Política
Gabeira acusa Cabral de fazer acordo com tráfico
Gabeira acusa Cabral de fazer acordo com tráfico
GABRIELA MOREIRA
do Estadão
O candidato do PV ao governo do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira, acusou o governador do Estado e candidato do PMDB à reeleição, Sérgio Cabral, de ter feito um pacto com traficantes para a instalação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no conjunto de favelas do Alemão, na zona norte. Gabeira também disse que o projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) contribuiu para o fortalecimento do tráfico na região.
"Houve um acordo tácito: não vamos intervir militarmente, mas vamos construir as obras do PAC. Esse acordo é precário. Com a instalação de UPPs em outros lugares, a concentração (de traficantes) acaba se dando em áreas como o Alemão", disse Gabeira, após visita a um hospital na zona norte, completando: "o Complexo do Alemão se tornou um refúgio para os bandidos expulsos de suas comunidades após a instalação das UPPs.
Em resposta, Cabral disse que preferia não comentar o teor da declaração do adversário político. "Eu prefiro não comentar. Em sã consciência, ele não pode ter dito isso. É tão desrespeitoso à minha pessoa, ao governo que nós estamos fazendo, à minha equipe de segurança, à nossa conduta, que eu prefiro não comentar", disse o candidato durante agenda de campanha, em São Gonçalo.
Gabeira ainda disse que a instalação das UPPs pelo governo Cabral foram escolhidas para aumentar a popularidade do governador. "Nos lugares onde o governo era menos popular, surgiram as UPPs. Onde o governo já tinha popularidade, levou as obras sociais, mas jamais estas duas iniciativas se uniram no mesmo projeto", afirmou Gabeira.
postado por Evaldo Torres * Fonte : Estadão em 11-08-2010
Comentários
(1)
Mil e uma dificuldades
Mil e uma dificuldades
DORA KRAMER
do Estadão
O problema já havia surgido de maneira tênue no debate da Band, mas na entrevista do Jornal Nacional ficou explícito: de agora em diante caberá a Dilma Rousseff dar explicações sobre as contradições do PT e do governo Luiz Inácio da Silva.
As cobranças serão feitas a ela e não a Lula, pois é a candidata e não o presidente quem estará presente às entrevistas e aos debates que daqui até a eleição dividirão a cena com o horário eleitoral de televisão e com as pesquisas de intenções de voto.
Do horário cuidam os marqueteiros, das pesquisas tratam os institutos, mas das respostas às perguntas feitas sem combinação prévia só os candidatos propriamente ditos podem se encarregar.
A tarefa não é fácil para nenhum deles; nem para o experiente José Serra, que sempre pode escorregar (como, aliás, já escorregou) diante de um questionamento mais incisivo ou desconfortável.
Muito mais difícil é para Dilma. Por escassez de traquejo e abundância de passivos.
Na Band a candidata saiu pela tangente das cobranças de desempenho feitas pelo adversário tucano. Na Globo procurou se equilibrar, mas não conseguiu responder satisfatoriamente.
Cobrada sobre resultados pífios no crescimento econômico face ao desenvolvimento de vizinhos e de companheiros na categoria emergentes, socorreu-se na herança maldita, culpando o governo Fernando Henrique e mentiu ao se referir a inexistente descontrole inflacionário em 2003.
Ouviu seu preparo profissional ser posto em questão pelo entrevistador - "a senhora está preparada?" -, que a indagou ainda sobre uma possível tutela por parte do presidente Lula. Não pôde confirmar nem renegar, mas em algum momento daqui em diante terá de responder.
Bem como precisará ser mais clara a respeito do dedo posto por Willian Bonner em cima da ferida: o PT errou quando insultava Sarney, Collor e Renan ou errou depois ao se aliar a eles?
"Antes o PT não tinha experiência, amadureceu no governo", respondeu Dilma.
Quer dizer, é "maduro", inevitável e indispensável juntar-se ao que há de pior - pelo critério do próprio PT - e, portanto, concluiu-se que, a depender dela, não há o menor risco de o nível melhorar.
Se não foi isso, o que então a candidata quis dizer? Nos próximos dois meses terá várias chances de explicar.
O fiador. Antonio Palocci tranquiliza o establishment a respeito de temas que provocam dúvida e suscitam receio.
Sobre a preponderância do PT nas decisões de governo sem Lula em cena, tem dito: o partido não tem vocação para atuar na administração. Prefere ficar distante e continuar defendendo algumas ideias das quais não se desgruda desde a fundação. Em miúdos: será o partido de um lado e o governo de outro.
Sobre a presença do PMDB no governo e seus conflitos com o PT: mais objetiva e interessada do que Lula no conteúdo das questões, Dilma sabe melhor como lidar com as dificuldades. Isso facilitará a administração dos mais que prováveis atritos entre PT e PMDB.
Sobre guinada à esquerda: tem ainda menos margem de manobra que Lula para quaisquer concessões. Se Lula teve de se aliar ao atraso, Dilma por mais razão dependerá de alianças, digamos, tradicionais.
Caneta. O PSDB conta com a eleição de Geraldo Alckmin no primeiro turno da eleição em São Paulo para ajudar o desempenho de José Serra no segundo.
Eleito governador, Alckmin teria muito mais facilidade para convencer os prefeitos do Estado a ajudar o tucano a se eleger presidente.
Vacina. Os tucanos mudaram os planos de começar o horário eleitoral com empate entre Dilma e Serra. Já dizem esperar que a pesquisa do Datafolha - para eles a única totalmente confiável - registre a dianteira da petista. Aguardam algo como cinco pontos porcentuais de frente.
postado por Evaldo Torres * Fonte : Estadão em 11-08-2010
Comentários
(1)
Cerco à Petrobrás
Cerco à Petrobrás
NOTAS & INFORMAÇÕES
do Estadão
O desafio mais urgente para a Petrobrás é conseguir dinheiro barato e suficiente para os investimentos no pré-sal, estimados em US$ 224 bilhões até 2014. É hoje o mais ambicioso projeto da indústria petrolífera mundial. A melhor solução é a capitalização, no menor prazo possível, por meio da venda de ações. Mas, para tomar esse rumo, a estatal precisa vencer uma disputa absurda com a Agência Nacional do Petróleo (ANP). O diretor-geral da agência, Haroldo Lima, elegeu como prioridade o aumento da participação do Estado no capital da Petrobrás, além de insistir na preferência a fornecedores nacionais de equipamentos, embora incapazes de atender às necessidades da empresa.
Essa incapacidade é reconhecida pelo diretor-geral da ANP, mas ele só admite uma redução temporária da participação nacional no fornecimento. A Petrobrás defende uma redução de 65% para 35%, segundo fontes do setor. O diretor Haroldo Lima tem resistido. Segundo ele, "na média da participação nacional não se mexe". Assim, se houver diminuição do conteúdo nacional na fase exploratória, será preciso haver uma compensação na etapa de desenvolvimento. Em outras palavras, será necessário garantir a preferência mesmo se isso tornar mais cara e menos eficiente, em termos técnicos, a produção de petróleo e gás no pré-sal.
Isso é uma evidente irracionalidade, que, aliás, não foi inventada agora. Desde o começo de seu primeiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pressionou a Petrobrás para dar preferência a fornecedores nacionais, ainda que em prejuízo próprio.
Depois, a legislação sobre a exploração do pré-sal converteu a Petrobrás, formalmente, num instrumento de política industrial. Seus dirigentes engoliram e defenderam essa tolice. Alegaram a necessidade de fortalecer a indústria brasileira para se evitar a "doença holandesa" - a desindustrialização, no caso de o Brasil se tornar uma grande potência petrolífera.
Agora, a disposição da empresa de favorecer os fornecedores nacionais parece ter-se esgotado, diante do despreparo da indústria brasileira para preencher os 65% de participação. Os fornecedores poderão melhorar e para isso precisarão investir. O BNDES talvez possa ajudá-los, se sobrar dinheiro depois dos grandes financiamentos concedidos a grupos poderosos.
O problema da capitalização é o mais grave, a curto prazo, porque de sua solução dependerá a realização dos ambiciosos projetos da Petrobrás. A primeira dificuldade é a fixação de preço para os cerca de 5 bilhões de barris cedidos pelo governo como contribuição para o aumento de capital. Analistas do mercado indicam um valor em torno de US$ 6 por barril. Dirigentes da Petrobrás preferem um preço menor, na altura de US$ 5. Nesse caso, o aporte do governo equivalerá a US$ 25 bilhões. O diretor-geral da ANP insiste em US$ 8 por barril. Esse preço elevará a contribuição estatal para US$ 40 bilhões. Segundo Haroldo Lima, esse valor protegerá os interesses do povo brasileiro e até permitirá elevar a participação estatal na empresa de 32% para cerca de 40% do capital total. Mas essa é apenas uma bandeira ideológica, que em nada contribuirá para converter o pré-sal numa fonte de riqueza efetiva.
Se prevalecer a pretensão do diretor-geral da ANP, os acionistas minoritários terão dificuldade para acompanhar o governo na capitalização. Se o petróleo continuar na faixa de US$ 80 por barril, a Petrobrás terá de conseguir uns US$ 60 bilhões para realizar os investimentos projetados para os próximos anos. Isso é dinheiro de verdade, enquanto a participação do governo consiste em 5 bilhões de barris escondidos a milhares de metros abaixo da superfície do mar.
Enquanto os impasses permanecem, a capitalização atrasa e o valor de mercado da Petrobrás encolhe. A alternativa seria buscar empréstimos, mas isso aumentaria perigosamente o endividamento da empresa. No momento, sua dívida equivale a cerca de 31% do patrimônio líquido. Se passar de 35%, a estatal poderá perder a classificação de grau de investimento e terá mais dificuldades para se capitalizar. Não se sabe se alguém tentou explicar detalhes práticos como esse ao diretor-geral da ANP e a quem o pôs no cargo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
postado por Evaldo Torres * Fonte : Estadão em 11-08-2010
Comentários
(1)
Dilma, vira, virou
FERNANDO DE BARROS E SILVA
da FSP
SÃO PAULO - Uma das regras de ouro que o marketing eleitoral ensina aos políticos diz o seguinte: para perguntas genéricas, respostas específicas; para perguntas específicas, respostas genéricas.
Ninguém percebe muito, sobretudo na TV, onde o que está sendo avaliado é menos o conteúdo do que a performance do candidato. Tornou-se um lugar-comum dizer que "Dilma foi mal" ou que "Dilma foi bem", sem que se tenha que entrar no mérito do que ela falou.
A petista foi entrevistada pelo "JN", da Globo, e pelo "Jornal das Dez", da Globo News, anteontem à noite. Segundo os critérios de avaliação do mercado eleitoral, seria uma tolice dizer que ela se saiu mal.
Em comparação com o desempenho no debate da Band, Dilma evoluiu até demais. Tudo nela transpira administrativismo e tem certo aspecto soviético, por mais que tentem retocar. Mas os mo-mo-momentos de indecisão e gagueira nervosa desapareceram na Globo.
Em jargão publicitário, quando o candidato consegue transformar uma pergunta embaraçosa numa resposta que lhe é favorável, diz-se que ele "virou". E Dilma soube "virar" várias respostas na Globo.
Eis um exemplo, da Globo News: o jornalista indaga a Dilma se está de acordo com a política externa de Lula, de aproximação de países que desrespeitam os direitos humanos e a democracia, como Irã e Cuba.
A resposta é longa, mas no seu cerne estão duas frases: "Tenho uma história de vida, não vou nunca compactuar com qualquer ferimento aos direitos humanos"; "não acho que deva ser levado a sério um país que acha que opinião é crime".
A candidata sugeriu que nem Cuba nem Irã devem ser levados a sério. Mas ela não acha isso. O que ela acha (ou esconde) fica diluído num discurso difuso a favor dos direitos humanos, sem que a questão fosse respondida. Dilma desconversou, deu resposta genérica a uma pergunta específica. E fica a sensação de que para "virar" neste ano ela será capaz de dizer qualquer coisa.
postado por Evaldo Torres * Fonte : Folha de São Paulo em 11-08-2010
Comentários
(2)
..., Lula assina sanções da ONU contra o Irã
Contrariado, Lula assina sanções da ONU contra o Irã
Brasil votou contra ações no Conselho de Segurança, mas teve de acatá-las em respeito à lei internacional
Celso Amorim reitera crença de que sanções chegam em má hora e só servem para agravar o isolamento de Teerã
SIMONE IGLESIAS
da FSP
Contrariado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou ontem resolução do Conselho de Segurança da ONU que expande as sanções contra o Irã por causa de seu polêmico programa nuclear. O Brasil é membro não permanente do conselho e votou contra as sanções, em junho.
Conforme o chanceler Celso Amorim, o Brasil só assinou o documento por respeitar a lei internacional.
"O presidente Lula fez isso contrariado, porque não acreditamos que essa resolução que estabeleceu sanções contribua para resolver o problema. Embora não concordemos, assinamos porque somos respeitadores da lei internacional", afirmou.
Essa quarta rodada de sanções foi aprovada por 12 dos 15 países do Conselho de Segurança da ONU. Só Brasil e Turquia -que tinham fechado acordo de troca de combustível nuclear com Teerã dias antes- votaram contra. O Líbano se absteve.
Ontem, Amorim voltou a defender que o momento para ampliar as sanções contra o Irã é ruim porque Teerã fez uma abertura ao fechar acordo com Brasília e Ancara. "Nós não cremos que o isolamento contribua para uma solução pacífica. O isolamento, de modo geral, contribui para mais radicalismo."
CRÍTICAS
Amorim afirmou ainda que as sanções não atingem a relação comercial do Brasil com o Irã e que também não devem atrapalhar o elo diplomático entre os dois países. As sanções da ONU, entre outros pontos, proíbem venda de armamentos, helicópteros de ataque e mísseis balísticos ao Irã; além de permitirem que os países inspecionem cargas suspeitas em portos e aeroportos.
Ele deixou claro que o Brasil aceita as sanções da ONU, porém rejeita outras, unilaterais, decretadas pelos EUA e pela UE, e fez críticas.
"Somos respeitadores da lei internacional, ao contrário de outros que, muitas vezes, praticam ações unilaterais ou que, frequentemente, criticam os direitos humanos de um lado e financiam governos que violam os direitos humanos de outro", disse.
Na semana passada, o governo demonstrou divergência diante das sanções. Delegação dos EUA esteve no Brasil para pressionar o governo pela aplicação de sanções. Enquanto o assessor internacional da Presidência brasileira, Marco Aurélio Garcia, dizia que o Brasil não cederia à pressão dos EUA para implementar sanções, o Itamaraty informava que o voto do Brasil foi superado e que só lhe restava acatar as sanções, o que acabou ocorrendo.
Diplomata iraniano diz que Sakineh vai ter de "enfrentar a Justiça"
postado por em 11-08-2010
Comentários
(2)
Lugo começa tratamento contra câncer
Lugo começa tratamento contra câncer
Presidente paraguaio chega ao Brasil em avião da FAB enviado por Lula
do Estadão
O presidente paraguaio, Fernando Lugo, começou nesta terça-feira, 10, no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, o tratamento contra um câncer linfático, descoberto na semana passada.
O tumor foi descoberto durante uma consulta de rotina. Ainda no Paraguai, um gânglio inguinal foi retirado. Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"O presidente retornará na sexta-feira para retomar suas funções e esperamos o diagnóstico para continuar o tratamento", disse o vice-presidente Federico Franco em Assunção. Segundo ele, Lugo está animado.
A ministra da Saúde, Esperanza Martínez, disse que uma amostra da biópsia retirada na semana passada e enviada a universidade de Harvard apresenta um baixo grau de malignidade. "É uma boa notícia", afirmou.
Lugo,um ex-bispo católico de 59 anos, completa dois anos de mandato no domingo. O mandato dele acaba em 2013.
postado por Evaldo Torres *Fonte : Estadão em 11-08-2010
Comentários
(1)
Bogotá e Caracas juram paz duradoura
Bogotá e Caracas juram paz duradoura
Hugo Chávez afirma a seu colega colombiano que não permitirá a presença de grupos armados em seu território
Líder venezuelano e Juan Manuel Santos "relançam" as relações bilaterais, rompidas desde o dia 22 de julho
Jose Miguel Gomez/Reuters

Os líderes Juan Manuel Santos e Hugo Chávez se encontram em Santa Marta para reunião que pôs fim a crise bilateral
FLÁVIA MARREIRO
ENVIADA A SANTA MARTA (COLÔMBIA)/FSP
Os presidentes da Colômbia, Juan Manuel Santos, e da Venezuela, Hugo Chávez, "relançaram" ontem a relação bilateral, rompida por Caracas em julho, com a criação de uma comissão para discutir o tema mais sensível: a suposta presença de guerrilheiros colombianos em solo venezuelano.
O anúncio foi feito após encontro entre os dois líderes em Santa Marta, no Caribe colombiano. Chávez repetiu ao menos três vezes que não colabora ou apoia as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e que se compromete "a não permitir a presença de grupos armados em seu território".
A nova comissão, formada pelos chanceleres e que buscará um mecanismo de cooperação para "prevenir a presença de grupos armados à margem da lei", será acompanhada pela secretaria-geral da Unasul (União de Nações Sul-Americanas).
O encontro entre Chávez e Santos aconteceu na Quinta de San Pedro Alenjadrino, onde morreu o prócer da independência dos países, Simón Bolívar (1783-1830).
Os dois citaram frase do "libertador" para selar a paz.
Santos elogiou a reunião com Chávez, e disse ter deixado no passado "as diferenças fortes" que mantiveram enquanto ele era ministro da Defesa de Uribe -e um dos maiores críticos de Caracas. Propôs "virar a página".
CHÁVEZ PAZ E AMOR
Já Chávez, que felicitou o colombiano pelo aniversário de 59 anos ontem, empreendeu um discurso comedido.
"Presidente, eu peço que o senhor acredite em mim", disse o venezuelano, e pediu que as "fofocas, os informes e coordenadas" fossem conversadas diretamente.
Ele fazia referência à denúncia do então presidente Álvaro Uribe na OEA (Organização dos Estados Americanos) de que seu país abrigava guerrilheiros das Farc.
Em 22 de julho, a delegação colombiana apresentou coordenadas da suposta presença de acampamentos da guerrilha no vizinho, provocando a ruptura das relações por Caracas.
Ontem, Chávez afirmou ter ordenado patrulhamento para checar as denúncias. A revista não encontrou acampamentos, disse.
Ele evitou até criticar o acordo militar entre Colômbia e EUA, assinado no ano passado, pelo qual os militares americanos poderão usar até sete base colombianas.
Se até poucos dias atrás o acordo com Washington era um dos pontos aventados por Chávez para sustentar que a Colômbia -ainda de Uribe- preparava um ataque contra seu país com apoio dos EUA, ontem ele afirmou que a declaração de princípios bilateral fechada era uma garantia suficiente.
O texto prevê que a relação bilateral seguirá "estritamente o direito internacional", aplicará os princípios de não ingerência e respeitará a soberania e integridade territorial dos Estados.
No encontro foram criadas ainda outras comissões bilaterais: comércio, discussão de um acordo de complementação econômica, investimento social na fronteira, e infraestrutura comum.
postado por Evaldo Torres * Fonte : Folha de São Paulo em 11-08-2010
Comentários
(2)
Rapidinhas
Incompetência gerencial
NOTAS & INFORMAÇÕES
do Estadão
O governo Lula deixará a seu sucessor uma conta de restos a pagar no valor de R$ 90 bilhões, segundo estimativa de técnicos do governo divulgada no Estado de domingo. Essa conta tem crescido ano a ano, de acordo com a candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff, porque a atual administração aumentou os investimentos públicos. Mas a explicação esconde a verdade. A transferência de pagamentos de um ano para outro tem aumentado seguidamente porque o governo federal tem sido incapaz de investir as verbas autorizadas no Orçamento-Geral da União (OGU).
Neste ano, até 5 de agosto, o governo federal desembolsou R$ 23,4 bilhões para investimentos custeados pelo Tesouro. Isso representa apenas 34,3% da verba de R$ 68,2 bilhões autorizada no orçamento, embora mais de metade do exercício já tenha transcorrido. Mas só R$ 7,5 bilhões foram pagos com recursos previstos para 2010. Os demais R$ 15,9 bilhões correspondem a restos a pagar de exercícios anteriores. Só na rubrica investimentos ainda há restos a pagar de R$ 33,7 bilhões. Para todos os tipos de despesas, a parcela relativa a restos chega a R$ 58,8 bilhões, de acordo com o último balanço divulgado pela ONG Contas Abertas, especializada no acompanhamento e na análise das finanças públicas.
De janeiro até o começo de agosto, portanto, a liquidação de restos a pagar foi pouco mais que o dobro dos pagamentos custeados com dinheiro previsto na programação de 2010.
Despesas são inscritas como restos a pagar quando são empenhadas num exercício e não liquidadas até 31 de dezembro. Alguma transferência desse tipo é normal, porque nem todos os gastos contratados num ano são pagáveis até dezembro. Mas esse tipo de operação contábil aumentou nos últimos sete anos, especialmente depois de lançado o primeiro Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Isso não torna verdadeira a explicação da ex-ministra e candidata Dilma Rousseff. As verbas inscritas no OGU para cada exercício devem corresponder - é razoável supor - ao andamento estimado das obras e compras de equipamentos. Mas a experiência tem desmentido repetidamente essa suposição.
O investimento esperado simplesmente não se realiza porque o governo está despreparado para elaborar projetos e para administrar sua execução. Muitos projetos empacam na avaliação de seus efeitos ambientais, seja por defeito de elaboração, seja porque os órgãos de licenciamento cumprem mal a sua tarefa. Alguns são brecados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), por defeitos técnicos na parte financeira ou por falhas em licitações.
Em muitos casos, tudo se passa como se os projetos fossem preparados por funcionários desinformados das normas financeiras aplicáveis à administração pública. Em vez de cobrar maior cuidado no desenho de projetos e nas licitações, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva protestou mais de uma vez contra o TCU, como se esse órgão fosse um entrave à realização dos investimentos públicos.
A incapacidade do governo para elaborar e executar projetos foi agravada pelo aparelhamento da administração federal, em todos os seus níveis. Exemplos de gestão deficiente ocorrem tanto na administração direta como na indireta.
O chamado PAC orçamentário é um fracasso bem conhecido. O PAC das estatais só avançou parcialmente - o Grupo Petrobrás tem sido responsável por cerca de 90% do valor investido. Nos demais setores os projetos foram tocados com muito menos eficiência. No conjunto só foram investidos, em três anos, 63% dos R$ 638 bilhões programados para 2008-2010.
Isso não impediu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de lançar o PAC 2, com um total previsto de R$ 1,6 trilhão de investimentos a partir de 2011. Para avançar nessa direção, o governo precisará, antes de mais nada, tirar o atraso do primeiro PAC.
No caso da administração direta, a herança para o próximo governo é facilmente previsível: restos a pagar estimados em R$ 90 bilhões - na maior parte por causa de investimentos em atraso - e um orçamento cada vez mais inflexível e sobrecarregado de gastos de custeio. A moldura desse quadro é uma notável incapacidade gerencial.
'Estou me virando', diz Gabeira sobre falta de recursos
DAIENE CARDOSO
do Estadão
Após a repercussão negativa de seu pedido de ajuda financeira ao presidenciável José Serra (PSDB), o candidato do PV ao governo do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira, disse hoje que não vai pressionar a candidata do PV à sucessão presidencial, Marina Silva, por recursos para sua campanha. "Eu me viro, estou me virando", disse, resignado.
Gabeira disse que já começou a "correr atrás" de recursos e reclamou a interpretação que foi dada pela imprensa da sua visita a São Paulo, na semana passada. "A interpretação foi um pouco fora (do tom)", afirmou o candidato, em evento de lançamento da biografia de Marina, na capital paulista. Gabeira negou que o episódio tenha gerado uma crise interna no PV.
Durante o mesmo evento, o presidente estadual do PV no Rio de Janeiro, Alfredo Sirkis, disse que o partido viabilizou para a candidatura de Gabeira R$ 250 mil dos R$ 4,6 milhões arrecadados até agora pela campanha de Marina. Gabeira reclamou da falta de recursos, mas reconheceu que os partidos que compõem a sua coligação no Rio de Janeiro têm muitas despesas.
"A expectativa é a doação pela internet, mas isso só pode ser feito via partido ou comitê financeiro", explicou o candidato. Gabeira disse que, devido à falta de dinheiro, tem trabalhado sem a perspectiva de pagamento de salário aos 15 colaboradores da sua campanha. "Eu fico muito grato a todos", disse.
Em nota, Barbosa se defende e repudia os ‘aspirantes a papparazzi e fabricantes de escândalos’ por Jair Stangler
Jair Stangler
do Estadão
Em nota à imprensa, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa manifestou sua contrariedade diante da divulgação de sua presença em bar e em festa de Brasília no último fim de semana. Barbosa está em licença médica desde 26 de abril, em razão de dores da coluna. Conforme noticiado pelo ‘Estado’ no último dia 5, o ministro é o campeão de processos estocados no STF. Barbosa ainda vem sendo cobrado por colegas e advogados para que defina a situação. ‘Não podemos ficar com alguém doente por tanto tempo’, afirmou um ministro.
Na nota divulgada à imprensa, Barbosa reforça sofrer de dores crônicas na região lombar e afirma que os dados médicos estão “fartamente documentados”. Disse repudiar os ‘aspirantes a papparazzi e fabricantes de escândalos’ que invadiram sua privacidade’ e afirmou ainda que seus momentos de lazer foram aconselhados pelos médicos.
Leia a íntegra da nota de Barbosa:
“Em razão de notícias veiculadas nos últimos dias em órgãos de imprensa, tenho a esclarecer:
1) Sofro de dores crônicas nas regiões lombar e quadril há três anos e meio;
2) Por essa razão, desde fevereiro de 2008, vi-me forçado a licenciar-me, de início por períodos de uma a três semanas, para tratamentos que se revelaram insuficientes;
3) O mesmo problema de saúde levou-me, em novembro de 2009, a renunciar ao prestigioso posto de ministro do Tribunal Superior Eleitoral, do qual eu me tornaria naturalmente presidente este ano;
4) Em abril último, resolvi licenciar-me por período mais longo no intuito de resolver definitivamente o problema, permanecendo licenciado de 26/04/10 a 30/06/10, com duas interrupções em 13/05/10 e 16/06/10. No período de férias legais, no mês de julho, permaneci em tratamento na cidade de São Paulo e, no último dia 02 de agosto, seguindo orientação médica, requeri nova licença por 60 dias, que agora interrompi por uma semana para participar de julgamentos pautados no Supremo Tribunal Federal;
5) Os dados médicos e os procedimentos a que me submeti ao longo dos últimos três anos estão fartamente documentados no serviço médico do STF;
6) Estes são os fatos e, diante das notícias de caráter sensacionalista e fotografias de qualidade duvidosa publicadas nos últimos dias, externo meu repúdio aos aspirantes a papparazzi e fabricantes de escândalos que, sorrateiramente, invadiram minha privacidade em alguns poucos momentos de lazer, permitidos e até aconselhados pelos médicos que me assistem.
7) Por fim, em meio ao esforço redobrado para alcançar uma plena recuperação, reitero meu compromisso de cumprir com as atribuições constitucionais que me impõe o honroso exercício do cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal.
Brasília, 09 de agosto de 2010
Ministro Joaquim Barbosa”
Serra diz que "leva" Congresso com emendas
"Você não discrimina entre oposição e situação, dá para todo mundo, fiz isso e deu certo", afirma presidenciável
Candidato minimiza a necessidade de lotear a máquina, desde que não se nomeie o indicado por um rival do aliado
CATIA SEABRA/RICARDO BALTHAZAR
da FSP
O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, revelou ontem a empresários sua fórmula para garantia de governabilidade, caso seja eleito: "Congresso você leva com emendas".
"Você não discrimina entre oposição e situação. Dá para todo mundo. Fiz isso e deu certo. Você leva. Leva ao pé da letra", continuou.
Em palestra a associações comerciais, Serra disse ser fácil "controlar as emendas no sentido da prioridade". Na Saúde, seu secretário-executivo, Barjas Negri, indicava as áreas a serem beneficiadas: "A turma fazia. Porque o sujeito quer aprovar emenda, quer ter voto lá".
Em tempos de mensalão, o candidato tucano tentou minimizar a necessidade de loteamento da máquina pública, desde que também não se nomeie alguém indicado por um rival do parlamentar: "O parlamentar está preocupado com ele e com o vizinho".
E aproveitou para criticar o suposto aparelhamento do governo: "O Brasil voltou atrás do ponto de vista do funcionamento político", pois hoje há o "uso dos órgãos do governo para servir a interesses privados".
IOGURTE
Apresentando-se como mais preparado, Serra insinuou que a petista Dilma Rousseff seja tratada como um produto e criticou a ocultação da adversária. Ele disse que idealizou um modelo de horário eleitoral em que o candidato defende suas propostas diante da câmera.
"É chato. Mas política é uma coisa chata. O que fazer? Com isso, a gente elimina custo e impede que os candidatos sejam vendidos como iogurtes ou como um novo pão de centeio, coisas publicitárias ou não publicitárias, como inclusive a ocultação do candidato. Hoje no Brasil parece de uma importância grande: ocultar o que o candidato é ou deixa de ser."
Serra defendeu um programa feito de improviso "para não ter truque": "Chegar lá e falar, se expor".
Dilma foi a única dos quatro principais candidatos a faltar à palestra. Serra perguntou quem tinha faltado. Aí, completou: "Perdeu uma oportunidade de estudar esses documentos todos. Por outro, de dizer o que pensa".
postado por em 10-08-2010
Comentários
(3)
FHC critica uso político da Previ pelos petistas
FHC critica uso político da Previ pelos petistas
BRENO COSTA
da FSP
O suposto uso da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) para a fabricação de dossiês pelo PT, com acesso a dados sigilosos, é "grave" e cria um "bloco de poder que não é aberto", disse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
"A vinculação entre fundo de pensão, poder de Estado, poder econômico e burocracia de partido cria um bloco de poder que não é aberto. Se, além disso, há uma fabricação de dados comprometedores, é mais grave ainda", disse FHC, após palestra sobre o livro "O Príncipe", de Nicolau Maquiavel, em São Paulo.
A revista "Veja" publicou, no fim de semana, uma entrevista com o ex-diretor e assessor da presidência da Previ Gerardo Xavier Santiago. Segundo ele, o fundo virou uma "fábrica de dossiês" e uma máquina de arrecadação para o partido.
Em Brasília, o deputado ACM Neto (DEM-BA) disse que vai interpelar judicialmente Santiago para obter cópia de documentos com dados de membros da oposição e que pedirá nesta semana que a Polícia Federal investigue os dossiês.
O DEM também quer entrar com representação no Conselho de Ética do Senado contra a senadora Ideli Salvatti (PT-SC). Ela é acusada de usar um dossiê criado ilegalmente na Previ contra ACM Neto durante a CPI dos Correios, em 2005.
A senadora não quis comentar as denúncias. Por assessores, Ideli disse que vai analisar a representação antes de se manifestar.
LULA
Em São Paulo, Fernando Henrique -que apoia o tucano José Serra- criticou ainda a participação do presidente Lula na campanha de Dilma Rousseff (PT).
Segundo FHC, apesar de não ferir a lei, a ida de Lula a comícios ao lado de Dilma significa jogar o "poder de Estado a favor de uma candidatura": "Acho que um presidente não pode ir além de certos limites. Ao se transformar num militante sendo um presidente, você está abusando do poder".
*Colaborou a Sucursal de Brasília
postado por Evaldo Torres * Fonte : Folha de São Paulo em 10-08-2010
Comentários
(2)
A 'fábrica de dossiês' do PT
A 'fábrica de dossiês' do PT
do Estadão
Em editorial, nesta página, sobre a revelação de que servidores da Receita violaram o sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, presumivelmente para a montagem de um dossiê que poderia ser usado por setores da campanha da candidata Dilma Rousseff contra o opositor tucano José Serra, falou-se do "exército secreto" arregimentado pelo PT na administração federal para fazer o trabalho sujo na disputa pelo Planalto. É mais do que isso. As campanhas eleitorais são apenas uma entre tantas frentes onde atuam essas tropas da treva - e assim também os seus alvos.
Disso não deixa dúvida a confissão de um ex-diretor e ex-assessor da Previ, o colossal fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, Geraldo Xavier Santiago. Em entrevista publicada na edição desta semana da revista Veja, Santiago disse que a entidade é "uma fábrica de dossiês" que funciona como um "bunker" e "braço partidário" a serviço de uma ala petista - comandada pelos poderosos chefões do sindicalismo aboletados na estrutura do poder nacional. Ele citou nominalmente os ex-ministros Ricardo Berzoini e Luiz Gushiken e o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, todos do setor bancário.
O gerente da fábrica, de acordo com a denúncia, era o presidente da Previ até junho, Sérgio Rosa. Santiago era próximo dele até romperem em 2007. No embalo, o então diretor deixou o fundo e saiu do PT. Ele não é um pecador arrependido. Levado a falar do dossiê contra Marina Mantega, filha do ministro da Fazenda, cuja compilação o entrevistado atribui a uma "disputa interna", fez uma especiosa distinção entre o certo e o errado nessas operações: "Uma coisa é fazer com o adversário. É uma involução do PT?"
O sindicalismo selvagem que Lula levou para dentro do governo transpôs para a política a violência característica dos embates entre as máfias sindicais. Parte da premissa de que todo adversário deve ser tratado como inimigo - e, nessa condição, deve ser aniquilado. Santiago, que começou no sindicato dos bancários do Rio, contou que sua estreia na linha de montagem de falsas acusações a terceiros data de 2002, quando as milícias petistas foram incumbidas de investir contra os então gestores da Previ e provar a interferência do governo na instituição.
A cultura da destruição se afirmou em seguida. "Dossiês com conteúdo ofensivo, para atingir e desmoralizar adversários políticos", precisa Santiago, "só no governo Lula mesmo, na gestão do Sérgio Rosa". Foi também quando a cúpula da Previ armou uma teia de conselheiros ligados ao PT em empresas de cujo capital o fundo participava para canalizar em favor da sigla as suas doações partidárias. A central de dossiês trabalhou a todo vapor durante a CPI dos Correios, em 2005, cujo foco incidiu sobre o mensalão, antes que o esquema de compra de votos fosse objeto de um inquérito específico.
A Previ, à época, era a fonte das acusações com que a senadora petista Ideli Salvatti tentava acuar parlamentares oposicionistas. Segundo revelou Santiago, que agora diz que cumpria "ordens superiores", entre os políticos visados estavam os senadores Jorge Bornhausen e Heráclito Fortes e o deputado ACM Neto, todos do DEM. O tucano José Serra também faria parte da lista. Rosa teria ordenado que se juntassem dados sigilosos com " informações sobre investimentos problemáticos da Previ que estivessem ligados a políticos da oposição".
Sintomaticamente, a primeira reação do PT à entrevista foi silenciar. Já o fundo de pensão, hoje dirigido por um ex-vice-presidente do Banco do Brasil, Ricardo Flores, informou que "a atual cúpula desconhece essa prática e está muito tranquila em relação a suas recentes práticas de governança". De notar os termos "atual" e "recentes" - indicando uma dissociação com o que se tenha feito na entidade até há bem pouco tempo. De seu lado, além de assegurar que a sua campanha não tem nenhuma vinculação com a Previ, a candidata Dilma Rousseff instou a imprensa a revolver o caso dos grampos na privatização da Telebrás no governo Fernando Henrique. Como se isso eximisse de culpa os papeleiros da Previ e limpasse a ficha do PT.
postado por Evaldo Torres * Fonte : Estadão em 10-08-2010
Comentários
(2)
ANTERIOR
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
39
40
41
42
43
44
45
46
47
48
49
50
51
52
53
54
55
56
57
58
59
60
61
62
63
64
65
66
67
68
69
70
71
72
73
74
75
76
77
78
79
80
81
82
83
84
85
86
87
88
89
90
91
92
93
94
95
96
97
98
99
100
101
102
103
104
105
106
107
108
109
110
111
112
113
114
115
116
117
118
119
120
121
122
123
124
125
126
127
128
129
130
131
132
133
134
135
136
137
138
139
140
141
142
143
144
145
146
147
148
149
150
151
152
153
154
155
156
157
158
159
160
161
162
163
164
165
166
167
168
169
170
171
172
173
174
175
176
177
178
179
180
181
182
183
184
185
186
187
188
189
190
191
192
193
194
195
196
197
198
199
200
201
202
203
204
205
206
207
208
209
210
211
212
213
214
215
216
217
218
219
220
221
222
223
224
225
226
227
228
229
230
231
232
233
234
235
236
237
238
239
240
241
242
243
244
245
246
247
248
249
250
251
252
253
254
255
256
257
258
259
260
261
262
263
264
265
266
267
268
269
270
271
272
273
274
275
276
277
278
279
280
281
282
283
284
285
286
287
288
289
290
291
292
293
294
295
296
297
298
299
300
301
302
303
304
305
306
307
308
309
310
311
312
313
314
315
316
317
318
319
320
321
322
323
324
325
326
327
328
329
330
331
332
333
334
335
336
337
338
339
340
341
342
343
344
345
346
347
348
349
350
351
352
353
354
355
356
357
358
359
360
361
362
363
364
365
366
367
368
369
370
371
372
373
374
375
376
377
378
379
380
381
382
383
384
385
386
387
388
389
390
391
392
393
394
395
396
397
398
399
400
401
402
403
404
405
406
407
408
409
410
411
412
413
414
415
416
417
418
419
420
421
422
423
424
425
426
427
428
429
430
431
432
433
434
435
436
437
438
439
440
441
442
443
444
445
446
447
448
449
450
451
452
453
454
455
456
457
458
459
460
461
462
463
464
465
466
467
468
469
470
471
472
473
474
475
476
477
478
479
480
481
482
483
484
485
486
487
488
489
490
491
492
493
494
495
496
497
498
499
500
501
502
503
504
505
506
507
508
509
510
511
512
513
514
515
516
517
518
519
520
521
522
523
524
525
526
527
528
529
530
531
532
533
534
535
536
537
538
539
540
541
542
543
544
545
546
547
548
549
550
551
552
553
554
555
556
557
558
559
560
561
562
563
564
565
566
567
568
569
570
571
572
573
574
575
576
577
578
579
580
581
582
583
584
585
586
587
588
589
590
591
592
593
594
595
596
597
598
599
600
601
602
603
604
605
606
607
608
609
610
611
612
613
614
615
616
617
618
619
620
621
622
623
624
625
626
627
628
629
630
631
632
633
634
635
636
637
638
639
640
641
642
643
644
645
646
647
648
649
650
651
652
653
654
655
656
657
658
659
660
661
662
663
664
665
666
667
668
669
670
671
672
673
674
675
676
677
678
679
680
681
682
683
684
685
686
687
688
689
690
691
692
693
694
695
696
697
698
699
700
701
702
703
704
705
706
707
708
709
710
711
712
713
714
715
716
717
718
719
720
721
722
723
724
725
726
727
728
729
730
731
732
733
734
735
736
737
738
739
740
741
742
743
744
745
746
747
748
749
750
751
752
753
754
755
756
757
758
759
760
761
762
763
764
765
766
767
768
769
770
771
772
773
774
775
776
777
778
779
780
781
782
783
784
785
786
787
788
789
790
791
792
793
794
795
796
797
798
799
800
801
802
803
804
805
806
807
808
809
810
811
812
813
814
815
816
817
818
819
820
821
822
823
824
825
826
827
828
829
830
831
832
833
834
835
836
837
838
839
840
841
842
843
844
845
846
847
848
849
850
851
852
853
854
855
856
857
858
859
860
861
862
863
864
865
866
867
868
869
870
871
872
873
874
875
876
877
878
879
880
881
882
883
884
885
886
887
888
889
890
891
892
893
894
895
896
897
898
899
900
901
902
903
904
905
906
907
908
909
910
911
912
913
914
915
916
917
918
919
920
921
922
923
924
925
926
927
928
929
930
931
932
933
934
935
936
937
938
939
940
941
942
943
944
945
946
947
948
949
950
951
952
953
954
955
956
957
958
959
960
961
962
963
964
965
966
967
968
969
970
971
972
973
974
975
976
977
978
979
980
981
982
983
984
985
986
987
988
989
990
991
992
993
994
995
996
997
998
999
1000
1001
1002
1003
1004
1005
1006
1007
1008
1009
1010
1011
1012
1013
1014
1015
1016
1017
1018
1019
1020
1021
1022
1023
1024
1025
1026
1027
1028
1029
1030
1031
1032
1033
1034
1035
1036
1037
1038
1039
1040
1041
1042
1043
1044
1045
1046
1047
1048
1049
1050
1051
1052
1053
1054
1055
1056
1057
1058
1059
1060
1061
1062
1063
1064
1065
1066
1067
1068
1069
1070
1071
1072
1073
1074
1075
1076
1077
1078
1079
1080
1081
1082
1083
1084
1085
1086
1087
1088
1089
1090
1091
1092
1093
1094
1095
1096
1097
1098
1099
1100
1101
1102
1103
1104
1105
1106
1107
1108
1109
1110
1111
1112
1113
1114
1115
1116
1117
1118
1119
1120
1121
1122
1123
1124
1125
1126
1127
1128
1129
1130
1131
1132
1133
1134
1135
1136
1137
1138
1139
1140
1141
1142
1143
1144
1145
1146
1147
1148
1149
1150
1151
1152
1153
1154
1155
1156
1157
1158
1159
1160
1161
1162
1163
1164
1165
1166
1167
1168
1169
1170
1171
1172
1173
1174
1175
1176
1177
1178
1179
1180
1181
1182
1183
1184
1185
1186
1187
1188
1189
1190
1191
1192
1193
1194
1195
1196
1197
1198
1199
1200
1201
1202
1203
1204
1205
1206
1207
1208
1209
1210
1211
1212
1213
1214
1215
1216
1217
1218
1219
1220
1221
1222
1223
1224
1225
1226
1227
1228
1229
1230
1231
1232
1233
1234
1235
1236
1237
1238
1239
1240
1241
1242
1243
1244
1245
1246
1247
1248
1249
1250
1251
1252
1253
1254
1255
1256
1257
1258
1259
1260
1261
1262
1263
1264
1265
1266
1267
1268
1269
1270
1271
1272
1273
1274
1275
1276
1277
1278
1279
1280
1281
1282
1283
1284
1285
1286
1287
1288
1289
1290
1291
1292
1293
1294
1295
1296
1297
1298
1299
1300
1301
1302
1303
1304
1305
1306
1307
1308
1309
1310
1311
1312
1313
1314
1315
1316
1317
1318
1319
1320
1321
1322
1323
1324
1325
1326
1327
1328
1329
1330
1331
1332
1333
1334
1335
1336
1337
1338
1339
1340
1341
1342
1343
1344
1345
1346
1347
1348
1349
1350
1351
1352
1353
1354
1355
1356
1357
1358
1359
1360
1361
1362
1363
1364
1365
1366
1367
1368
1369
1370
1371
1372
1373
1374
1375
1376
1377
1378
1379
1380
1381
1382
1383
1384
1385
1386
1387
1388
1389
1390
1391
1392
1393
1394
1395
1396
1397
1398
1399
1400
1401
1402
1403
1404
1405
1406
1407
1408
1409
1410
1411
1412
1413
1414
1415
1416
1417
1418
1419
1420
1421
1422
1423
1424
1425
1426
1427
1428
1429
1430
1431
1432
1433
1434
1435
1436
1437
1438
1439
1440
1441
1442
1443
1444
1445
1446
1447
1448
1449
1450
1451
1452
1453
1454
1455
1456
1457
1458
1459
1460
1461
1462
1463
1464
1465
1466
1467
1468
1469
1470
1471
1472
1473
1474
1475
1476
1477
1478
1479
1480
1481
1482
1483
1484
1485
1486
1487
1488
1489
1490
1491
1492
1493
1494
1495
1496
1497
1498
1499
1500
1501
1502
1503
1504
1505
1506
1507
1508
1509
1510
1511
1512
1513
1514
1515
1516
1517
1518
1519
1520
1521
1522
1523
1524
1525
1526
1527
1528
1529
1530
1531
1532
1533
1534
1535
1536
1537
1538
1539
1540
1541
1542
1543
1544
1545
1546
1547
1548
1549
1550
1551
1552
1553
1554
1555
1556
1557
1558
1559
1560
1561
1562
1563
1564
1565
1566
1567
1568
1569
1570
1571
1572
1573
1574
PRÓXIMA
|