Evaldo Augusto Torres Alves /editor
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Política

Serra diz que continua sendo 'gentil como sempre'

Tucano fez declaração em resposta à pergunta sobre sua postura mais agressiva em debate realizado hoje em SP
Carolina Freitas
do Estadão

SÃO PAULO - O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, classificou como "gentil" seu comportamento em relação à adversária Dilma Rousseff (PT). Questionado sobre por que decidiu ser incisivo com a ex-ministra no debate desta quarta-feira, 18, realizado em São Paulo, respondeu: "Eu não decidi nada. Eu continuo sendo gentil como sempre."

O tucano atribuiu as discussões com Dilma ao fato de o debate ter sido mais longo. "Tendo mais tempo, a gente discute mais. Na internet tem mais tempo." O evento, transmitido pela web, durou 2h10. O debate da TV Bandeirantes, no dia 5, levou 2 horas. A elevação do tom de Serra contra Dilma coincide com a divulgação, na segunda-feira, 16, da pesquisa Ibope em que a petista aparece com 43% e o tucano, com 32%.

As críticas à Dilma prosseguiram durante discurso de Serra a diretores da Fundação da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), em São Paulo, logo após o debate. O tucano acusou a candidata de copiar seu programa de atendimento médico a gestantes, o Mãe Brasileira. "É uma ideia tão boa que a candidata do PT copiou. Só mudou o nome, para Mãe Cegonha. É a mesma coisa", disse. "Eu não cobro royalties nem nada por patente. Fico satisfeito que outros adotem aquilo que a gente vinha propondo, mas quem vai tirar isso do papel sou eu. Os outros vão ficar só na promessa."

Serra disse que, se eleito, fará uma política nacional de melhoria da educação e atacou o governo federal, de Luiz Inácio Lula da Silva. "Houve um documento bom do governo federal, mas não saiu do papel. Ficou só no populismo."

Sem dizer a que cidade referia-se, o tucano citou a decisão de um Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, segundo ele "comandado pelo PT" de proibir as creches conveniadas. "É uma loucura de se fazer. É um programa do PT. Não sei se vocês estavam a par. É expulsar as creches conveniadas, para ser tudo estatal", disse aos empresários. "Vocês imaginam a barbaridade que isso representa."

Na disputa pelo terceiro mandato

Editorial do
Estado de S.Paulo

Muito do que se vê no horário gratuito não é o que parece - a começar da expressão, que esconde o fato de que, no fim, a conta sobra para o contribuinte. Mas nada do que se mostra nos programas de propaganda eleitoral se parece tanto com conversa de vendedor de fitas piratas como o que o presidente Lula diz da candidata que escolheu solitariamente para ser a sua sucessora. A tal ponto ele se derrama em superlativos sobre as suas imbatíveis qualidades, que pode levar o espectador mais cético, ao modo do santo e da esmola, a desconfiar até dos atributos que ela haverá de ter.


O presidente que inventou o bordão do "nunca antes na história deste país" para se vangloriar dos seus presumíveis feitos sem precedentes usa agora na promoção de sua afilhada a mesma retórica da louvação sem limites. No primeiro programa em que roubou a cena como puxador de votos para Dilma, na terça-feira à noite, Lula mostrou como sabe ser excessivo. Numa fala gravada no Palácio da Alvorada, a residência oficial dos presidentes brasileiros - a lei, ora a lei -, ele jorrou: "Tem pessoas a quem a gente confia um trabalho, e elas fazem tudo certo. Estes são os bons. E há pessoas a quem a gente dá uma missão, e elas se superam. Estes são os especiais. Dilma é assim."

E Lula é assim, para surpresa de ninguém. Antes ainda de começar a campanha, ele já se gabava de que lhe bastara apenas uma primeira reunião com Dilma para ter a certeza, como tornou a repetir anteontem, de que havia encontrado "a pessoa certa para o lugar certo" - no caso, o Ministério de Minas e Energia. Mas ele não ficará propriamente zangado se o eleitor desprevenido entender que se trata do Palácio do Planalto. Até o final da maratona, em 30 de setembro, haverá muito mais do mesmo espetáculo em que tocará ao presidente o papel de fiador das virtudes de quem jamais disputou um voto e que só graças a ele lidera as pesquisas eleitorais.

Só que Lula é um artista tão consumado que consegue exercer esse papel de mais de uma maneira e em mais de uma circunstância. Há o Lula que prega o voto em Dilma como o seu avalista, e há o Lula que prega o voto em Dilma como vigia de seu eventual governo. Uma coisa e outra, naturalmente, para neutralizar as acusações da oposição. No dia da estreia da temporada na TV, em visita a Petrolina e Salgueiro, em Pernambuco, o presidente falou, primeiro, como se candidato fosse e, depois, como o "presidente-sombra" de Dilma que pretenderia vir a ser.


"A palavra não é governar. A palavra é cuidar. Eu quero ganhar as eleições para cuidar do meu povo", discursou para uma plateia de operários em um canteiro de obras da Ferrovia Transnordestina, em Salgueiro, "como uma mãe cuida do seu filho", numa alusão oblíqua a Dilma, cujo nome não pronunciou, para ela ficar sabendo que a mãe é ele e não ela. Logo adiante, citando o slogan de Obama "nós podemos", reiterou sua disposição de continuar: "Não apenas podemos, como gostamos e queremos continuar governando este país." Como fará isso explicou em Petrolina, onde visitou a Universidade Federal do Vale do São Francisco.


O mesmo Lula que mais de uma vez prometera "ir para casa" quando terminar o mandato e "não dar palpite na vida de quem está governando", agora avisa que está disputando seu terceiro mandato. Transformar-se-á numa "casca de ferida" para fazer a reforma política, além de se empenhar pela criação do marco regulatório do meio ambiente. Isso, de um lado. De outro, continuará a percorrer o País para ver no que deu o seu governo. "E, se tiver alguma coisa errada", advertiu, "vou pegar o telefone e ligar para minha presidenta e dizer "pode fazer, minha filha (sic), porque eu não consegui.""


Nada lisonjeiro para ela, sem dúvida. Mas isso pouco importa para o seu criador. O que importa, acima de tudo, é vender a criatura, ora argumentando, com lábia de ambulante, que "não há ninguém mais preparado do que ela para governar o Brasil", ora, contraditoriamente, deixando claro que ele estará nos bastidores do poder pronto para suprir as falhas que poderão acontecer pela inexperiência da "filha".


Nós nunca duvidamos dessa disposição de Lula. Resta saber qual será a reação de sua criatura quando - e se - estiver no poder.

José Serra por José Serra

Fala de Aécio Neves

Fala Roberto Freire

Fala Fernando Henrique Cardoso

Quem é José Serra

A candidata de Lula

Vale a pena refletir...só verdades

Rapidinhas


MARCO ANTONIO VILLA da FSP

Adeus à política

A despolitização dilui divergências e converte o processo eleitoral em geleia

PELA SEXTA vez consecutiva, fato único na nossa história, teremos a escolha do presidente da República através de eleições plenamente democráticas. Não é pouco, principalmente em um país com a nossa tradição autoritária.
Se na eleição de 1989, os candidatos politizavam qualquer proposição, por mais simples que fosse, agora a despolitização é uma marca da campanha. Depois de cinco eleições, o processo eleitoral ficou mais pobre em debates e ideias.
É possível que, em parte, este panorama justifique-se pela predominância do marketing político e da americanização das eleições. As pesquisas qualitativas são mais importantes, para os candidatos, do que a política stricto sensu.
O enfrentamento ideológico foi substituído pelas propostas de gerir uma casa, como se o espaço doméstico fosse a reprodução em miniatura do país. O linguajado familiar invadiu a política. Pai, mãe e filhos substituíram os temas clássicos, o que é um claro sinal de pauperização do debate político.
O PT é um bom exemplo. Desapareceu -e tudo indica para nunca mais voltar- o discurso classista ou ao menos de embate com os poderosos. Foi substituído por elementos pré-varguistas.
O vocabulário da casa grande, autoritário e coercitivo, tomou conta dos seus dirigentes. E, claro, Lula foi o iniciador e maior defensor da despolitização. Como nunca suportou participar de uma discussão de princípios políticos, encontrou na fala despolitizada um campo fértil. Exemplificou dilemas do país com exemplos domésticos, comezinhos.
Quanto mais complexa uma questão, maior a banalização. Daí foi só um passo para fortalecer a ideia de que o povo precisa de um pai, de uma mãe: "Deixo em tuas mãos o meu povo", como diz o jingle.
A despolitização tem o papel de eliminar as fronteiras ideológicas. Dilui as divergências, homogeneíza e transforma o processo eleitoral em uma espécie de geleia geral. Tudo parece igual. Por isso, Roseana Sarney pode vestir a camiseta do PT e o irmão uma do PV, sem que nenhum dos dois deixe de defender o interesse familiar, que apresa o Estado mais pobre do Brasil.
A oposição não conseguiu -e teve várias oportunidades- para construir um discurso político, alçando o debate a outro patamar. Contudo, optou pelo conformismo. No fundo, admirou a despolitização. Tudo parecia tão simples. Neste trágico percurso, Lula, entusiasmado, quis levar o "método" para o mundo. Foi um desastre, como no Oriente Médio. O lulismo, como forma de fazer política, só dá no Brasil, como a jabuticaba.

*MARCO ANTONIO VILLA é professor do Departamento de Ciências Sociais da UFSCar




Alckmin é o único a lucrar num debate sem vencedor
Tucano não ficou acuado diante da tabelinha Mercadante-Russomanno

SENADOR SOMENTE CRESCEU DEPOIS DE SER QUESTIONADO SOBRE A CRISE COM SARNEY EM QUE AMEAÇOU DEIXAR LIDERANÇA DO PT


VALDO CRUZ
da FSP

Se depender de debates como o de ontem para dar uma virada na eleição, o candidato petista Aloizio Mercadante pode dar adeus ao sonho de se eleger governador.
Nem mesmo fazendo uma tabelinha com o candidato pepista Celso Russomanno, tornando o evento um jogo de dois contra um, Mercadante conseguiu acuar e fazer ir ao chão o adversário tucano Geraldo Alckmin.
Durante todo o debate o candidato do PSDB não saiu do sério. Bem treinado, Alckmin manteve praticamente o mesmo tom de voz nas mais de duas horas de debate e fez gracejos pelo fato de estar sendo literalmente ensanduichado pelos adversários.
Mercadante e Russomanno, bem atrás nas pesquisas, abusaram do jogo em equipe. Usaram as perguntas entre si, bem como as réplicas e tréplicas, para disparar torpedos na direção de Alckmin, postado ao centro no palco do debate Folha/UOL.
Ao contrário do tucano, o petista não parecia estar totalmente confortável durante o evento. Em inúmeros momentos recostou-se na cadeira, passando uma sensação de incômodo à plateia.
Além disso, seu tom de voz em nada lembrava o que costuma usar na tribuna do Senado. Orientação de marqueteiro, com certeza, na busca de evitar sinais de arrogância. Tanto que sempre repetia "se o povo de São Paulo me eleger governador", em contraste com seu aliado de ocasião, Russomanno, que adotou tom de confiança se colocando como futuro governador em várias ocasiões.
Mercadante cresceu somente depois de provocado por uma pergunta de um internauta, que questionou sua posição durante a crise envolvendo o presidente do Senado, José Sarney, quando o petista chegou a anunciar que abandonava a liderança do PT, para depois recuar.
Nada suficiente, porém, para levar a nocaute Geraldo Alckmin, que entrou no palco com a firme disposição de não cometer deslizes e trabalhar ao menos pelo empate.
Ao final, teve seu objetivo conquistado, já que nenhum dos três pode se dizer vencedor num debate cujo tema predominante foi segurança, sem que os candidatos apresentassem propostas consistentes para o problema.
Não faltaram ainda as pitadas nacionais, diante da busca de Mercadante de associar seu nome ao de Lula. Aí reside sua esperança de tentar uma reação nas pesquisas de intenção de voto.
Lula, por sinal, não foi poupado por Alckmin em suas intervenções, adotando uma posição contrária à de José Serra, que evita confrontar diretamente o petista.
Enfim, para quem era o único que tinha mais a perder, Alckmin, mesmo num cenário de empate, pode até ser considerado vitorioso. Nessa toada, corre o risco de terminar a eleição como o tucano mais vitorioso no país.



Presidenciáveis preveem debate tenso hoje

Em queda nas pesquisas, Serra foi aconselhado a se comparar com Dilma; petista se preparou para "pegadinhas"

O debate Folha/UOL será realizado no Tuca, em SP, às 10h30, e vai ser transmitido ao vivo por meio da internet

DE SÃO PAULO

Os três candidatos à frente nas pesquisas de opinião se enfrentam hoje no primeiro debate on-line entre presidenciáveis, promovido pela Folha e pelo UOL a partir das 10h30, em São Paulo.
A expectativa nas campanhas é que o encontro seja tenso, refletindo o momento da campanha após o início do horário eleitoral gratuito.
Com transmissão ao vivo pela internet, o evento terá a participação de Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV).
Foram convidados os presidenciáveis com 10% ou mais das intenções de voto segundo a última pesquisa Datafolha. Por essa regra, o candidato Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), que não pontuou, não participará.
Com apenas três candidatos, o debate Folha/UOL permitirá mais oportunidades de embate direto entre os favoritos à sucessão de Lula.
Nos encontros promovidos pelas emissoras de TV, a Lei Eleitoral impõe a participação de todos os concorrentes cujos partidos têm representação no Congresso.
O debate será no Tuca (teatro da PUC-SP), em São Paulo, às 10h30, onde foi promovido ontem o primeiro debate on-line com candidatos ao governo de São Paulo.

TÁTICAS
Dilma fez uma preparação semelhante à do debate anterior, na TV Bandeirantes. Segundo a coordenação de campanha, o foco é "debater propostas", mas a petista também estará preparada para responder a "pegadinhas" dos adversários.
Como a maior parte das perguntas virá de internautas, o treinamento da candidata focou em temas de interesse de jovens e da vida cotidiana, com muitos números das ações do governo Lula.
Em queda nas pesquisas, Serra foi aconselhado a acentuar a comparação direta com a adversária petista.
Segundo estratégia discutida na noite de ontem, ele deverá explorar a falta de experiência administrativa da petista e ressaltar sua própria experiência. A orientação é que evite demonstrar agressividade ou passar a ideia de desespero após os resultados das últimas pesquisas.
O coordenador da campanha do PV, João Paulo Capobianco, disse que Marina manterá a atitude de não atacar os adversários.
No entanto, aliados recomendaram que ela seja mais incisiva em suas falas, para não ser marginalizada pela polarização entre os dois rivais, como ocorreu na Band.

PERGUNTAS
Organizado em seis blocos, o debate terá, na primeira metade, perguntas entre os candidatos. No quarto e no quinto bloco, internautas farão as perguntas. No último bloco, responderão a questões de jornalistas e farão considerações finais.
A mediação do evento é de Fernando Rodrigues, colunista da Folha e do UOL.
Os jornalistas Josias de Souza (Folha), Renata Lo Prete (Folha) e Rodrigo Flores (UOL) farão perguntas no sexto bloco.
Entre os veículos credenciados a transmitir o debate ao vivo por seus portais na internet estão: e-Band, JC Online (Recife), O Povo (Fortaleza), A Tarde (Bahia), Vírgula (São Paulo), Videolog (Rio de Janeiro), Metropolitana FM (Rio de Janeiro), Portal Imprensa (São Paulo), Congresso em Foco (Brasília), Convergência Digital (Brasília), Última Instância (São Paulo), Jus Navigandi (Teresina) e Blog do Noblat.
A lei impede a transmissão ao vivo do debate em rádio e na televisão.

http://eleicoes.uol.com.br/2010/debate-candidatos-a-presidente/




Aliados de Serra criticam "repeteco" de imagens na TV

Tucanos estudam mover ação contra uso do Palácio da Alvorada em gravações de Lula no programa de Dilma

Líderes petistas elogiam "largada" de Dilma; no PV, colaboradores de Marina condenam foco na questão ambiental

da FSP

A repercussão da estreia dos presidenciáveis na TV foi compatível com a situação de cada um nas pesquisas.
Enquanto os petistas elogiavam o desempenho da líder Dilma Rousseff, aliados de José Serra lamentavam que seu programa tenha repetido cenas inteiras da propaganda partidária veiculada há dois meses pelo PSDB.
À noite, a assessoria de Serra estudava entrar com uma representação contra o PT por causa do uso do Palácio da Alvorada no horário de Dilma. Para o advogado da campanha, Ricardo Penteado, a gravação de cenas com Lula no Alvorada poderia configurar uso de bem público para fins eleitorais.
Os aliados do tucano, porém, se queixaram de que o horário eleitoral reproduziu até piada do velho programa do PSDB -"ainda não descobri genérico para a calvície".
O presidente do partido, Sérgio Guerra, chegou a sugerir aos aliados que só se manifestassem após a exibição do programa da noite.
"Achei o Serra bom. Mas o programa é repetitivo. Ele tem excelente currículo, mas isso não é novidade", comentou o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson (RJ).
Já na véspera da exibição do programa, tucanos sugeriam que a campanha adotasse tom mais incisivo. "Tenho dúvidas quanto à eficácia do bom-mocismo", avalia o senador Álvaro Dias (PR).
Na campanha de Marina Silva, o foco exclusivo na causa ambiental foi condenado até por seus íntimos colaboradores. O PV se queixou da aparição relâmpago de Marina, de quatro segundos.
"Seria um bom programa em 2009 ou 2011, mas nunca no auge da disputa. Agora, é hora de mostrar a figura de Marina e suas qualidades", disse Alfredo Sirkis, do comando da campanha.
Para os verdes, o programa lembrou um vídeo do Greenpeace, e não uma peça eleitoral. "Gerou muita insatisfação. Várias pessoas acharam que ficou monotemático", disse Luciano Zica.
Já para o presidente do PT e coordenador geral da campanha de Dilma, José Eduardo Dutra, o programa dela foi "excelente". "Com emoção e o presidente Lula aparecendo em momentos importantes, sem ofuscar", disse Dutra, para quem o programa do PSDB foi "competente".
Segundo o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), o programa mostrou uma candidata serena e segura. O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares viu no programa "firmeza, sensibilidade, competência".






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