sobre o motivo de ele não comentar pesquisas eleitorais após ter sido ultrapassado por Dilma, Serra chamou o repórter de "desmemoriado" e afirmou que nunca comentou pesquisas. De fato, Serra evita falar sobre números, mas em maio, quando a pesquisa CNT Sensus trouxe o empate entre ele e a candidata do PT, Serra disse, em entrevista à emissora Verdes Mares, do Ceará, que esteve praticamente na frente sempre e que à época havia o empate. "Mas logo vai desempatar, a coisa vai andar", afirmou o tucano à época.
Durante o discurso para militantes, Serra citou várias realizações de quando governou São Paulo e ainda do período em que foi ministro, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, para atacar Dilma.
Segundo ele, durante o período em que governou São Paulo, a favela de Heliópolis foi transformada em bairro e Dilma teria utilizado a infraestrutura lá implantada no programa eleitoral dela. "A imprensa vai dizer que eu ataquei a Dilma e disse que ela não fez nada lá. Isso não é uma opinião, é um fato", afirmou.
Ainda em seu pronunciamento, o candidato tucano afirmou que como ministro da Saúde triplicou a distribuição gratuita de remédio. "Já Dilma não distribuiu uma aspirina", afirmou. Serra defendeu ainda o sistema de concessão das rodovias paulistas e criticou o modelo federal. "As estradas federais continuam esburacadas."
Por fim, Serra voltou a criticar o governo federal na tentativa de intimidar e censurar a imprensa e ainda na política externa. Sem citar o Irã, Serra disse "que o PSDB não faz alianças com ditaduras que apedrejam mulheres", numa suposta referência ao governo iraniano que condenou Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, à morte por apedrejamento.
postado por Evaldo Torres * Fonte : Estadão em 29-08-2010
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