Evaldo Augusto Torres Alves /editor
Home | Contato  
Política

Serra afirma que PT usou R.Federal para espionar




Serra afirma que PT usou Receita Federal para espionar adversários
Marina Silva também criticou a quebra de sigilo de Eduardo Jorge e pediu 'providências'

Carolina Freitas e Roldão Arruda
do Estadão

O candidato do PSDB à sucessão presidencial, José Serra, acusou nesta quarta-feira, 14, o PT de usar a máquina pública para espionar adversários. Para o tucano, o vazamento de dados fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Pereira, foi só mais um caso dentro do histórico do PT.

"Uma coisa ficou caracterizada: foi usado o aparato governamental para a espionagem. E não é a primeira vez", criticou, citando como exemplos a quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa e o suposto dossiê sobre a ex-primeira-dama Ruth Cardoso. "Um partido pega informações sigilosas e usa na política, desrespeitando os direitos dos cidadãos, que tem direito a seu sigilo", afirmou. As declarações foram feitas em coletiva de imprensa após evento na União Geral dos Trabalhadores (UGT), no centro de São Paulo.

O secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, admitiu hoje em audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal saber quais funcionários do órgão tiveram acesso a dados de Eduardo Jorge. Cartaxo negou-se, no entanto, a divulgar os nomes.

Serra considerou "insuficiente" a admissão por parte do secretário da Receita. "Tem de dar o nome", defendeu o tucano, que pediu que a questão seja "esclarecida a fundo".

Questionado se teme uma "operação abafa" por parte do governo, o tucano aproveitou para lembrar o caso do dossiê que seria usado contra ele na campanha de 2006. "As operações abafa são uma atrás das outras. O dossiê dos aloprados foi abafado até hoje. Tem R$ 1,4 milhão dos quais nunca mais se ouviu falar e o sujeito que estava transportando virou até um empresário próspero."

Marina

A candidata do PV à Presidência da República, senadora Marina Silva, também comentou o episódio. "Espero que o Ministério Público e as autoridades competentes tomem as devidas providências", disse.

Ao lembrar que sua plataforma de governo inclui o compromisso de não lançar de nenhum tipo de recurso para desabonar adversário, a senadora também pediu respeito à privacidade das pessoas. "Não queremos qualquer tipo de informação que extrapole o estado democrático de direito e achamos que aquele que não é capaz de respeitar o processo institucional para ganhar com certeza pior fará se tiver as ferramentas de poder. É por isso que devemos sinalizar com uma atitude prática o respeito pelas instituições e pela privacidade que é protegida por lei para cada cidadão", afirmou.

*Colaborou André Mascarenhas,


A transgressão consagrada


A transgressão consagrada

NOTAS & INFORMAÇÕES
do Estadão

Luiz Inácio Lula da Silva entrará para a história das eleições presidenciais brasileiras sob o Estado Democrático de Direito pela desfaçatez sem paralelo com que se conduz. Ele não apenas colocou os recursos de poder próprios do cargo que exerce à disposição de sua candidata escolhida, de resto, por um ato de vontade imperial , como ainda assume ostensivamente o abuso e disso se jacta.

A demolição das leis e das instituições destinadas a separar Estado, governo e campanhas políticas não se fez em um dia. Lula começou a pensar no segundo mandato, e a se guiar rigorosamente por essa meta, mal tirou a faixa recebida do antecessor em 1.º de janeiro de 2003 se não antes. E começou a pensar no nome do sucessor, e a subordinar a administração federal aos seus cálculos eleitorais, tão logo descartou definitivamente, decerto ao concluir que se tratava de uma aventura de desfecho incerto, a possibilidade de um terceiro período no Planalto.

Depois que os dois grandes escândalos do lulismo ? o mensalão e a perseguição a um caseiro excluíram da lista dos presidenciáveis do presidente os cabeças de seu governo, José Dirceu e Antonio Palocci, a solitária decisão de lançar a candidatura da ministra Dilma Rousseff, com experiência zero em competições pelo voto popular, embutia uma consequência que só o seu patrono poderia barrar. Desde que, bem entendido, tivesse ele um mínimo de apreço pelos valores republicanos dos quais fala de boca cheia.

A consequência, evidentemente, era a conversão do Estado e do governo em materiais de construção da campanha dilmista numa escala e com uma intensidade que talvez fossem menos extremadas se o candidato se chamasse Dirceu ou Palocci. Diga-se o que se queira deles, um e outro têm bagagem partidária e milhagem na rota das urnas bastantes para não depender, tanto quanto Dilma, do sistemático abuso de poder do chefe (ou, no caso dela, chefe e criador). Em outras palavras, a fragilidade eleitoral intrínseca da ex-ministra clamava pelo vale-tudo para ser neutralizada e não seria Lula quem deixaria de fazê-lo.

Assim que ele bateu o martelo em seu favor, aflorou no mundo político e na imprensa a questão da transferência de votos. Seria o mais popular dos presidentes brasileiros capaz de eleger a candidata tida como um poste? Seria o seu formidável carisma suficiente para impedir que ela naufragasse por seus próprios méritos, por assim dizer Perguntas pertinentes e enganadoras. Do modo como foram formuladas, tendem a fazer crer que os eventuais efeitos, em 3 de outubro, do poder de persuasão de Lula independem da sua gana de atrelar o comando do Executivo aos seus interesses eleitorais.

É bem verdade que Lula chegou lá da primeira vez (na quarta tentativa) concorrendo pela oposição. Mas, em 2002, o desejo de mudança que ele encarnava provavelmente prevaleceria ainda que o então presidente Fernando Henrique, com a mesma falta de escrúpulos que o sucessor exibiria, transformasse o seu gabinete em quartel-general da campanha do candidato José Serra. Agora, chega a ser intrigante, nas análises políticas, a dissociação entre o uso da popularidade de Lula e a sua desmesurada desenvoltura em entrelaçá-lo com o abuso de sua posição.

Não foi por falta de aviso. Já não bastassem as transgressões que cometia ao carregar Dilma nos ombros presidenciais para cima e para baixo, ele anunciou no congresso do PT, em maio passado, que a sua prioridade este ano como presidente da República era eleger a sua protegida. Para quem tem a caradura de escarnecer tão desbragadamente do decoro político elementar, nada mais natural do que proclamar que sabe que transgride a lei e nem por isso deixará de transgredi-la.

Foi o que fez anteontem em um evento oficial na sede temporária do governo, numa dependência do Banco do Brasil. "Eu nem poderia falar o nome dela (Dilma) porque tem um processo eleitoral", reconheceu, "mas a história (da alegada atuação da ministra no projeto do trem-bala) a gente também não pode esconder por causa de eleição." Sob medida para os telejornais e o horário de propaganda.

Perto disso, que diferença fará uma multa a mais?

Fora dos trilhos


Editorial da Folha de São Paulo

Fora dos trilhos

Com pretensa sutileza, o presidente Lula mais uma vez transforma evento oficial em ato de campanha a favor da candidata Dilma Rousseff

Conhece-se bem o caso daqueles zagueiros especializados na canelada e no carrinho que, depois de derrubar o adversário sem a menor cerimônia, inclinam-se docemente sobre a vítima, pedindo desculpas e oferecendo-se para levantá-la do chão.
O hábito da gentileza cínica, que confere algum colorido de comédia aos mais tediosos jogos de futebol, vem há um bom tempo sendo transplantado para o campo da política pelo presidente Lula. Poucas vezes de forma tão deslavada, todavia, quanto nestes últimos dias.
Na terça-feira, durante o lançamento do edital para a construção do trem-bala, novamente aproveitou para fazer campanha em prol da candidata do PT à sua sucessão, Dilma Rousseff.
No dia seguinte, retratou-se pela flagrante violação do código eleitoral: "Eu não tenho por hábito desafiar nem o mais humilde dos brasileiros", disse o presidente, "quanto mais desafiar uma legislação que nós mesmos criamos no Congresso Nacional".
Para quem ainda duvidasse, Lula arrematou o lance com nova manifestação de obediência, um pouco como o jogador faltoso que ouve, com as mãos atrás das costas, as reprimendas do juiz: "Se eu cometi um erro político, eu peço desculpas".
A farsa da atitude, todavia, revela-se por inteiro. Antes de citar o nome da candidata, Lula deu mostras de saber exatamente o que estava fazendo. "Eu nem poderia falar o nome dela porque tem um processo eleitoral", disse o presidente, "mas a história a gente também não pode esconder por causa da eleição".
Assim, por uma questão de "justiça", concluiu: "A verdade é que a companheira Dilma Rousseff assumiu a responsabilidade de fazer esse TAV [o trem-bala], e foi ela que cuidou... Não podemos negar isso".
Não se trata de negar, a priori, a capacidade técnica da candidata, muito menos de aceitar acriticamente a tese da "propaganda eleitoral antecipada", que motivou várias das multas aplicadas pelo TSE ao presidente.
Era irrealista e burocrático, por certo, estabelecer um prazo oficial para o início da campanha, e esperar que candidatos deste ou daquele partido se abstivessem de movimentações eleitorais antes do tempo. Acostumando-se a infringir essa regra, o presidente Lula foi além, todavia.
Caracteriza-se plenamente o uso da administração pública, com sua máquina de projetos, anúncios, siglas e promessas, para a promoção de um interesse partidário. Lula já não se contenta em armar inaugurações para as célebres "obras do PAC", ainda que incompletas; o mero lançamento de um edital de concorrência, para uma obra como o trem-bala, transforma-se em ocasião eleitoreira.
A esta altura, vai-se tornando constrangedora a dificuldade da candidata Dilma Rousseff em alcançar autonomia eleitoral, dependendo ainda de ter seu nome carregado por Lula em toda cerimônia de governo. Inegavelmente um grande "puxador" de votos, o presidente atropela mais uma vez a lei -com a sutileza de um zagueiro, ou, se quisermos, de uma locomotiva fora dos trilhos.

Diretas-já para o Legislativo!

Diretas-já para o Legislativo!

Roberto Macedo
do Estadão

Há tempos defendo o voto distrital. A recente Lei da Ficha Limpa ? e o movimento que a trouxe de fora para dentro do Congresso Nacional ? reacendeu expectativas de mudanças. Ademais, o momento eleitoral é oportuníssimo para voltar ao assunto, pois de novo demonstrará como o sistema atual para o Legislativo, o proporcional, é claramente inadequado. De novo conduzirá a uma leva de deputados federais e estaduais ineficazes como representantes dos cidadãos. Isso para não recorrer a outros adjetivos que cabem a alguns deles.

Reafirmarei argumentos em favor do voto distrital. Como novidade, recorri à mensagem do título para comunicar melhor a ideia. Trata-se de associar o sistema distrital ao voto direto preferido pelo eleitor, pois o distrital é eleição direta também para o Legislativo. Em contrapartida, o sistema atual tem forte e abjeto conteúdo de eleição indireta.

Em resumo, nesse sistema, o proporcional, para as vagas a serem preenchidas cada partido tem seus muitos candidatos. O eleitor vota num deles, os votos são apurados e as vagas, distribuídas proporcionalmente à quantidade de sufrágios que cada partido recebeu. Aí já existe um quê de indireto, essa distribuição de votos aos partidos.

Os eleitos são os candidatos mais votados em cada partido, evidenciando então o forte componente indireto do processo, pois muitos eleitores terão votado num candidato não eleito, mas contribuindo, via voto partidário, para eleger outro, até um ou mais em quem jamais votariam. E há campeões de votos que elegem outros do mesmo partido, mas com inexpressiva votação, como fazia o falecido Enéas.

No distrital, a eleição é direta e ocorre num espaço geográfico bem menor que um Estado, o que facilita enormemente o controle do eleito pelo eleitor, ao lado de reduzir sensivelmente os custos de campanha e toda a bandalheira que costuma vir junto com seu financiamento. No caso federal, São Paulo elege 70 deputados, e cada um viria de um distrito, onde cada partido só teria um candidato. O número de viáveis ficaria reduzido a poucos, como na atual campanha para a Presidência da República, em que apenas três se destacam. Assim, a eleição dos deputados seria tão direta como as de presidente, de governadores e de prefeitos.

A escolha do eleitor seria facilitada, pois é mais fácil comparar poucos candidatos. O sistema também permitiria debates entre eles, prévias eleitorais e tudo o mais a despertar o interesse do eleitor pela eleição.

E, muito importante, o eleito representaria o distrito e, assim, o variado conjunto de interesses nele existente. No proporcional, muitos são eleitos por grupos de interesses e corporações, que os cevam com votos por todo o Estado, gerando em Brasília as correspondentes bancadas. Como exemplos, a rural, a dos aposentados e a do bingo. Esse sistema também abre espaço para insólitas bancadas, como a que tinha Enéas.

Para esclarecer ainda mais o distrital recorro ao exemplo de um brasileiro que reside no Canadá, onde há esse sistema. Com inveja, ouvi dele: "Temos o nosso deputado, da mesma forma que temos médico, dentista, advogado, e por aí afora, podendo recorrer a ele, que inclusive está sempre no distrito, fazendo o seu trabalho e prestando contas, de olho também na reeleição." Ou seja, é um prestador de serviços.

Existe isso aqui Salvo microexceções, não! Alguns não fazem nada, outros servem a seus ou a outros interesses que não o do eleitor. E há também os que não prestam mesmo, mas, caras de pau, estão novamente a disputar votos. Ontem este jornal noticiou que a Lei da Ficha Limpa ameaça 1.614 candidatos no País. Com tantos contestados, é sinal de que o número de fichas-sujas comprovadas também deve ser elevado, reafirmando antigas e recorrentes percepções, ao lado de fatos que se passam no mundo político brasileiro.

No fundo, há uma crise de representação. Uma democracia autêntica não dispensa a representação eficaz dos eleitores. No Brasil há repetidas eleições, hoje com mais de 130 milhões de eleitores, urnas eletrônicas, apuração rápida e outros enganosos sinais de vitalidade democrática. Nada disso garante uma representação eficaz, que só virá com o voto distrital e direto para o Legislativo, pois de fato vincula o representante aos representados e dá a estes condições de cobrar desempenho.

Pergunto ao leitor: quem é o seu deputado? Quando recorreu a ele? Quando prestou contas do seu trabalho? Aqui o "representante" fica distante do cidadão e, assim, solto para o que der e vier. Ou mesmo para quem vier e der.

Mas como trazer o sistema distrital? A decisão teria de vir de deputados federais e senadores, que se apoiam mutuamente para buscar votos e se conectam também com deputados estaduais e vereadores com o mesmo objetivo, todos eleitos pelo sistema proporcional. Na sua maioria, não querem mudar esse sistema podre, o que poria em risco sua reeleição. Ademais, são do instinto dos políticos mudanças apenas incrementais, e não radicais.

Por isso o caminho mais viável seria que o voto distrital começasse por eleições municipais e, de modo incremental, alcançasse as estaduais e federais. Mas fundamental mesmo deve ser a pressão de fora para dentro do Congresso, repetindo o movimento das Diretas-Já, com políticos que se disponham a encampar a ideia. E cabe repetir também o processo que levou à Lei da Ficha Limpa.

Quanto a isso, soube pela colunista Dora Kramer, neste jornal na terça-feira, que o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral busca assinaturas para levar ao Congresso um projeto de iniciativa popular de reforma política, num movimento ao qual a Ordem dos Advogados do Brasil aderiu. Presumo que o projeto inclua o voto distrital, sem o que não seria uma reforma política digna do nome.


*ECONOMISTA (UFMG, USP E HARVARD), PROFESSOR ASSOCIADO À FAAP, É VICE-PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SÃO PAULO


Fim do JB impresso

Presidente do "Jornal do Brasil" se opõe ao fim do jornal impresso

DO RIO - O presidente do ""Jornal do Brasil", Pedro Grossi Jr., pediu licença do cargo, por tempo indeterminado, porque discorda da extinção do jornal impresso decidida pelo empresário Nelson Tanure, que tem o direito de uso da marca por 60 anos.
A partir do dia 1º de setembro, o conteúdo do "JB" ficará disponível apenas pela internet, com custo de assinatura mensal de R$ 9,90. O jornal informou a mudança a seus leitores ontem, em anúncio de duas páginas.
Grossi afirma que parte dos problemas financeiros do "JB" vinha de falhas de gestão e que, em três meses, tinha reduzido o custo da folha de pagamentos de R$ 1,35 milhão para R$ 790 mil mensais; economizado R$ 200 mil por mês em custos administrativos de gráfica e baixado o consumo de papel com igual tiragem.
Para ele, o jornalismo na internet ainda depende da credibilidade do jornal impresso, e a migração para o meio eletrônico representa riscos.
O "JB" tem 119 anos e vem de longa crise financeira. Nelson Tanure arrendou a marca em 2001, quando a tiragem diária era de 76 mil exemplares. A atual é de 20 mil.
O Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro convocou para a próxima semana manifestação em frente à sede do jornal, em protesto contra o fim do impresso. O editor-chefe da publicação, Fernando Santana, disse que a Redação trabalhou normalmente ontem e que não espera demissões.
*(ELVIRA LOBATO)


Desaceleração da economia já começou
Números mais modestos no varejo e na indústria em junho revelam que "crescimento chinês" já ficou para trás

Analistas culpam fim de incentivos fiscais e alta no preço de alimentos; aumento nos juros básicos pode ser menor

ÉRICA FRAGA
da FSP

Indicadores importantes referentes a maio e junho deste ano trazem números abaixo das expectativas de mercado e revelam sinais de desaceleração da economia brasileira.
A recente tendência mostra que os dias de crescimento econômico "chinês" ficaram para trás e contribuiu para uma redução na expectativa do mercado de aumento dos juros básicos, atualmente em 10,25%.
Após 16 meses de crescimento, o nível de atividade da economia ficou estável em maio ante abril, segundo o Índice de Atividade do BC (leia texto na pág. B3).
"O Brasil deixou de crescer a um ritmo chinês e voltou a se expandir a um ritmo brasileiro", diz Bráulio Borges, economista-chefe da LCA Consultores.
Indicador calculado pela LCA que tenta revelar o comportamento mensal do PIB, levando em conta indicadores diários e semanais, também aponta leves retrações ou estagnação da atividade em relação ao mês anterior desde abril após sete meses consecutivos de expansão.
Dados divulgados anteontem pelo IBGE mostraram, por exemplo, que, depois de contração de 3,1% em abril em relação a março, o volume de vendas no comércio avançou 1,4% (descontados efeitos sazonais) em maio.
Essa recuperação em maio foi considerada relativamente fraca ante uma expectativa de expansão de 1,8% pela média do mercado.
Segundo dado divulgado recentemente pela FGV (Fundação Getulio Vargas), o percentual de empresas do setor de serviços que esperam uma melhoria na evolução dos negócios nos próximos seis meses caiu de 53% em maio para 49% em junho.
O fluxo de veículos pesados nas estradas com pedágio se contraiu em 2,5% em junho com relação a maio (descontados efeitos sazonais), segundo a ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias).
Esse foi o pior resultado para o indicador na base de comparação mensal desde março de 2008.
As vendas de papelão ondulado (que, assim como o fluxo de veículos pesados, é importante indicador antecedente da produção industrial) também recuaram -2,1% (descontados efeitos sazonais segundo cálculo da LCA) em junho ante maio.

CAUSAS
Segundo Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, as causas da desaceleração econômica vão do fim de incentivos fiscais a uma forte base de comparação dado o crescimento robusto do primeiro trimestre.
Ele cita ainda a elevação dos preços de alimentos, que abalou as vendas no setor, e o "efeito Copa do Mundo", que prejudicou vários setores com as paralisações nos dias de jogos do Brasil.

... Chávez quer "revisar" laço com a igreja

Sob críticas, Chávez quer "revisar" laço com a igreja

Cúpula da Igreja Católica local vê tentativa de recriar regime cubano

Presidente venezuelano critica menção da igreja a "comunismo", termo rechaçado pela ampla maioria dos cidadãos

FLÁVIA MARREIRO
DE CARACAS/FSP

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pediu ontem que a chancelaria "revise" o convênio com o Vaticano, em novo capítulo da troca de acusações que mantém há dias com a cúpula da Igreja Católica local.
Enquanto a alta hierarquia católica em Cuba se aproxima e acorda com o comunista Raúl Castro a libertação de presos políticos, o assunto que esquenta a relação entre Chávez e o arcebispo de Caracas, Jorge Urosa, é justamente a ilha e o comunismo.
Urosa afirmara que o presidente quer impor o "marxismo-comunismo autoritário" no país, e foi chamado por Chávez de "troglodita" e da "extrema-direita fascista" na TV, quando também afirmou que o papa "não é o embaixador de Jesus na Terra".
O presidente venezuelano também reagiu ao documento da Conferência Episcopal Venezuelana divulgado na segunda que classificou como "absolutamente inaceitável a imposição de um modelo socialista que se inspire no regime comunista cubano".
A ofensiva de Chávez foi acompanhada por outros poderes. O Judiciário e a Assembleia Nacional -de maioria chavista- manifestaram-se publicamente contra a igreja.

MOTIVAÇÃO
As rusgas entre o chavismo e a igreja são frequentes nos últimos 11 anos, mas, para o analista Luis Vicente León, do respeitado instituto Datanálisis, ganham impulso agora por dois motivos.
O primeiro, diz, é que Chávez calcula que seja útil assumir o custo de voltar a atacar um adversário popular para desviar a atenção de um problema maior, o escândalo da comida podre -o achado de toneladas de alimentos importados pelo Estado fora do prazo de validade.
O tema era, desde maio, manchete diária da mídia nacional antichavista.
O segundo motivo, para León, é que a igreja levanta um debate perigoso para o chavismo -comunismo e também Cuba- a menos de três meses das eleições legislativas de setembro.
Se a maioria vê no socialismo um termo flexível, ligado à inclusão e à redistribuição da renda petroleira, "comunismo" é rejeitado por 86%.
Ontem, Chávez fez seus habituais elogios a Fidel Castro, mas acusou o cardeal de querer assustar o povo e disse que "Cuba é Cuba, e Venezuela é Venezuela".

PRISÃO
A Justiça venezuelana ratificou ontem a prisão do opositor Alejandro Peña Eclusa, detido por agentes da inteligência chavista acusado de laço com o suposto terrorista salvadorenho Francisco Chávez Abarca, deportado a Cuba. A defesa vê "armação".

Argentina aprova casamento gay


Após 14 horas de debates, Argentina aprova casamento entre pessoas do mesmo sexo
Nação transforma-se no décimo país do mundo a contar com o casamento homossexual e o primeiro na América Latina

Ariel Palacios, Correspondente do Estadão, Buenos Aires

Manifestantes protestam a favor e contra união homossexual em frente ao Congresso

BUENOS AIRES – Na madrugada desta quinta-feira, 15, depois de 14 horas de debates intensos, o Senado argentino aprovou o projeto de lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Do total de senadores presentes, 33 votaram a favor. Outros 27 senadores votaram contra. Três parlamentares abstiveram-se.

Desta forma, a Argentina tornou-se o primeiro país da América Latina a contar com o casamento homossexual e o segundo em todo o continente americano (na América do Norte, o Canadá conta com legislação similar).

A votação desta madrugada também torna a Argentina no décimo país em todo o mundo a oficializar o casamento homossexual (já existe na Holanda, Bélgica, Noruega, Suécia, Islândia, Portugal, Espanha, África do Sul e Canadá).

O projeto causou profundas divisões nas fileiras do próprio governo da presidente Cristina Kirchner, que respaldou a ideia, originalmente apresentada pelo Partido Socialista. Além disso, o casamento homossexual também gerou divisões dentro dos diversos partidos da oposição. Diversos senadores governistas votaram contra o projeto, enquanto que muitos parlamentares da oposição respaldaram a lei de casamento homossexual.

‘Guerra de Deus’


A cúpula da Igreja Católica posicionou-se contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo de forma categórica. Nas últimas semanas, o primaz da Argentina, cardeal Jorge Bergoglio, havia convocado uma campanha contra o casamento homossexual. O cardeal definiu sua batalha contra o projeto de lei como uma “Guerra de Deus” (Bergoglio foi um “papável” que no último conclave no Vaticano ficou em segundo lugar na votação para escolher o novo Sumo Pontífice, ficando atrás de Joseph Ratzinger, que foi eleito papa).

O bispo de Río Cuarto, monsenhor Eduardo Martín, sustentou que os homossexuais colocam em risco o “futuro da pátria”.

No entanto, diversos padres em dezenas de paróquias do país respaldaram a iniciativa, indo na contra-mão da alta hierarquia. O projeto de lei também provocou divergências entre pastores de igrejas evangélicas e entre rabinos da comunidade judaica.

O debate sobre o casamento entre homossexuais gerou a maior discussão na sociedade argentina desde a votação da lei do divórcio em 1987.

Uma pesquisa divulgada ontem, elaborada pela consultoria Ipsos Mora y Araujo indicou que 54% dos argentinos estão a favor da legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Outros 44% estavam contra, enquanto que 2% não contavam com opinião formada sobre o assunto.

Michelangelo


Do lado de fora do edifício do Congresso Nacional milhares de pessoas, vinculadas a movimentos de defesa dos direitos humanos e de minorias sexuais, celebraram o resultado da votação.

Perto dali, grupos de católicos que opunham-se ao casamento entre pessoas do mesmo sexo choravam enquanto seguravam estátuas da Virgem Maria. Os integrantes destes grupos rezavam o rosário e alertavam para o iminente “Apocalipse” que assolaria a Argentina.

Durante os debates no plenário, o senador Eduardo Torres, a favor do projeto, destacou que os setores do clero que realizaram campanha contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo “deveriam recordar que no Vaticano, o centro do catolicismo, os murais que decoram a Capela Sistina, entre elas ‘A criação de Adão’, foram realizadas pelo pintor Michelangelo...famoso por ser homossexual!”.

... Brasil e Turquia não participarão de negociaçõ
Rússia afirma que Brasil e Turquia não participarão de negociações com Irã

Ministro das Relações Exteriores disse que negociações estão sendo lideradas pelo grupo 5+1

do Estadão

MOSCOU - O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou nesta quarta-feira, 14, que Brasil e Turquia não participarão das próximas negociações nucleares iranianas como proposto na véspera em Teerã.

"Não participarão. Não falamos com eles. O Conselho de Segurança da ONU reconheceu o grupo dos 5+1 (os cinco membros permanentes do conselho mais a Alemanha) como o líder informal para abordar o arranjo de todos os aspectos relativos ao programa nuclear iraniano", disse Lavrov em uma conferência de imprensa.

Ao mesmo tempo reconheceu que "é evidente que existe um grupo de países interessados em ajudar a solucionar pacificamente este antigo problema. Brasil e Turquia estão entre eles".

O ministro de Relações Exteriores do Irã, Manucher Motaki, expressou na terça, em Madri, a necessidade de ampliar as próximas negociações sobre seu programa nuclear a outros atores internacionais, como Turquia e Brasil.

Motaki recordou que estes dois países firmaram em junho passado em Teerã um acordo, que prevê o envio à Turquia de urânio iraniano enriquecido a 3,5% para em troca receber combustível enriquecido em até 20%, para seu uso civil.

O chefe da diplomacia iraniana considera que as negociações poderiam estar tanto com o chamado Grupo de Viena (formado pelos EUA, França, Rússia e a Agência Internacional de Energia Atômica), como o grupo 5+1 e também Turquia e Brasil.

Por outro lado, Lavrov expressou sua confiança de que o Irã participe nas próximas "consultas técnicas" em Viena, nas quais se abordará o começo o dito acordo de intercâmbio nuclear.

"Esperamos uma resposta construtiva (...) e que a parte iraniana aceite o convite. A iniciativa do Brasil e da Turquia, em relação à troca de combustível foi um passo muito conveniente, e a Rússia o aplaudiu", disse.

Rapidinhas


Serra e Marina criticam criação de novas estatais

Tucano aponta risco de corrupção na área de seguros

Candidata do PV ataca a suposta incoerência dos seus
adversários, que defendem a criação de novos ministérios

JOÃO CARLOS MAGALHÃES/BERNARDO MELLO FRANCO
da FSP

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse ontem em São Luís (MA) que a criação da EBS (Empresa Brasileira de Seguros) é "um perigo", pois a estatal pode virar um foco de corrupção.
"A princípio, eu não achava necessário criar mais uma empresa de seguros. Porque empresa de seguro é uma área potencialmente de muita corrupção. É um perigo."
Segundo Serra, em uma empresa desse tipo, "é muito difícil [controlar a ação de corruptos], pelo tipo de atividade, de você correr riscos maiores, menores. É uma coisa muito subjetiva".
Mais fácil, disse, seria "plantar batatinha": "Aí você sabe quanto você põe, você tira, pega o peso. Seguro é uma área mais complicada".
No Rio, a candidata do PV, Marina Silva, evitou opinar sobre a EBS, mas criticou a proliferação de estatais sob Lula e a incoerência dos adversários que prometem novos ministérios.
Serra já propôs a criação do Ministério da Segurança Pública, e Dilma Rousseff (PT), um Ministério da Micro e Pequena Empresa.
"Em período eleitoral, um cria um ministério aqui, outro cria uma estatal acolá, e vira um concurso de quem propõe mais coisas. Como todos falam que o Estado tem que ser eficiente, há uma contradição muito grande", disse a candidata.
Marina almoçou com 180 empresários na Associação Comercial do Rio, onde prometeu cortar gastos e elogiou as privatizações de FHC. O presidente da entidade, José Luiz Alquéres, exaltou a escolha do vice Guilherme Leal: "É muito grata a referência de a senhora ter recebido como vice um de nós".
Já em São Luís, Serra criticou a aliança de Lula com José Sarney: "Vocês não vão pegar nenhum vídeo meu xingando alguém que depois virou meu amigo. Não tem isso. Pode procurar", disse. "Não tenho problemas com o meu passado. Não tenho que ficar explicando", afirmou.



Dilma inaugura comitê e diz que herdou missão

da FSP

Ao inaugurar ontem o comitê central de sua campanha, Dilma Rousseff afirmou que recebeu do presidente Lula a "herança" de cuidar do povo brasileiro.
"O presidente Lula me deu talvez a maior herança que alguém pode dar a alguém, me deu a missão de cuidar do povo que ele tanto ama", disse.
Criticada por nunca ter disputado eleição, ela retrucou: "Somos uma coligação experiente. Aqui estão partidos experientes, que não começaram ontem, que têm pessoas experientes, têm experiência de governo. Em sete anos, o Brasil descobriu outro caminho".
Na sexta, Lula estreia na campanha com caminhada ao lado de Sérgio Cabral (PMDB), no Rio.




Gestão está a serviço de petista e transgressão é bem estudada

FERNANDO RODRIGUES
da FSP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desafiou ontem abertamente a lei ao elogiar sua ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff durante uma cerimônia pública. A candidata governista ao Planalto foi anunciada como grande responsável pelo projeto do trem-bala que algum dia, em tese, ligará São Paulo ao Rio.
Foi uma transgressão curiosa. O próprio Lula interpretou sua intenção, quase se desculpando: "Eu, na verdade, nem poderia falar o nome dela, por um processo eleitoral, mas a história a gente também não pode esconder por causa de eleição. A verdade é que a companheira Dilma Rousseff assumiu a responsabilidade de fazer este TAV [o trem-bala]".
É como se um cidadão cometesse um ato ilícito e em seguida dissesse para a vítima: "Eu sei que está errado, mas não posso ir contra a minha natureza". E tem sido da natureza de Lula nesses últimos meses colocar toda a estrutura possível do governo a serviço da candidata oficial.
Tome-se o caso da viagem recente de Dilma à Europa. Foi fazer campanha. Posou para sua equipe de marketing filmá-la ao lado de chefes de governo. Até agora não se sabe quem exatamente agendou esses encontros, mas petistas falavam abertamente à época que o responsável havia sido "o Marco Aurélio". Trata-se de Marco Aurélio Garcia, assessor de assuntos internacionais do Palácio do Planalto.
Jamais será obtida uma prova de quantos telefonemas e e-mails de gente do governo foram disparados para Nicolas Sarkozy e outros líderes europeus para Dilma visitá-los em maio. Para todos os efeitos, o tour se deu por geração espontânea.
Agora, exatamente no momento em que não há mais propagandas do PT para expor Dilma aos eleitores, Lula aparece usando um evento oficial para promover sua candidata. Desconhecida ainda de parte dos eleitores, é vital para a petista que seu nome não suma da mídia até o início do horário eleitoral, em meados de agosto.
A transgressão de Lula é bem estudada. Talvez renda alguma nova multa, no valor de R$ 5.000, como outras já aplicadas. Para quem fará uma campanha ao custo de R$ 157 milhões, é um risco que vale a pena.



Romário inicia campanha eleitoral no Rio

Romário dá autógrafos
Foto: Divulgação/JB Online


RIO DE JANEIRO - Candidato a deputado federal, pelo PSB do Rio, o tetracampeão, Romário, de 44 anos, começou sua corrida eleitoral.

Depois de ter retornado da África do Sul, para assistir a final da Copa, o Baixinho esteve na Central do Brasil, onde teve o primeiro contato com eleitores:

- É uma experiência 100% nova para mim. Eu fiquei até surpreso pela disposição e pelo bom humor com que o povo me recebeu tão cedo – comentou o ex-craque.

Com idéias voltadas a programas de inclusão, o ex-atacante de disse surpreso com a atenção dada pelo público as suas propostas, que abrangem também o tratamento da síndrome de Down, um mal, que sua filha mais nova sofre.




ANTERIOR  1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14  15  16  17  18  19  20  21  22  23  24  25  26  27  28  29  30  31  32  33  34  35  36  37  38  39  40  41  42  43  44  45  46  47  48  49  50  51  52  53  54  55  56  57  58  59  60  61  62  63  64  65  66  67  68  69  70  71  72  73  74  75  76  77  78  79  80  81  82  83  84  85  86  87  88  89  90  91  92  93  94  95  96  97  98  99  100  101  102  103  104  105  106  107  108  109  110  111  112  113  114  115  116  117  118  119  120  121  122  123  124  125  126  127  128  129  130  131  132  133  134  135  136  137  138  139  140  141  142  143  144  145  146  147  148  149  150  151  152  153  154  155  156  157  158  159  160  161  162  163  164  165  166  167  168  169  170  171  172  173  174  175  176  177  178  179  180  181  182  183  184  185  186  187  188  189  190  191  192  193  194  195  196  197  198  199  200  201  202  203  204  205  206  207  208  209  210  211  212  213  214  215  216  217  218  219  220  221  222  223  224  225  226  227  228  229  230  231  232  233  234  235  236  237  238  239  240  241  242  243  244  245  246  247  248  249  250  251  252  253  254  255  256  257  258  259  260  261  262  263  264  265  266  267  268  269  270  271  272  273  274  275  276  277  278  279  280  281  282  283  284  285  286  287  288  289  290  291  292  293  294  295  296  297  298  299  300  301  302  303  304  305  306  307  308  309  310  311  312  313  314  315  316  317  318  319  320  321  322  323  324  325  326  327  328  329  330  331  332  333  334  335  336  337  338  339  340  341  342  343  344  345  346  347  348  349  350  351  352  353  354  355  356  357  358  359  360  361  362  363  364  365  366  367  368  369  370  371  372  373  374  375  376  377  378  379  380  381  382  383  384  385  386  387  388  389  390  391  392  393  394  395  396  397  398  399  400  401  402  403  404  405  406  407  408  409  410  411  412  413  414  415  416  417  418  419  420  421  422  423  424  425  426  427  428  429  430  431  432  433  434  435  436  437  438  439  440  441  442  443  444  445  446  447  448  449  450  451  452  453  454  455  456  457  458  459  460  461  462  463  464  465  466  467  468  469  470  471  472  473  474  475  476  477  478  479  480  481  482  483  484  485  486  487  488  489  490  491  492  493  494  495  496  497  498  499  500  501  502  503  504  505  506  507  508  509  510  511  512  513  514  515  516  517  518  519  520  521  522  523  524  525  526  527  528  529  530  531  532  533  534  535  536  537  538  539  540  541  542  543  544  545  546  547  548  549  550  551  552  553  554  555  556  557  558  559  560  561  562  563  564  565  566  567  568  569  570  571  572  573  574  575  576  577  578  579  580  581  582  583  584  585  586  587  588  589  590  591  592  593  594  595  596  597  598  599  600  601  602  603  604  605  606  607  608  609  610  611  612  613  614  615  616  617  618  619  620  621  622  623  624  625  626  627  628  629  630  631  632  633  634  635  636  637  638  639  640  641  642  643  644  645  646  647  648  649  650  651  652  653  654  655  656  657  658  659  660  661  662  663  664  665  666  667  668  669  670  671  672  673  674  675  676  677  678  679  680  681  682  683  684  685  686  687  688  689  690  691  692  693  694  695  696  697  698  699  700  701  702  703  704  705  706  707  708  709  710  711  712  713  714  715  716  717  718  719  720  721  722  723  724  725  726  727  728  729  730  731  732  733  734  735  736  737  738  739  740  741  742  743  744  745  746  747  748  749  750  751  752  753  754  755  756  757  758  759  760  761  762  763  764  765  766  767  768  769  770  771  772  773  774  775  776  777  778  779  780  781  782  783  784  785  786  787  788  789  790  791  792  793  794  795  796  797  798  799  800  801  802  803  804  805  806  807  808  809  810  811  812  813  814  815  816  817  818  819  820  821  822  823  824  825  826  827  828  829  830  831  832  833  834  835  836  837  838  839  840  841  842  843  844  845  846  847  848  849  850  851  852  853  854  855  856  857  858  859  860  861  862  863  864  865  866  867  868  869  870  871  872  873  874  875  876  877  878  879  880  881  882  883  884  885  886  887  888  889  890  891  892  893  894  895  896  897  898  899  900  901  902  903  904  905  906  907  908  909  910  911  912  913  914  915  916  917  918  919  920  921  922  923  924  925  926  927  928  929  930  931  932  933  934  935  936  937  938  939  940  941  942  943  944  945  946  947  948  949  950  951  952  953  954  955  956  957  958  959  960  961  962  963  964  965  966  967  968  969  970  971  972  973  974  975  976  977  978  979  980  981  982  983  984  985  986  987  988  989  990  991  992  993  994  995  996  997  998  999  1000  1001  1002  1003  1004  1005  1006  1007  1008  1009  1010  1011  1012  1013  1014  1015  1016  1017  1018  1019  1020  1021  1022  1023  1024  1025  1026  1027  1028  1029  1030  1031  1032  1033  1034  1035  1036  1037  1038  1039  1040  1041  1042  1043  1044  1045  1046  1047  1048  1049  1050  1051  1052  1053  1054  1055  1056  1057  1058  1059  1060  1061  1062  1063  1064  1065  1066  1067  1068  1069  1070  1071  1072  1073  1074  1075  1076  1077  1078  1079  1080  1081  1082  1083  1084  1085  1086  1087  1088  1089  1090  1091  1092  1093  1094  1095  1096  1097  1098  1099  1100  1101  1102  1103  1104  1105  1106  1107  1108  1109  1110  1111  1112  1113  1114  1115  1116  1117  1118  1119  1120  1121  1122  1123  1124  1125  1126  1127  1128  1129  1130  1131  1132  1133  1134  1135  1136  1137  1138  1139  1140  1141  1142  1143  1144  1145  1146  1147  1148  1149  1150  1151  1152  1153  1154  1155  1156  1157  1158  1159  1160  1161  1162  1163  1164  1165  1166  1167  1168  1169  1170  1171  1172  1173  1174  1175  1176  1177  1178  1179  1180  1181  1182  1183  1184  1185  1186  1187  1188  1189  1190  1191  1192  1193  1194  1195  1196  1197  1198  1199  1200  1201  1202  1203  1204  1205  1206  1207  1208  1209  1210  1211  1212  1213  1214  1215  1216  1217  1218  1219  1220  1221  1222  1223  1224  1225  1226  1227  1228  1229  1230  1231  1232  1233  1234  1235  1236  1237  1238  1239  1240  1241  1242  1243  1244  1245  1246  1247  1248  1249  1250  1251  1252  1253  1254  1255  1256  1257  1258  1259  1260  1261  1262  1263  1264  1265  1266  1267  1268  1269  1270  1271  1272  1273  1274  1275  1276  1277  1278  1279  1280  1281  1282  1283  1284  1285  1286  1287  1288  1289  1290  1291  1292  1293  1294  1295  1296  1297  1298  1299  1300  1301  1302  1303  1304  1305  1306  1307  1308  1309  1310  1311  1312  1313  1314  1315  1316  1317  1318  1319  1320  1321  1322  1323  1324  1325  1326  1327  1328  1329  1330  1331  1332  1333  1334  1335  1336  1337  1338  1339  1340  1341  1342  1343  1344  1345  1346  1347  1348  1349  1350  1351  1352  1353  1354  1355  1356  1357  1358  1359  1360  1361  1362  1363  1364  1365  1366  1367  1368  1369  1370  1371  1372  1373  1374  1375  1376  1377  1378  1379  1380  1381  1382  1383  1384  1385  1386  1387  1388  1389  1390  1391  1392  1393  1394  1395  1396  1397  1398  1399  1400  1401  1402  1403  1404  1405  1406  1407  1408  1409  1410  1411  1412  1413  1414  1415  1416  1417  1418  1419  1420  1421  1422  1423  1424  1425  1426  1427  1428  1429  1430  1431  1432  1433  1434  1435  1436  1437  1438  1439  1440  1441  1442  1443  1444  1445  1446  1447  1448  1449  1450  1451  1452  1453  1454  1455  1456  1457  1458  1459  1460  1461  1462  1463  1464  1465  1466  1467  1468  1469  1470  1471  1472  1473  1474  1475  1476  1477  1478  1479  1480  1481  1482  1483  1484  1485  1486  1487  1488  1489  1490  1491  1492  1493  1494  1495  1496  1497  1498  1499  1500  1501  1502  1503  1504  1505  1506  1507  1508  1509  1510  1511  1512  1513  1514  1515  1516  1517  1518  1519  1520  1521  1522  1523  1524  1525  1526  1527  1528  1529  1530  1531  1532  1533  1534  1535  1536  1537  1538  1539  1540  1541  1542  1543  1544  1545  1546  1547  1548  1549  1550  1551  1552  1553  1554  1555  1556  1557  1558  1559  1560  1561  1562  1563  1564  1565  1566  1567  1568  1569  1570  1571  1572  1573  1574  PRÓXIMA