Evaldo Augusto Torres Alves /editor
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Política

...quebra de sigilo a uso político do Estado


Serra vincula quebra de sigilo a uso político do Estado

DENISE MADUEÑO
do Estadão

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, vinculou a quebra de sigilo de dados fiscais de Eduardo Jorge, vice-presidente do partido, ao aparelhamento político do Estado no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele criticou de forma veemente o loteamento político dos cargos e associou, de forma indireta, a campanha feita por Lula à candidata petista Dilma Rousseff, além da crítica do presidente ao Ministério Público à essa mistura entre Estado e o seu uso em benefício próprio.

Sem citar os recentes discursos de Lula a favor de Dilma em solenidades públicas oficiais e os ataques do presidente às ações dos procuradores que vêm aplicando multas por campanhas eleitorais irregulares, Serra afirmou que há uma mistura entre Estado e governo, com a politização de empresas públicas e as agências reguladoras, por exemplo.

"Se politizou. Se confundiu Estado com governo. A mesma coisa quando você faz campanha eleitoral, a mesma coisa quando você utiliza o próprio governo para se apropriar das ações de Estado, intimidações e tudo mais. É uma coisa que parece abstrata, mas é o que dá continuidade para um País", disse.

Serra fez as declarações à TV Brasil, emissora do governo federal, dentro da série de entrevistas com candidatos à Presidência da República. A entrevista foi gravada e vai ao ar hoje à noite. "A Receita Federal cometeu um crime contra a Constituição: quebrar sigilo. Isso é partidarismo. Evidentemente quebrou para poder usar em uma campanha eleitoral", disse.


Na mesma linha de crítica contra o aparelhamento do Estado, Serra atacou: "O PT tem uma gula infinita para controlar tudo". O candidato tucano afirmou ainda que os partidos disputam os cargos, e o governo atende para aprovar seus projetos nas votações no Congresso. "Não havia necessidade, para ter essa maioria toda, de fazer esse processo de por de joelhos o Estado no chão em matéria de eficiência. O governo Lula é forte pelo prestígio enorme do presidente. No Congresso, o governo é fraco". Segundo ele, a cada votação, o governo precisa atender a mais exigências para recuperar a maioria.

Ao ser questionado sobre os apoios de políticos considerados fichas sujas, a exemplo de Joaquim Roriz, no Distrito Federal, Serra referiu-se a Dilma. "Todo mundo que vem comigo sabe como me comporto. Não faço segredo. É um pouco difícil a gente ficar comparando quem tem quem. Só garanto o seguinte, em um torneio, a candidata do governo perde disparado em matéria de más companhias".



Eduardo Jorge pede na Justiça acesso à investigação da Receita

Julia Duailibi
do Estadão

Cobrança. 'A Receita falou que eu tinha direito, mas não me deram acesso aos autos', diz tucano

O vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, afirmou ontem que seus advogados entrarão hoje com um mandado de segurança contra a Receita Federal para ter acesso ao teor completo da investigação interna sobre a quebra de seu sigilo fiscal.
"A Receita falou que eu tinha direito, mas não me deram (acesso aos autos)", afirmou o dirigente do PSDB, ao dizer que entrará com o pedido na Justiça Federal.
No dia 28 de junho, o tucano fez um ofício à corregedoria da Receita para que lhe fosse garantido acesso integral aos autos da sindicância aberta para apurar a quebra do sigilo. Três dias antes, a Receita abrira um processo administrativo disciplinar para investigar os responsáveis pelo vazamento de suas declarações de Imposto de Renda.
A corregedoria lhe enviou um ofício, no dia 8 de julho, concordando com o pedido de acesso à investigação. Na ocasião, a Receita afirmou que garantir o acesso ao contribuinte significava cumprir o dever de transparência.
O órgão, no entanto, acabou não lhe fornecendo as informações, o que levou o tucano a entrar com um novo pedido no último dia 16. Na terça-feira, a Receita Federal indeferiu a solicitação, em ofício assinado pelo corregedor-geral, Antonio Carlos Costa D"Ávila Carvalho, e por Fernando Lopes Pauletti, chefe da Divisão de Análise Correicional.
O Fisco alegou que o pedido deveria ser feito no fim do processo administrativo, se confirmado o acesso "imovitado" e o vazamento de informações.
Silêncio. Procurada pelo Estado, a Receita Federal disse que não iria comentar nenhuma informação sobre a investigação.
O jornal Folha de S. Paulo revelou, em junho, que dados fiscais de Eduardo Jorge constavam de um material elaborado pelo chamado "grupo de inteligência" ligado então à pré-campanha da petista Dilma Rousseff.
Eduardo Jorge afirmou ainda que o mesmo pedido de acesso aos autos foi feito pela Polícia Federal e negado pela Receita. A PF abriu o Inquérito n.º 839 de 2010, presidido pelo delegado Flávio Maltez Coca, para investigar a quebra de sigilo. Ao Estado a PF disse não ter recebido essa informação do Fisco e, caso lhe seja negado o acesso ao processo administrativo, recorrerá à Justiça.
Anteontem, funcionários da Receita Federal confirmaram que a servidora Antonia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva é investigada pela corregedoria pelo acesso imotivado aos dados fiscais de Eduardo Jorge.
"Isso não significa que foi ela quem vazou. Temos de ver direitinho, esgotar todas as possibilidades. Mas mais importante do que quem fez é saber o caminho para chegar ao comitê ( do PT)", completou Eduardo Jorge.
"Boi de piranha". Questionado sobre a divulgação do nome da funcionária, que foi afastada da chefia da Receita de Mauá, o tucano afirmou "não achar impossível" que a servidora seja apenas "boi de piranha". Os tucanos não descartam a possibilidade de alguém ter usado a senha dela ou de a servidora ter feito o acesso aos dados a pedido de outra pessoa.
Ao comentar a quebra de sigilo de Eduardo Jorge, o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), atacou mais uma vez a candidata do PT, para quem os tucanos querem baixar o nível da campanha eleitoral. "Como uma pessoa que trabalha no subterrâneo pode falar em baixar o nível?", questionou o coordenador da campanha de José Serra.

Drogas para o Brasil


Serra cobra PT por ligação com ‘forças que mandam drogas para o Brasil’

Jair Stangler
Elder Ogliari
do Estadão

Em entrevista à rádio Guaiba nesta quinta-feira, 22, o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, voltou a cobrar explicações do PT por sua ligação com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. O tucano repercutiu as declarações polêmicas de seu vice, Índio da Costa (DEM), que na semana passada associou o PT ao narcotráfico.
Serra quer acionar ministro que chamou Índio de idiota
Garcia: Índio ‘é perturbado’ que terminará no ‘anonimato’
“O que ele falou foi uma banalidade, de que o PT é ligado às Farc”, afirmou Serra. “Tem evidências abundantes do que são as Farc. São sequestradores, cortam cabeças de gente, são terroristas. Fazem narcotráfico. Curiosamente, ninguém do PT veio …Estão devendo essa explicação, inclusive a Dilma, para dizer que eles não têm nada com as Farc, quando na verdade é a vinculação com forças terroristas que fazem narcotráfico e mandam drogas para o Brasil. O Índio não disse que o PT faz narcotráfico. Isso, o Índio nunca pensou e nem eu. Eles podem fazer crimes contra a Constituição, como fazer quebra de sigilo”, completou o tucano.
“As Farc vieram ao Brasil e aqui, abrigadas. A Dilma nomeou a mulher de um deles. O principal assessor da Presidência de Relações Exteriores os trata como não terroristas, no fundo companheiros meio equivocados. A única coisa é que acontece que é ligado a uma força que é ligada ao narcotráfico”, acrescentou o candidato.
Serra ainda teceu elogios a Índio da Costa: “Na minha opinião, ele é melhor que os outros vices. Teve mais votos que o Temer, que se elegeu na repescagem. Foi líder importante no Ficha Limpa e tem livros publicados sobre administração pública.”



Marco Aurélio Garcia: Índio 'é perturbado' e cairá no 'anonimato'

O ministro Alexandre Padilha, por sua vez, disse que ataques de tucanos miram no presidente Lula

Leonencio Nossa e Luciana Nunes Leal
do Estadão

Petistas ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência atacaram nesta quarta-feira, 22, o candidato a vice do tucano José Serra, deputado Índio da Costa (DEM-RJ). Ao ser questionado sobre as declarações de Índio, que associou o PT às Forças Armadas Revolucionários da Colômbia (Farc) e essas ao Comando Vermelho, o assessor de Assuntos Internacionais do Palácio do Planalto, Marco Aurélio Garcia chamou o deputado de "perturbado". Já para o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, as investidas de Índio tem como alvo o presidente Lula.

TSE dá direito de resposta ao PT por declarações de Índio

"Qualquer dia vão estar ligando o PT com os Cavaleiros do Apocalipse. Esse sujeito é um perturbado. Vai cair no anonimato. Depois das eleições, vai ser vereador no Rio de Janeiro", disse Garcia. O assessor, que é um dos coordenadores da campanha de Dilma, também criticou o uso da quebra do sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas, como estratégia eleitoral da oposição. Para ele, trata-se de uma questão que está sendo resolvida no âmbito da Receita Federal. Garcia avaliou que a oposição comete um "erro brutal" ao tentar usar o episódio nas eleições. "A opinião pública não é idiota", afirmou.

Padilha, por sua vez, aproveitou as declarações do vice de Serra para tentar enfraquecer a estratégia oposicionista de poupar o presidente e centrar críticas e acusações no PT e em Dilma.

"Não quero comentar estratégia que pessoas ou partidos que são contra o presidente Lula possam ter. Cada vez fica mais claro quem é a favor do presidente Lula e a favor do governo e quem é contra o presidente Lula. Estava guardada dentro do armário a verdadeira capa anti-Lula e começa a aparecer. Com o inverno, resolveram abrir o baú e puxar a capa anti-Lula", disse o ministro ao ser questionado sobre as declarações de Índio. "É uma postura agressiva contra o governo, contra o presidente Lula, contra os aliados do presidente", insistiu.

"Fico triste e lamento que uma pessoa jovem possa acreditar que baixaria, agressão, possa surtir algum efeito eleitoral. O Brasil amadureceu", disse Padilha, referindo-se a Índio da Costa.

Questionado sobre a relação do PT com as Farc, Padilha disse que "tem que perguntar ao presidente do PT". E foi enfático ao afirmar que o partido não tem "nenhuma ligação com o narcotráfico". Segundo o ministro, "a orientação da candidata Dilma, do presidente Lula é de que não vamos entrar nessa clima de baixaria". Como Lula, Padilha comparou política e futebol. "Não vamos permitir qualquer campanha de difamação do PT. Nosso time entra para jogar futebol-arte. Não para chutar da medalhinha para cima nem para ficar cavando falta", declarou.

Debate

O ministro de Relações Institucionais negou que Dilma esteja fugindo do debate com os adversários e mais uma vez recorreu à metáfora futebolística. "Você tem vários jogos e vários campeonatos. A campanha está discutindo qual é o melhor campeonato para disputar. Qual é o campeonato mais representativo, que atenda a população. A ministra não tem medo nenhum de debater nem com a sociedade nem com os demais candidato", afirmou. Padilha aproveitou para elogiar o candidato a vice de Dilma Rousseff, deputado Michel Temer (PMDB-SP). "Temos orgulho de mostrar nosso vice, agregador, que articula os vários partidos, que não precisa fazer autopromoção para aparecer, que tem história e vai ter papel fundamental na campanha e no próximo governo", declarou.

Tesoureiro de Dilma omite empresa da JE
Tesoureiro de Dilma omite empresa da Justiça Eleitoral

Escritório de engenharia também não foi declarado à Receita, admite Filippi Jr.

Empresa faturou total de R$ 649 mil em 2009; Para Ministério Público pode haver crime, mas TSE tolera esses casos

RUBENS VALENTE
da FSP

O tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff à Presidência, José de Filippi Jr. (PT-SP), 53, omitiu da declaração de bens que entregou à Justiça Eleitoral, a propriedade de uma empresa de engenharia responsável por dois empreendimentos imobiliários em São Paulo.
Alertado por perguntas enviadas pela Folha, Filippi reconheceu a omissão e atribuiu a "falha" ao seu contador. Ele enviou anteontem uma correção à Justiça.
O tesoureiro admitiu que a mesma omissão ocorreu nas suas declarações de Imposto de Renda de 2009 e de 2008, mas prometeu corrigi-las.
Filippi foi prefeito de Diadema (Grande SP) até final de 2006 e agora é candidato a deputado federal pelo PT.
Ao deixar a prefeitura, Filippi abriu a AFC 3 Engenharia, com capital de R$ 10 mil. Ele disse à reportagem que a AFC se tornou a sua principal fonte de renda, com retiradas mensais que oscilaram de R$ 10 mil a R$ 15 mil.
A AFC apresentou, em 2009, um faturamento de R$ 649 mil, fruto de serviços prestados a nove empresas da região do ABCD, dentre as quais, a Papaiz, fabricante de fechaduras.
No mesmo ano, a AFC começou a construir, em sociedade com empreiteiros, prédios de apartamentos na Chácara Santa Maria (zona sul). O mais adiantado, que deve ser entregue até o final do ano, é um de cinco andares e 20 apartamentos.
O preço de cada unidade oscilará de R$ 120 mil a R$ 130 mil.
Em frente ao prédio, a AFC comprou um terreno de 4.000 metros quadrados, por declarados R$ 200 mil, onde deverá ser erguido outro prédio, com 80 apartamentos.
Os sócios da AFC nos dois empreendimentos são petistas e empreiteiras. Em ambos, Filippi atua como representante da AFC.
No segundo projeto, a empresa é sócia do atual secretário de Obras de Diadema, Luiz Carlos Theophilo; do ex-secretário de Saúde do município Osvaldo Misso (ambos do PT); e de duas empresas da construção civil, a PRB Engenharia e a JCH.
Nenhuma dessas atividades consta da declaração de bens entregue por Filippi ao TRE paulista. Ele declarou um patrimônio de R$ 1,23 milhão. Seus maiores bens seriam duas salas comerciais, avaliadas por corretores em R$ 400 mil.

LEGISLAÇÃO
O Ministério Público defendeu, em ações abertas em São Paulo nas últimas eleições, a tese de que uma omissão como esta configura crime eleitoral, previsto no artigo 350 do Código Eleitoral.
Contudo, os juízes eleitorais têm sido tolerantes. Entendem que a omissão não tem impacto na disputa eleitoral e, por isso, relevam o problema.
Em 2009, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) recorreu a um precedente do STF (Supremo Tribunal Federal) e decidiu, em acórdão do ministro Felix Fischer, que tais omissões são "fatos atípicos" sem lesão a "fé pública".
No caso da omissão de bens no Imposto de Renda, Filippi poderá apresentar uma declaração retificadora à Receita Federal.

As Farc, lá e cá


ELIANE CANTANHÊDE
da FSP


BRASÍLIA - O famoso... como é mesmo o nome dele? Ah, sim. O famoso Indio da Costa, candidato a vice de Serra por pressão do DEM e por absoluta falta de opções, vem apanhando um bocado por jogar as Farc no centro do debate eleitoral e no colo do PT. Deve ter sido por inexperiência, mas acabou se revelando uma jogada oportuna a partir dos últimos fatos políticos eletrizantes aqui no continente.
Imagine você o embaixador da Colômbia na OEA mostrando filmes, fotos aéreas, nomes, locais, testemunhas, um denso material para comprovar que a Venezuela de Chávez abriga, sim, acampamentos não apenas das Farc mas também do ELN, o outro grupo guerrilheiro colombiano.
Chávez contra-ataca anunciando o rompimento das relações entre os dois países, às vésperas da troca de governo de Álvaro Uribe para seu ex-ministro da Defesa Juan Manuel Santos, que toma posse dia 7.
A impressão é que a Colômbia decidiu chutar o pau da barraca com a Venezuela agora para Uribe pegar pesado e liberar Santos para pegar leve. Se Uribe é linha-dura contra as Farc, Santos é linha-duríssima. Mas ele mostra mais disposição ao diálogo e a uma boa convivência com a vizinhança esquerdista, inclusive com Chávez.
O fato é que as Farc são o tema "caliente" da região e isso reforça a polarização nas eleições brasileiras, que tem de tudo, até os pró-Chávez e os anti-Chávez. Quando o tal Indio da Costa empurrou as Farc para Dilma e o PT, eles passaram a bater boca em público com o vice do adversário, que tinham menosprezado, até ridicularizado. Ele era pequeno, insignificante. Cresceu, ganhou estatura. O PT inflou o vice de Serra ao se esquecer da máxima: "falem mal, mas falem de mim".
A expectativa para os próximos dias é de maior contaminação ainda do conflito Colômbia-Venezuela no debate eleitoral interno. A política externa, assim, arrasta a divisão ideológica para os palanques.

Ladeira abaixo


Ladeira abaixo

Dora Kramer
do Estadão

O PT é assim: bate como gente grande, mas quer ser tratado com carinhos reservados aos pequenos.

Quando apanha, se diz vítima da injustiça, do preconceito, do udenismo, do conservadorismo, do moralismo, dos conspiradores, dos golpistas, das elites e de quem ou do que mais se prestar ao papel de algoz na representação do bem contra o mal, do fraco contra o forte que o partido encena há anos.

Sempre no papel de mocinho, evidentemente, embora desde que assumiu o poder tenha mostrado especial predileção pela parte do roteiro que cabe ao bandido.

Luiz Inácio da Silva é mestre nessa arte, exercitada ao longo de quatro candidaturas presidenciais e muito aprimorada nestes quase oito anos de Presidência da República.

Tanto que ao longo desse tempo se consolidou na política uma linha de pensamento segundo a qual o contra-ataque significa insidiosa radicalização que só pode render malefícios aos seus autores.

Em miúdos: o adversário tem de apanhar calado; se ousar se defender pagará o atrevimento com a condenação geral e consequentemente com a derrota político-eleitoral.

Por essa lei a oposição teria de assistir quieta ao presidente usar dois anos de seu mandato como cabo eleitoral, sem "judicializar" a política com ações por campanha eleitoral antecipada.

Deveriam todos ouvir calados os desaforos que sua excelência diz contra quem bem entende quando contrariado, o que, na concepção dele, significa afrontado.

A Justiça, acionada pelo adversário, deveria atribuir tudo "à guerra eleitoral" e ignorar a existência de leis só porque ao juízo do partido no poder essas leis são retrógradas e atrapalham a marcha do espetáculo do crescimento da hegemonia política, social, ideológica e até cultural do PT e adjacências.

Pela norma referida acima a oposição deveria se comportar com toda a fidalguia durante o processo eleitoral, aceitando como verdadeiras todas as aleivosias do adversário.

Como se já não bastasse o tempo que a oposição deixou que o presidente eleito para "mudar" se apropriasse de todas as suas obras para governar e ainda as tachasse de "herança maldita" para efeito de se manter sempre na investidura do "bem".

Pois chegou a campanha eleitoral e a oposição resolveu enfrentar Lula. Pagou para ver se é perigoso mesmo dar o troco na mesma moeda: dizer umas meias-verdades por aí, carimbar umas perfídias na testa do adversário, manipular emoções do eleitorado, manejar ideias preconcebidas, despertar instintos adormecidos, jogar duro e, quando necessário, baixo.

Como quem tivesse desistido de andar na linha num embate onde o outro lado não preserva escrúpulos.

Se será beneficiada ou se isso lhe renderá malefício, é o eleitor quem dirá.

Agora, o que não soa verossímil é a versão da candidata Dilma Rousseff de que está "assustada" com as reações do adversário José Serra e que por nada neste mundo alguém a fará "baixar o nível".

Quanta delicadeza e civilidade.

Ao que se sabe Dilma Rousseff não se assusta com nada. Enfrenta a tudo e a todos, ironiza os "homens meigos" que lhe criticam os modos bruscos no trato cotidiano, reivindica para si a responsabilidade de coordenar todas as ações de governo e leva um susto com palavras mais duras?

No quesito "nível" não parece que haja nada mais baixo que um presidente da República que desacata as leis e a Constituição e fala palavrões em público.

Evidente que a cena do candidato a vice de José Serra provocando o adversário para que "explique" suas ligações com o narcotráfico, o Comando Vermelho e as guerrilhas colombianas não é edificante.

Muito melhor que no lugar disso Serra e Dilma estivessem dizendo ao País como é mesmo que pretendem dar combate à bandidagem e levar segurança ao público.

Justiça seja feita ao tucano, começou a campanha todo lhano, atribuindo até ao presidente atributos de divindade acima do bem e do mal.

Mas Lula não aceitou a esgrima como forma de luta. Preferiu a força bruta do vale-tudo. Deu o tom, definiu as armas e, portanto, não estão, nem ele nem o PT nem a candidata, na posse de autoridade moral para reclamar.

Brasil cai 4 postos em lista de entrada de ...

Brasil cai 4 postos em lista de entrada de investimento

País, porém, aparece entre as prioridades das múltis até 2012, afirma ONU

Até maio, ingresso de investimento direto se expandiu em 1,6% em relação a igual período de 2009, segundo BC

da FSP

O Brasil perdeu quatro posições no ranking dos países que mais receberam investimento estrangeiro direto em 2009, com o ingresso caindo mais que a média mundial.
Porém, as perspectivas até 2012 são mais favoráveis, afirma estudo da ONU.
A entrada de dinheiro para investimentos no Brasil recuou 42,4% no ano passado, para US$ 25,9 bilhões, ante uma queda global de 37,1% em relação ao nível de 2008, no segundo ano seguido de retração no ingresso de investimentos pelo mundo.
Com isso, o país caiu de 10º país que mais recebeu investimento estrangeiro direto para o 14º lugar.
Além disso, o Brasil perdeu espaço na América Latina e no Caribe, onde, em 2008, recebeu 25% do total de investimentos estrangeiros na região, três pontos percentuais mais do que no ano passado, segundo a Unctad (organismo das Nações Unidas para o comércio).
O cenário futuro, no entanto, promete melhoras. O Brasil aparece como o terceiro país prioritário para investimento direto de 2010 a 2012 por parte de multinacionais, avançando uma posição em relação ao ranking de 2009.
O país ultrapassou os EUA entre as prioridades das empresas, ficando atrás de China, que é o mercado mais visado pelas múltis, e Índia.
Mas, pelo menos até maio, esse interesse ainda não se traduziu em aumento expressivo da entrada de investimento direto no país. Segundo o Banco Central, ingressaram US$ 11,4 bilhões nos cinco primeiros meses deste ano, 1,6% mais do que em igual período de 2009.
Nesse intervalo, a Suíça foi o país que mais investiu, seguida de EUA e França.

Blogueira Yoani Sánchez é impedida ...


da FSP

Blogueira Yoani Sánchez é impedida de viajar ao Brasil

DA EFE - Yoani Sánchez afirmou ontem, no Twitter, não ter recebido permissão do governo cubano para vir ao Brasil. Ela deveria ir à Bahia para assistir ao documentário "Conexão Cuba Honduras", que estreará hoje.
Do ativista brasileiro Dado Galvão, o documentário conta histórias de blogueiros cubanos e hondurenhos perseguidos pela censura.
Ela disse que, mesmo com carta-convite de autoridades brasileiras e de estar com o passaporte em dia, o governo cubano não deu a permissão.
Em março, a blogueira escreveu uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo que ele intercedesse junto ao regime cubano, mas não obteve resposta

Cuba completa envio de primeiro grupo de 20 ...
Cuba completa envio de primeiro grupo de 20 presos políticos à Espanha

Outros 32 prisioneiros remanescentes devem ser libertados em até quatro meses

do Estadão

HAVANA- Mais cinco presos políticos cubanos viajaram nesta quinta-feira, 22, para a Espanha, o que completa o primeiro grupo de 20 libertações anunciadas pelo governo de Cuba por meio da Igreja Católica da ilha.

Jorge Luis González Tanquero, de 39 anos, José Ubaldo Izquierdo Hernández, 44, Antonio Ramón Díaz Sánchez, 47, Blas Giraldo Reyes, 54, e Jesús Mustafá Felipe, 66, embarcaram nesta noite para Madri em voos regulares das companhias aéreas espanholas Iberia e Air Europa, informou a embaixada espanhola em Havana.

Todos foram condenados à prisão na onda repressiva da Primavera Negra de 2003, quando foi preso um grupo de 75 opositores, jornalistas independentes e ativistas de direitos humanos cubanos.

Nilda Tanquero, mãe de Jorge Luis González Tanquero, disse por telefone do povoado de Jovellanos, no oeste de Cuba, que sentia "muita alegria" pela libertação de seu filho e com a confirmação de que já estava no aeroporto com outros familiares.

"Com ele vão para a Espanha seu irmão Lázaro Miguel com a esposa, três filhas e o marido de uma das filhas e sua menina", explicou Nilda, que viaja com mais quatro parentes em uma data ainda não determinada.

Isel Acosta, mulher de Blas Giraldo Reyes, disse que as autoridades anunciaram que em breve a levariam com outros cinco parentes ao aeroporto José Martí, onde se encontraria com seu marido.

Rosa Sánchez, cunhada de Antonio Díaz, contou que já tinha se despedido de sua irmã Gisela, que viajou em um dos voos desta quinta-feira.

Além disso, Lidia, parente de Yamilka Morejón, esposa de José Ubaldo Izquierdo, explicou que "ele (José Ubaldo) ligou e disse que já está pronto para ir ao aeroporto".

O governo do Chile se ofereceu para receber Izquierdo Hernández como refugiado político. Ele aceitou a proposta de ir para o país depois de passar primeiro pela Espanha, aonde chegará amanhã.

Nesta semana também viajaram para Madri Arturo Pérez de Alejo Rodríguez, Ricardo Silva Gual, Alfredo Pulido López e Manuel Ubals González, como tinha anunciado o Ministério de Assuntos Exteriores espanhol.

O Governo de Raúl Castro se comprometeu a libertar gradualmente em até quatro meses os 52 dissidentes ainda presos do grupo de 75, alguns que cumprem penas de até 28 anos de prisão, dentro de um inédito processo de diálogo aberto com a Igreja Católica da ilha e apoiado pela Espanha.

Alguns dos prisioneiros consultados pela Igreja não querem abandonar a ilha e outros desejam viajar aos Estados Unidos, país onde vivem 1,5 milhão de pessoas de origem cubana.

Por essa razão, a Seção de Interesses dos EUA em Havana começou na terça a entrevistar familiares dos dissidentes que descartam viver na Espanha para conhecer seus planos.

*Com Efe e AFP


Chávez anuncia rompimento de relações ...
Chávez anuncia rompimento de relações diplomáticas com a Colômbia

Na OEA, Bogotá acusa governo venezuelano de esconder 1,5 mil guerrilheiros das Farc

do Estadão


Chávez faz anúncio ao lado de Maradona Foto: Fernando Llano/AP


CARACAS - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou nesta quinta-feira, 22, o rompimento das relações diplomáticas com a Colômbia, depois do embaixador de Bogotá na OEA acusar Caracas de esconder 1,5 mil guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em seu território.

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"Me vejo obrigado a romper as reações por dignidade", disse Chávez no palácio de Miraflores ao lado do técnico da seleção argentina, Diego Armando Maradona. "Isso me causa uma lágrima no coração. Espero que a razão chegue à Colômbia que pensa", acrescentou.

Chávez decretou ainda alerta máximo na fronteira e advertiu sobre o risco do presidente colombiano, Alvaro Uribe optar por uma ação armada contra a Venezuela.

Em Washington, o embaixador venezuelano na OEA, Roy Chaderón, classificou as acusações mostradas pelo colega colombiano Luis Hoyos de mentiras evidentes e maliciosas.

Segundo a Colômbia, há cerca de 1,5 mil guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em três acampamentos em território venezuelano.

Hoyos apresentou fotos de guerrilheiros mortos, segundo ele, na fronteira com a Venezuela. O embaixador pediu a criação de uma comissão da OEA para verificar a presença guerrilheira no pais vizinho

O diplomata colombiano assegurou que há três acampamentos das Farc na Venezuela, batizados de 'bolivariano', Ernesto e Berta'. Alguns deles estariam há 23 km dentro da fronteira venezuelana, no estado de Zulia.

As informações apresentadas na reunião, ainda de acordo com o embaixador, vieram do computador do ex-líder das Farc Raúl Reyes, morto em uma ação no Equador em março de 2008 e de guerrilheiros desmobilizados.

*Com informações da Efe e da AP


Rapidinhas


Em tom de despedida, Lula chora em entrevista para emissora de TV

da FSP

DE SÃO PAULO - Ao falar sobre obras de seu governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chorou nesta quarta-feira em entrevista para a TV Record.
"Acho que estou ficando velho", disse Lula, depois de interromper a fala duas vezes por causa do choro. Ele se despede do cargo em pouco mais de cinco meses.
Lula preferiu não dar uma nota para o seu governo, mas disse que irá entregar outro país para o sucessor. "Só vou fazer uma avaliação do governo depois de certo tempo."
O presidente disse que não sabe como será sua vida após deixar o cargo. "Vai ficar eu olhando para a [primeira-dama] Marisa. E ela olhando para mim: e agora Lulinha?"
Lula afirmou que não lançará novos projetos. "Quem vier depois mim tem que, no dia 1º de janeiro, já começar a governar fazendo obras", disse.
Ele defendeu o técnico Luiz Felipe Scolari para a seleção. "O técnico que for chamado não irá convocar, irá formar."



Marina diz em NY que não mudará a economia

Candidata do PV pede fim de taxação a etanol


CRISTINA FIBE
DE NOVA YORK/FSP

Candidata do PV à Presidência, Marina Silva defendeu ontem, em Nova York, a manutenção da política macroeconômica atual. Pediu, porém, mais investimentos em infraestrutura e redução de gastos públicos.
Em almoço com empresários brasileiros e americanos, no Council of the Americas, a senadora afirmou que o Brasil "vive momento privilegiado" e precisa "transformar essa janela de oportunidade em uma grande porta".
Acompanhada do economista Eduardo Giannetti da Fonseca, Marina disse que "o Brasil passou por essa crise [iniciada em 2008] sem grandes sobressaltos, e o que nós queremos é manter o tripé da política econômica".
Ela prometeu manter "o controle de inflação, o câmbio flutuante e as nossas reservas, o superavit primário". Disse ainda que o país precisa reduzir gastos públicos, mas sem diminuir investimentos em "áreas estratégicas, como saúde e educação", e sim "evitando o desperdício de recursos".
No encontro com cerca de 40 empresários, Marina foi questionada sobre a infraestrutura do Brasil para investimentos externos.
A candidata respondeu que é preciso investir "na infraestrutura física, planejando, e na humana, investindo muito forte em educação".
Marina pediu ainda o fim da taxação americana ao etanol brasileiro e afirmou que "o Brasil tem dado uma contribuição importante [aos EUA], inclusive no processo de recuperação americana, porque o nosso país importa mais do que exporta".

POLÍTICA EXTERNA
Sobre outra questão que opõe Brasil e Estados Unidos, o Irã, a candidata fez duras críticas ao apoio do governo Lula ao regime de Mahmoud Ahmadinejad.
"Conversar não é proibido, mas eles [iranianos], infelizmente, têm uma tradição de tentar construir a bomba atômica, e o tempo todo estão perseguindo esse objetivo", afirmou Marina a jornalistas.
O governo brasileiro defende o direito de o Irã enriquecer urânio com fins pacíficos. Para os EUA, o país persa busca armas nucleares.
Marina inaugurou ontem a primeira Casa de Marina no exterior. Hoje, ela volta a se reunir com empresários, em encontro promovido pela Bovespa que já levou Dilma Rousseff (PT) a Nova York.




Cabral descarta participação em debates no 1º turno
CLARISSA THOMÉ
do Estadão

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, candidato à reeleição pelo PMDB, disse hoje que não participará de debates promovidos por meios de comunicação. Ele argumentou que sua presença nesses eventos não seria necessária porque a população já o conhece.

"Avaliamos que neste primeiro turno, a princípio não (participarei de debates). A população nos conhece. Há uma avaliação nesta eleição se este governo merece continuar ou não", afirmou o governador, ao chegar a encontro com 500 empresários, na zona oeste da cidade. "E eu estou me colocando à disposição para entrevistas, com o objetivo de debater e discutir as nossas propostas, mas, em questão de debates (com adversários), a princípio não."

Há três debates previstos para reunir candidatos ao governo fluminense marcados por redes de televisão. O primeiro deles, organizado pela Band, será em 12 de agosto. Os seguintes serão em setembro, nos dias 16 (Rede TV) e 28 (Rede Globo).




Copom aumenta a Selic em 0,5 ponto, para 10,75% ao ano

Aumento menor do que o previsto pelos economistas, de 0,75 ponto, é um sinal de que o BC admite ver sinais de desaquecimento na economia

Fernando Nakagawa
do Estadão

O Banco Central reduziu o ritmo do aperto na economia. No início da noite de ontem, a instituição anunciou o aumento do juro básico da economia, a Selic, em 0,50 ponto porcentual, para 10,75% ao ano.

Nas duas decisões anteriores (em abril e junho), as altas haviam sido de 0,75 ponto porcentual. Com o entendimento de que o cenário inflacionário evoluiu positivamente desde a reunião anterior, o Comitê de Política Monetária (Copom) viu espaço para diminuir a magnitude do aumento de juro. Nas últimas semanas, diversos indicadores de inflação e atividade econômica mostraram desaceleração.

Em comunicado divulgado após o encontro, os diretores do Banco Central afirmam que a decisão levou em conta "o processo de redução de riscos para o cenário inflacionário que se configura desde a última reunião do Copom".

Essa melhora, segundo o texto, "se deve à evolução recente de fatores domésticos e externos". "O Comitê entende que a decisão vai contribuir para intensificar esse processo (de redução de riscos)", completa o texto distribuído após a decisão, que foi tomada por unanimidade.

Queda da inflação. Os argumentos para a redução de ritmo no aperto monetário vieram à tona nas últimas semanas e especialmente no cenário doméstico. Indicadores como a inflação mais baixa que o esperado e a atividade econômica em desaceleração surpreenderam positivamente o mercado financeiro. Para analistas, o quadro diminui o risco de descontrole da inflação e abre espaço para um Banco Central mais moderado.

O próprio presidente da instituição, Henrique Meirelles, deu sinais de que o ritmo dos juros poderia mudar. Normalmente avesso à imprensa, especialmente em dias que antecedem o Copom, ele falou dois dias seguidos com jornalistas na semana passada para reafirmar que as decisões são tomadas "levando em conta todos os dados existentes" até o dia da reunião.

A avaliação no Banco Central é de que houve grande antecipação de consumo, em decorrência dos estímulos fiscais concedidos pelo governo. Além disso, os bens comercializáveis internacionalmente tiveram queda de preço recentemente, em razão da piora das expectativas na economia global.

A autoridade monetária também acredita que os índices de inflação divulgados nas últimas semanas mostraram mudanças substanciais na tendência para os preços - ou seja, a desaceleração não se explica apenas pela queda dos alimentos.

Por isso, já se cogita até mesmo a hipótese de a inflação deste ano ficar no centro da meta, de 4,5%, cenário que há não muito tempo era completamente descartado.

Mercado. A evolução positiva dos indicadores recentes causou reviravolta no mercado de juros futuros. Há duas semanas, os negócios mostravam que era praticamente zero a chance de alta da Selic menor que 0,75 ponto porcentual. Mas as apostas começaram a mudar ao longo da semana passada.

Na última segunda-feira, foi o primeiro dia em que a maioria das operações passou a apontar para o aumento de 0,50 ponto porcentual. Um dia depois, as apostas se consolidaram com a deflação de 0,09% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 ( IPCA-15) de julho.

"O Banco Central viu que o cenário mudou. A decisão foi coerente com a nova realidade da economia que se desenhou desde a última reunião. Manter o ritmo anterior de aumento seria fechar os olhos para essa novidade", diz o economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto. Para ele, o texto divulgado abre espaço para "qualquer aumento de 0,50 ponto para baixo" no próximo encontro, nos dias 31 de agosto e 1.º de setembro. "É preciso esperar a ata na próxima semana, mas acredito que o aumento de setembro será o último do atual ciclo."

A percepção de desaceleração vai além dos preços. Na semana passada, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) registrou estabilidade entre abril e maio. Calculado pelo próprio BC, o número mostra que a economia parou de crescer no mês retrasado.

A lista de argumentos continua no emprego, já que foram criados de 212,9 mil postos formais em junho, abaixo de maio e do previsto pelos analistas. Além disso, a arrecadação de impostos ficou abaixo do esperado pelos economistas em junho.





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