Evaldo Augusto Torres Alves /editor
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Política

Desalento tucano


FERNANDO RODRIGUES da FSP


BRASíLIA - Recebi ontem um e-mail de Carlos Poletto, a quem não conheço, mas que se identificou como um eleitor "paulistano, 27 anos, advogado, tucano e serrista desde sempre". Ninguém sabia ainda que Dilma Rousseff apareceria no Datafolha com 47% contra apenas 30% de José Serra. A petista ganharia com folga hoje, no primeiro turno, a disputa pelo Planalto.
O leitor descreve à perfeição o que se passou com as campanhas dos tucanos nos últimos anos. "O mito Lula e a satanização de FHC/ PSDB se devem, entre outros fatores, obviamente, à covardia de José Serra, em 2002, e de Geraldo Alckmin, em 2006, cujas campanhas desprezaram o legado dos oito anos de tucanato no Planalto".
Para Poletto, o "marketing rasteiro" dos tucanos procura somente "agradar o eleitor" e não "convencer o eleitor". Acusa os candidatos a presidente pelo PSDB de tentarem esquecer o governo FHC, quase como se tivessem vergonha. Algum dia um marqueteiro inventou ser melhor "debater o futuro". Passam um recibo a favor do discurso de Lula e do PT sobre a "herança maldita, do governo das elites".
O eleitor tucano então faz um desabafo com poder de sintetizar o estado de espírito da campanha presidencial do PSDB: "É triste, é sofrível a atual campanha na televisão do candidato José Serra. Repete a mesma fracassada e ridícula campanha de quatro anos [atrás]".
Finaliza: "É implorar para perder a campanha de forma humilhante! (...) É difícil, é muito difícil para um tucano acompanhar essa campanha presidencial, tantos erros óbvios, tanta falha rasteira, tanto amadorismo que, sinceramente, já me convenci em aturar a Dilma por mais quatro anos".
Poletto declara ter intenção de votar em Serra. Ele faz parte dos 30% apurados pelo Datafolha. Mas, com esse ânimo, torna-se evidente a razão de o PSDB ir ladeira abaixo na disputa pelo Planalto. E por que é muito difícil a missão de Serra.

Pecado capital
Serra defende uso da imagem de Lula no seu programa no horário eleitoral

Aparição do presidente ao lado do tucano causou polêmica entre aliados do ex-governador e levou PT a anunciar recurso ao TSE
Julia Duailibi, Ana Paula Scinocca, Liege Albuquerque e Anne Warth,
do Estadão

SÃO PAULO - O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, defendeu ontem a exibição de imagens suas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no horário eleitoral gratuito. "Não sei por que estão se incomodando", reagiu o tucano.

"Só dissemos que eu e Lula somos políticos experientes, é uma verdade. Que nossos nomes têm história, outra verdade. Por último, que eu tenho mais vivência do que Dilma, mais uma verdade indiscutível", afirmou Serra, em entrevista ontem em Manaus (AM), depois de almoço com empresários.

No programa na televisão exibido na noite de quinta-feira, foi mostrada uma imagem de Serra, então governador de São Paulo, ao lado do presidente. A locução da peça dizia que os dois eram "líderes experientes" e "homens de história".

A aparição do presidente no programa tucano alimentou polêmica entre integrantes do PSDB e legendas aliadas, que questionaram a eficácia de colocar a imagem no ar. Mas para o núcleo mais próximo do tucano a exibição atende à estratégia de mostrar que Serra é o candidato do pós-Lula. O alvo, dizem, é a adversária do PT, Dilma Rousseff, e não um presidente muito bem avaliado pela população.

Os testes feitos com eleitores pela campanha tucana também mostraram que as pessoas não teriam achado confusa a aparição de Lula no programa de Serra. Durante cinco segundos, foram exibidas fotografias que, no entender dos estrategistas do partido, mostram que, embora de partidos diferentes, Lula e Serra teriam mais coisas em comum, como história e liderança, do que Lula com Dilma.

Os advogados do PT informaram que entrarão com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o uso das imagens de Lula. Para os petistas, o artigo 54 da Lei Eleitoral vedaria a exibição de Lula no programa.

A lei diz que poderá participar no horário eleitoral gratuito de determinado partido "qualquer cidadão não filiado a outra agremiação partidária ou a partido integrante de outra coligação". De acordo com essa lógica, o presidente Lula, filiado ao PT, não poderia aparecer no programa do PSDB, seu adversário.

Os tucanos questionaram o argumento legal. Informaram que trata-se de uma foto do presidente da República com um então governador. Exibi-las seria diferente de colocar Lula pedindo votos a Serra, o que seria ilegal.

Tropa. Apesar de algumas críticas no bastidor, a tropa de choque serrista saiu publicamente em defesa do programa. O coordenador da campanha, senador Sérgio Guerra (PE), disse que a aparição de Lula reflete a verdade. "Ambos têm trajetória parecida, experiência e liderança comprovada", disse. "Já a candidata Dilma não tem."

Segundo Guerra, a aparição de Lula é "algo momentâneo" e sem a relevância que a imprensa dá. "Essa discussão está mais na cabeça das pessoas iluminadas do que na do povo", minimizou. "Não é um fato de campanha."

Para o deputado Jutahy Júnior (BA), um dos principais aliados de Serra, a cena mostra "civilidade" entre os dois políticos. "Não existe mentira ou ilegalidade na cena. Mostra uma relação civilizada e institucional", disse. "Não tem trucagem nem texto mentiroso."

Sucessor de Serra no Palácio dos Bandeirantes, o governador Alberto Goldman (PSDB) afirmou que o uso das imagens não configura crime eleitoral, pois mostram apenas o presidente ao lado do então governador. "Qual é o mal disso?", questionou, durante a inauguração do campus de Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos.

"A legislação proíbe que alguém vá a alguma apresentação na TV ou em lugar de um outro candidato. Não proíbe a apresentação de fotografia. Isso é o fim do mundo", disse, em referência ao anúncio do presidente do PT, José Eduardo Dutra, de que entrará com representação contra Serra. Sobre as declarações de Dilma, que classificou de patética a tentativa de Serra de associar seu nome ao de Lula, Goldman alfinetou: "Ela é patética."

O senador Cícero Lucena (PSDB-PB) também defendeu o uso da imagem de Lula. "A imagem é para mostrar que vamos olhar o Brasil para frente, que não vamos acabar com os bons projetos feitos. Não vai haver rupturas. Isso é importante para esclarecer o eleitor", defendeu.

Empresários. Serra reuniu ontem cerca de 500 empresários do Amazonas em evento do grupo Lideranças Empresariais (Lide). O candidato fez uma visita à fábrica da Honda, no Distrito Industrial de Manaus. No fim da tarde, houve uma caminhada no centro comercial, na qual Serra foi acompanhado do senador Arthur Virgílio (PSDB).

Durante o almoço, Serra conseguiu aplausos ao defender a perenização do modelo de isenção de tributos da Zona Franca de Manaus. Buscou desmentir boatos no Estado onde o PSDB tem historicamente as piores votações em eleições à Presidência.

"Além desse boato antigo de que sou contra a Zona Franca de Manaus, que só posso repetir que é mentira sempre, hoje vieram dizer que sou contra o Prosamim (programa de saneamento ambiental dos igarapés de Manaus, do governo estadual). Nem sei direito o nome do projeto e não sou contra, meus aliados dizem que é um bom projeto."

Na palestra aos empresários, Serra criticou o aeroporto e o principal porto da região, anunciando que seu projeto de governo inclui obras nesses locais. "A estrutura do aeroporto pode ser considerada indecente, principalmente para uma cidade que vai ser uma das sedes da Copa em 2014", declarou o candidato.

Gabeira

Prestem atenção no FHC

Aí o González entregou o ouro

Setores do PSDB pedem cabeça de marqueteiro de Ser
Setores do PSDB pedem cabeça de marqueteiro de Serra

03 de novembro de 2009 | 17h 40
do Estadão

O PSDB ainda não definiu seu candidato para a corrida eleitoral de 2010, mas ninhos tucanos já começaram a tramar contra Luiz González, marqueteiro de confiança do governador José Serra.

O pré-candidato teria sido cobrado por aliados a dispensar os futuros serviços de seu estrategista, disseram duas altas fontes do partido, caso decida disputar a sucessão.


Há diversos argumentos na mesa contra González, todos eles já verbalizados em conversas com o governador, resistente à ofensiva. Eis os principais: é centralizador, ignora as sugestões de políticos e, o mais grave, "não entende do resto do Brasil". Procurado, ele não quis fazer comentários.

O fato é que González conseguiu elevado índice de sucesso em eleições paulistas. Não conseguiu eleger Geraldo Alckmin presidente em 2006, mas fez as campanhas vitoriosas de Serra ao Senado, à prefeitura de São Paulo e ao governo paulista.

Também coordenou a operação publicitária que elegeu o então desconhecido Gilberto Kassab ao comando da cidade de São Paulo, em 2008. Sua empresa, a agência Lua Branca, detém os contratos dos dois Executivos e um histórico bem-sucedido na relação com o PSDB paulista.

"Numa campanha majoritária, o marqueteiro não é tudo, mas é quase tudo. Não podemos errar", disse o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), aconselhando uma escolha meticulosa.


"A Executiva Nacional e o candidato a presidente precisam escolher um profissional de marketing que entenda de Brasil como um todo, que o discurso feito para o Nordeste seja comum aos discursos do Sul e Sudeste", acrescentou o deputado, envolvido nas discussões sobre a sucessão dentro da legenda.

A insatisfação não é nova, remonta à derrota do partido pelo PT na campanha nacional passada.

"Não ouve ninguém, não entende de Brasil. Há uma insatisfação geral no PSDB. Só o Serra gosta dele", disse um senador tucano sob compromisso do anonimato.

Recentemente, o incômodo transformou-se em pressão por sua saída.

Em uma ruidosa entrevista ao jornal Valor Econômico, González reclamou da desarticulação de políticos tucanos para contra-atacar o governo na disputa presidencial de 2006, citando nominalmente o atual presidente da sigla, senador Sérgio Guerra (PE), na época coordenador-geral da campanha do candidato Geraldo Alckmin, e o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), então no comando do partido e de quem seria suposto desafeto.


FOGO AMIGO

O chamado "fogo amigo" dá-se a um ano das eleições e antes mesmo de o PSDB definir quem será seu candidato em 2010, se o próprio Serra --franco favorito nas pesquisas-- ou o governador de Minas, Aécio Neves.

Enquanto o clima ameaça atingir estado de fervura no flanco oposicionista, o lado adversário se mobiliza de olho em 2010 com desenvoltura. Nela, João Santana, o mesmo que trabalhou na campanha pela reeleição de Lula, já foi escolhido o estrategista da pré-candidata Dilma Rousseff.

O PT ainda acabou de contratar a empresa de Ben Self, o homem que fez a revolucionária campanha de internet para Barack Obama.

"Esta campanha vai ser muito difícil. O objetivo do PSDB não é ganhar São Paulo, é ganhar o Brasil", alertou a deputada Raquel Teixeira (PSDB-GO).

"Gostaria de ter certeza de que o González tem compreensão das diferenças existentes no Brasil", completou.

Já Tasso Jereissati não quis falar da suposta pressão. Ofereceu-se, porém, a dar a receita de um bom marqueteiro: "Tem que ser humilde, aceitar críticas. Tem que conhecer muito bem o Brasil, a psicologia do eleitor, que é muito diferente entre as regiões do país."

"É preciso que ele saiba como trabalhar essas diferenças (regionais) e cobrar barato", completou.

Sobre o valor da campanha, porém, nenhum tucano se aventurou a revelar, nem mesmo em confidência.


(Reportagem adicional de Maria Carolina Marcello)

E aí González? Porque não mostrar Dilma?

Porque aconteceu a revolução de 1964
REVOLUÇÃO DE 64: Para você que esqueceu e para você que não viveu

Enviado por Sheila Faria
do blog: http://blogspelademocracia.blogspot.com

É importante a gente refrescar a memória do cidadão brasileiro sobre um fato marcante na vida política do país - a Revolução de 64.

Da mesma forma, torna-se imperioso narrar alguns fatos aos mais jovens, muitos dos quais, nem nascidos eram.
A Revolução Militar de 64 nasceu de um movimento popular quando mais de 1 milhão de pessoas foram às ruas de São Paulo e do Rio Janeiro para pedir ao Exército brasileiro que impedisse a implantação de um regime comunista no Brasil.
Foi a partir desse evento que Jango Goulart, o presidente à época, foi deposto.
Quem eram as pessoas que queriam implantar o comunismo no Brasil?
São essas mesmas que hoje ocupam o poder no país.
A história conta que os militares ficaram no poder além do limite e daí surgiram grupos de oposição a este regime.
Um grupo, liderado por grandes nomes da nossa politica como Ulysses Guimarães, Trancredo Neves, Zé Serra e outros, lutou pacificamente pela volta da democracia com movimentos como o Diretas Já.

E foram eles que conquistaram e deram início ao processo de redemocratização do país.
Tancredo Neves, avó de Aécio Neves, foi eleito presidente e não chegou a assumir a presidência da República, vindo a falecer.

Em seu lugar, assumiu José Sarney.
O país iniciava a retomada pela liberdade com o pé esquerdo.

E continuou com o pé esquerdo ao eleger Fernando Collor.
Com o seu impechment, Itamar Franco passou a ser o novo presidente do Brasil. E aí sim, o país começou a tomar um novo rumo.
Como ministro da Fazenda do governo Itamar, Fernando Henrique Cardoso, liderou um grupo de economistas e foi implantado o Plano Real, mesmo com a oposição ostensiva do PT.

E o país continuou crescendo com Fernando Henrique Cardoso como presidente, consolidando o Plano Real e promovendo reformas necessárias às garantias para o desenvolvimento e à liberdade.
Em seus oito anos como presidente, FHC transformou o país.
A inflação que vivia números estratosféricos foi domada e passou a refletir índices de primeiro mundo.
O Brasil mudou a partir do governo de Itamar Franco e do governo de Fernando Henrique Cardoso.
O governo Lula nada mais é do que a continuação desses dois governos que os petistas negam a sua existência a todo momento e creditando unicamente a Lula essa nova fase da nossa história.
O outro grupo, formado por muitos dos que hoje ocupam importantes funções no governo Lula, era o mesmo que queria implantar à época o comunismo no nosso país.
E foi esse grupo que enfrentou os militares, com suas táticas de guerrilhas, apoiado pelo ditador Fidel Castro. Esse grupo, matou, sequestrou e roubou bancos.
E não estava lutando pela democracia e sim pelo comunismo.

Por sua participação em várias correntes de guerrilheiros e em atos como o assalto a casa do ex-governador Ademar de Barros, um nome do governo Lula, se destaca dos demais. Trata-se da ex-guerrilheira Dilma Rousseff, ungida por Lula como sua candidata.

Um governo e um partido que celebra a Venezuela do ditador Hugo Chavez; que doa milhões ao governo do ditador Fidel Castro com quem mantém há anos os melhores laços de amizade, sendo Lula, inclusive, fundador do Foro de São Paulo juntamente com o ditador cubano; um partido que tem ligações explícitas com as Farc,
um grupo de guerrilheiros que rouba, mata, sequestra e faz tráfico de drogas; que celebra o governo do ditador Mahmoud Ahmadinejad do Irã; que já tentou inúmeras vezes consolidar passos que nos levariam ao comunismo, como a censura à imprensa.

É esse governo e o partido que a candidata Dilma representa e quer dar continuidade implantando no país um regime que os militares impediram em 1964.
Hoje, eles não usam mais armas.
Usam a fraqueza humana e corrompem o Congresso Nacional para aprovar as medidas para execução de suas intenções.
Exagero
. Não!
Basta ler o plano de governo que a candidata Dilma apresentou ao TSE e depois foi retirado. E ainda, ler a carta que o presidente Lula mandou para o Foro de São Paulo que realiza congresso na Argentina, publicada pelo jornalista Reinaldo Jardim .
A diferença entre 64 e 2010, é que não temos certeza de que os militares estariam dispostos a nos socorrer novamente. Isto quer dizer, que estamos entregues à nossa própria sorte.

E, se tivermos eleições limpas e democráticas, somente com o nosso voto poderemos fazer uma nova revolução.

O que o marqueiro do Serra não mostra

Rapidinhas


Questão sobre a saúde de Dilma precipitou exames

Candidata fez check-up em SP para monitorar linfoma tratado em 2009

Comando da campanha não pretendia divulgar resultados; médicos afirmam que saúde da petista é "excelente"

COLUNISTA DA FOLHA

A pergunta no debate online Folha/UOL sobre a saúde de Dilma Rousseff (PT) -no ano passado, ela descobriu e tratou um linfoma (câncer linfático)- precipitou a realização de exames pela candidata à Presidência. Horas depois do debate, na noite de quarta, Dilma passou por um check-up e exames de rotina para controle da doença.
Segundo a Folha apurou, a campanha havia decidido que Dilma passaria por exames, porque sua saúde era um "tema subterrâneo" que poderia surgir durante a disputa eleitoral. A antecipação ocorreu por causa do questionamento no debate.
Ao final do evento, Dilma afirmou considerar a pergunta "um pouco deselegante".
A intenção também não era divulgar a realização dos exames, mas apenas ter os resultados positivos para o caso de a candidata ser confrontada sobre o tema.
Entretanto, a passagem da candidata do PT pelo Hospital Sírio-Libanês vazou, e decidiu-se pela divulgação da nota médica.

SAÚDE "EXCELENTE"
Segundo a equipe médica, coordenada pelo cardiologista Roberto Kalil Filho, o estado de saúde da candidata é considerado "excelente".
De acordo com protocolos médicos, só se pode falar em cura quando o paciente tem ausência de atividade da doença por mais de cinco anos. Dilma terminou o tratamento em setembro de 2009. No primeiro ano, é aconselhado realizar o controle a cada seis meses.
Seu último exame havia sido em março. O protocolo estabelece que a partir de setembro ela poderá realizar as revisões anualmente.
Mesmo com o tratamento precoce e de primeira linha que Dilma recebeu no ano passado, as chances de recidiva do câncer linfático são de 10% nos próximos anos.
Após esse período, caem para 2%.

(ANA FLOR, CLÁUDIA COLLUCCI e MÔNICA BERGAMO)




Debate presidencial Folha/UOL registra 1,7 milhão de acessos

Transmitido ao vivo na quarta-feira, evento já foi visualizado na internet em 170 países

da FSP

A audiência do debate presidencial promovido pela Folha e pelo UOL na quarta-feira não para de crescer, já que o vídeo continua disponível na internet.
Até as 15h30 de ontem, o vídeo do primeiro debate on-line entre presidenciáveis do Brasil foi visto 1.748.621 vezes. O número é cerca de 23% maior do que o relativo apenas à transmissão ao vivo.
A repercussão do debate também aumentou no exterior. Ao longo da quarta-feira, a Folha.com registrou acessos de 170 países diferentes -eram 127 até a tarde do dia 18.
Depois do Brasil, os países que mais deram audiência ao debate Folha/UOL foram EUA, Portugal, Japão, Alemanha e Reino Unido.
No dia da transmissão do debate presidencial, o site UOL Notícias teve uma audiência 569% maior que a média diária e 70,6% maior do que o recorde histórico anterior, que havia sido durante a cobertura do julgamento do casal Nardoni.
O confronto que reuniu Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) foi acompanhado por 190 jornalistas que estiveram no Tuca (teatro da PUC-SP), além daqueles que assistiram ao debate pela internet.
Mais de 80 sites fizeram a transmissão simultânea do vídeo ao vivo. No Twitter, o evento chegou a liderar a lista de assuntos mais comentados no mundo e, durante o debate, esteve entre os temas mais citados na rede social.




Uso de imagem de Lula incomoda tucanos

Exibição de presidente com Serra na TV irrita parte do PDSB e preocupa outra parcela

da FSP

O uso de imagens do presidente Lula na propaganda de José Serra incomodou parcela do PSDB e causou preocupação em outra fatia do partido.
A exibição de fotos de Lula ao lado de Serra contrariou uma ala do partido. Entre eles, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que já vinha se queixando da comunicação da campanha.
Embora tenha sido informado da estratégia, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), evitou comentar. "Prefiro não opinar agora. A ideia é dizer que o Lula vai e agora o melhor é Serra".
O presidente do DEM, Rodrigo Maia, não quis se manifestar sobre a eficácia do programa.
"A estratégia do Gonzalez, pelo visto, é dizer que a Dilma não é o Lula. Imagino que eles estejam amparados por pesquisas. Vamos ver".
O governador Alberto Goldman elogiou o programa e disse que a fotografia retrata a história, um fato: "Serra tem história com Lula, mais do que a Dilma.Não estão na mesma canoa eleitoral. Mas é a História".
Um dos articuladores de Serra, Jutahy Magalhães (BA) disse que era "necessário" exibir a imagem, para mostrar "que os dois têm um relacionamento civilizado, respeitoso e institucional




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