Evaldo Augusto Torres Alves /editor
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Política

Rapidinhas


Serra diz que fuga de debates é 'física e de ideias'

CAROLINA FREITAS
do Estadão

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, disse hoje ver uma "fuga do debate" na disputa eleitoral deste ano. Em uma referência indireta à sua adversária Dilma Rousseff, do PT, o tucano afirmou: "Há uma fuga do debate não apenas física, mas também de ideias." Dilma tem recusado convites para debates em veículos de comunicação.

Segundo Serra, está "difícil" debater temas de governo. "Não se debatem temas. Hoje tem um mecanismo que é uma central de boatos, que espalha coisas, e uma atitude de ofendido quando você diz alguma coisa que todo mundo sabe que é verdade", afirmou, após ser sabatinado na Rede Record, em São Paulo.

Serra voltou a classificar-se como um político de esquerda, em resposta a petistas que o chamaram de integrante da "direita troglodita". "Uma coisa é certa: quem se acha de esquerda tem de ser defensor irrestrito dos direitos humanos. Eu não teria confiado no Ahmadinejad", disse, em referência ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que recebeu apoio do governo brasileiro diante da comunidade internacional.

Apesar da polêmica em torno do rótulo de "direita", Serra disse não se incomodar com ele. "Não incomoda nem ''desincomoda''. É apenas gente que não tem o que dizer, é de direita e inventa factoides." O tucano lembrou ainda dos componentes do que tem chamado de "tripé maldito" da economia para distinguir a direita e a esquerda. "Defender o maior juro real do mundo não é ser de esquerda, defender a menor taxa de investimento governamental do mundo não é ser de esquerda, defender a maior carga tributária do mundo em desenvolvimento também não é ser de esquerda."


Sem-terra

Crítico do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Serra disse que em um eventual governo tucano faria novos assentamentos e atuaria para aumentar a produtividade dos que já existem. "Hoje você tem muitos assentamentos cujos proprietários vivem de cesta básica." Questionado sobre como trataria o MST caso se eleja presidente, o candidato respondeu: "Como um movimento político que tem toda a liberdade para expor suas ideias e para se organizar. Agora, eu não vou subsidiar com recurso dos contribuintes, como é feito hoje."



ELIANE CANTANHÊDE
da FSP

Força e desequilíbrio

BRASÍLIA - Álvaro Uribe passa o governo da Colômbia no próximo dia 7 para seu sucessor, Juan Manuel Santos, e esperou os últimos dias de mandato para dizer ao presidente Lula poucas e boas engasgadas na sua garganta contra a posição enviesada do Brasil no conflito entre Colômbia e Venezuela, entre Uribe e Hugo Chávez, entre direita e esquerda do continente.
Ao tentar minimizar a crise entre os dois países, Lula a reduziu a um "conflito verbal". Uribe reagiu "deplorando" essa posição, pois o que conta é "a ameaça que a presença de terroristas das Farc representa para a Colômbia e o continente".
Foi uma cacetada no Brasil, que toma partido no conflito, a ponto de Lula falar com Chávez e não com Uribe quando, de um lado, a Colômbia mostrou o que seriam provas documentais de que a Venezuela abriga narcoguerrilheiros colombianos e, de outro, a Venezuela rompeu relações com o vizinho.
Ok. A Colômbia é dependente dos EUA, botou tropas americanas dentro do continente e acobertou paramilitares criminosos. Mas a Venezuela não é uma maravilha nos quesitos democracia, economia e área social. O governo Lula deveria ter sido mais equilibrado e menos ideológico na relação com duas nações vizinhas e amigas do Brasil.
Venezuela e Colômbia têm uma fronteira de 2.200 quilômetros, e o comércio bilateral é decisivo para ambas. Exemplo: o segundo destino das exportações colombianas é a Venezuela, só atrás dos EUA. Com o bloqueio comercial, o total de vendas caiu de cerca de US$ 8 bilhões em 2008 para a expectativa de apenas US$ 2 bilhões no final deste ano. Assim, o desemprego na Colômbia bate em 14%.
Venezuela e Colômbia têm uma dependência mútua, como Santos, o presidente eleito, compreende bem. Basta empurrar um para o outro, o que o Brasil tem força de sobra para fazer. Ou teria, se não tivesse optado por um dos lados e desperdiçado toda essa força



FERNANDO DE BARROS E SILVA
da FSP

Educação e demagogia

SÃO PAULO - O candidato petista ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, precisa esclarecer melhor suas propostas para a educação: se eleito, pretende ou não acabar com o sistema de progressão continuada no ensino público?
Na sabatina realizada pela Folha, o senador foi enfático: "Vamos acabar imediatamente com a aprovação automática. Vai ter avaliação". Questionado se isso significava o fim da progressão continuada (que não reprova o aluno ano a ano, mas ao final de um ciclo), tergiversou: "Avaliar não é para reprovar. O que acontece na aprovação automática? Você finge que não reprovou, mas a vida vai reprovar". A frase de efeito é boa, mas a pergunta ficou sem resposta.
Quem implantou o sistema de progressão continuada em São Paulo foi o educador Paulo Freire, insuspeito de "tucanismo", quando secretário de Luiza Erundina. Mário Covas adotou o modelo no Estado em 1995. O desafio daquela época era, fundamentalmente, colocar (e manter) a criança na escola. As taxas de repetência e de evasão escolar eram alarmantes.
Hoje, ao menos no ensino fundamental, as crianças estão na escola. O que é um avanço. Mas a escola é ruim e as crianças aprendem pouco. O que é um problema sério. Os tucanos, há 16 anos no poder, têm óbvia responsabilidade sobre isso.
A "culpa", no entanto, não é da progressão continuada. Reprovar mais não é sinônimo de elevar o nível do ensino. Pode, dizem especialistas, significar o contrário. Estudos mostram que o aluno repetente aprende menos, e não mais que seus colegas; que a reprovação pode ser fator de "deseducação", além de estímulo à exclusão social.
Cerca de 85% dos alunos do ensino fundamental e médio do Estado (mais de 4 milhões de pessoas) estão na rede pública. A escola privada (o nosso mundinho de elite) forma 15% dos jovens. O desafio é imenso. Menos empáfia tucana e menos demagogia petista seriam um bom ponto de partida para SP.



Aécio e Anastasia escondem Serra em material de campanha

RODRIGO VIZEU
da FSP

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, tem aparecido de forma tímida no material de campanha do ex-governador Aécio Neves e do governador Antonio Anastasia, seus aliados tucanos em Minas Gerais.
A reportagem pediu cartazes, adesivos e santinhos em quatro comitês da campanha de Anastasia em Belo Horizonte. Em três deles, nada existia com a foto de Serra.
No último deles, só após pedido específico de algo com o candidato presidencial, foram entregues adesivos com o rosto de Serra -acompanhado apenas dos nomes dos tucanos mineiros.
Além do "Serra solitário", único material obtido com a imagem do candidato, foram pegos outros dez modelos diferentes da campanha de Anastasia. Apenas cinco deles tinham Serra, mas só o nome dele nos cantos e em tamanho reduzido.
Os materiais mais populares nas ruas de BH são os adesivos só com Anastasia, candidato à reeleição, ou dele acompanhado apenas de Aécio e Itamar Franco (PPS), candidatos ao Senado.

DILMA
A situação contrasta com a farta exposição de Dilma Rousseff (PT) no material de campanha de Hélio Costa (PMDB) ao governo mineiro.
No comitê do peemedebista, a reportagem obteve seis tipos de impressos, todos com referências a Dilma -quatro deles com a imagem da petista acompanhada de seus aliados mineiros. Há ainda distribuição de material produzido pela campanha nacional do PT.
Anteontem, em visita a BH, Serra disse não considerar "grave" sua menor exposição. "É uma coisa que se corrige com enorme facilidade", disse. Ele disse ver "pleno empenho" de Aécio em sua campanha presidencial.
A campanha de Aécio e Anastasia informou que produz até 20% do material sem Serra para atender aos partidos da coligação que não apoiam o tucano para presidente, como PR, PDT e PSB.






Comentários:
por: Ex-Blog do Cesar Maia
CRÍTICAS DE DOUTOR EM ESTATÍSTICA AO MÉTODO DO IBOPE! (CONSULTOR DO EX-BLOG)!

Referência: Último Registro de Pesquisa do Ibope no Amapá. Veja.

1. "Há um erro gigantesco. Pode-se ler claramente que a pesquisa é feita de acordo com sorteios PPT. ATÉ O ÚLTIMO ESTÁGIO. O que isso significa? Que um setor censitário, ou cidade, ou qualquer região é selecionada de forma proporcional ao número de eleitores. O que é CORRETO. Porém, uma vez feita essa seleção, no último estágio a pesquisa NÃO PODE SER mais PPT (proporcional, como eles escrevem lá!), pois isso gera um erro incrível.

2. Veja um exemplo simples. Vamos supor uma localidade com apenas três setores. A=1000 eleitores \ B=2000 eleitores \ C=3000 eleitores. Vamos sortear um deles. A com probabilidade 1000/6000; B com probabilidade 2000/6000 e C com probabilidade 3000/6000. Perfeito.

3. Porém, se você faz a amostra agora, ainda PPT, vai cometer um erro incrível. Se fizer PPT numa amostra de tamanho 600, você deve ter 100 entrevistas em A; 200 em B e 300 em C, correto? Então qual a probabilidade REAL de uma pessoa em A ser selecionada? Simples: (amostra em A) x (Probab. de A) = 100/1000 X 1000/6000 = 100/6000. Correto? E qual seria a probabilidade de uma pessoa de B ser selecionada? Simples também: (amostra de B) X PPT de B = 200/2000 X 2000/6000 = 200/6000. Ou seja, O DOBRO que para o indivíduo de A. Da mesma forma, para o setor C, a probabilidade de um indivíduo ser selecionado é o TRIPLO: 300/3000 X 3000/6000 = 300/6000.

4. A quem privilegia esse método? Aquele candidato que tiver maior apoio nos estratos de maior tamanho da sociedade, que é a classe mais pobre.

5. Esse é um erro comum, mas que pode ser corrigido quando se faz amostras IGUAIS no último estágio. Veja, se as amostras são, por exemplo, de tamanho 200 em cada setor (A, B ou C), as probabilidades não se alteram: em A: 200/1000 X 1000/6000 = 200/6000 \ em B: 200/2000 X 2000/6000 = 200/6000 \ e em C: 200/3000 X 3000/6000 = 200/6000. Ou seja, a mesma probabilidade de seleção DE UM INDIVÍDUO, independente do setor a que pertença!"

por: helena
Painel da Folha

O valor recolhido pelas candidaturas de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) no primeiro mês oficial de campanha deverá ficar próximo de 10% do que as duas legendas estabeleceram como previsão de gasto em toda a eleição. Dirigentes da campanha petista afirmaram ontem que havia entrado R$ 12 milhões em seus cofres, com promessa de mais R$ 2 milhões para hoje, data em que fecham a contabilidade a ser apresentada à Justiça Eleitoral.
Já responsáveis pela arrecadação tucana dizem ter obtido cerca de R$ 15 milhões em doações, embora a meta seja de R$ 20 milhões. A divulgação oficial na internet é obrigatória e ocorrerá na próxima sexta-feira.
por: Paulo Renato
O Secretário da Educação de São Paulo, Paulo Renato, lamentou a ingratidão do assessor presidencial Marco Aurélio por se dirigir a Serra de forma desrespeitosa, esquecendo-se que foi Serra " que o livrou da prisão no Chile." À época, Paulo Renato residia no Chile e por isto deu o seu testemunho de como José Serra atuou para evitar que Marco Aurélio fosse preso pela ditadura chilena, que estava sendo instalada.



" Fui chamado por Serra na sede da Flacso (Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais) quando encontrei Marco Aurélio, sua esposa já falecida, Elizabeth Souza Lobo e seu filho León. A ordem de Serra era livrá-lo da prisão. Falo isso não para Serra e eu termos louros, mas apenas para mostrar que Marco Aurélio deveria ter, no mínimo, o dever de solidariedade."
por: Mara Montezuma Assaf


Os políticos e a militância petista até esqueceram de descer suas costumeiras bordoadas em Serra, focando mais suas farpas no Índio que, usando sua arma valente de guerra, uma borduna verbal , trouxe à luz do noticiário as antigas e sólidas ligações do PT com as Farc , e justo no momento em que este grupo guerrilheiro e terrorista - que só se mantem vivo através do narcotráfico e dos afagos de Hugo Chavez - é o centro de um crise série entre Venezuela e Colombia. Índio da Costa...você veio melhor do que a encomenda. Seu senso de oportunidade foi perfeito! Resta agora ver se a política do abafa-abafa não vai conseguir encobrir o "amor bandido" que existe entre PT e Farc.

Mara Montezuma Assaf
por: ANSELMO FERNANDO GRECCO
Beiram o ridículo os comentários dos leitores do Estado com relação à dita "censura" que o jornal estaria sofrendo. Proclamam-no como baluarte da honestidade e da seriedade jornalística. Evidente que isso não é verdade, o Estado tem uma história de apoio a regimes nada democráticos, vide seu posicionamento político no golpe de 64, etc. E outra, se o Estado fosse realmente censurado, não veríamos em suas páginas diárias reportagens tendenciosas, distorcidas e até mentirosas sobre o atual governo petista. Tudo, evidentemente, para tentar eleger o já derrotado tucano José Serra. Recomendo ao Estado um pouco mais de honestidade e menos demagogia. Idem para seus leitores.


por: JOSE MENDES
Tenho visto alguém reclamando com certa insistência que este Fórum democrata é parcial e somente publica ofensas aos petistas Lula e Dilma e particularmente contra o PT. Não concordo, somente entendo que os simpatizantes do PT não são adeptos da leitura e, consequentemente, poucos escrevem, talvez por problemas relacionados a cultura. Mas quando passei por este problema em outro grande jornal de São Paulo, simplesmente deixei de ler e escrever para este referido jornal, que usa o espaço dos leitores para textos dos srs. José Dirceu, Sarney, Collor e muitos outros de uma extensa lista.

por: Victor Germano Pereira
Hugo Chávez criou um centro de análise que poderá proibir a divulgação de informações sobre qualquer tema. O presidente venezuelano está alcançando com isso o ideal dos sistemas marxista-leninistas, onde só se permite que a imprensa divulgue as informações que são a favor do sistema. Neste ano eleitoral, devemos lembrar que o governo Lula já tentou por duas vezes criar o embrião de órgãos governamentais semelhantes no nosso país e censura há quase um ano o Estadão no caso da Operação Barrica da Polícia Federal, que trata de irregularidades cometidas pelo empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney, coincidentemente grande aliado político de Lula.

por: EDUARDO GONSALES DE ÁVILA
Chega de censura ao Estadão. Em certas ocasiões é mais do que válida a desobediência civil. Qualquer juiz salomônico sabe identificar crimes famélicos e contemplá-los com sábias decisões. Nesta acho que quem erra é o Estadão, ao não publicar o que deve ser informado ao seu leitor. Em nome do direito de ser informado, clamo em alto e bom som: estamos na escuridão, temos fome de informação. Há que ousar, deitado em glórias pretéritas, falta bravura na atualidade em não se publicar tudo o que deve e precisa ser publicado. Quando a Justiça tarda, ela é falha. Por que, então, dar ouvidos a esse ritual paquidérmico e lento, que deixa ao relento os ideais de uma nação? Basta de censura ao Estadão. O melhor detergente é a claridade do dia, a livre e clara expressão, o relato dos fatos, função de um bom jornal, por isso ainda creio que o Estadão não nos deixará na escuridão. Não tiro boas lições disto, fico pasmo diante de tanta imperfeição. A lentidão de deci sões ao clamar de uma nação. A forma como tratam a fome de ser bem informado.

por: Maurício Lima
Muitos leitores criticaram o Felipe Massa por ter ele acatado a ordem da direção da escuderia com a qual ele tem contrato profissional. O que poderemos dizer, então, do sr. Ciro Gomes, que ameaçou botar a boca no trombone, ficar afastado da campanha e, mesmo não tendo contrato com quem só o destratou e o enxotou da corrida presidencial, volta agora com o rabinho no meio das pernas para fazer campanha da candidata do Lula, dizendo-se ser uma pessoa disciplinada?


por: Leila E. Leitão
Ciro Gomes passará pra história (com minúscula mesmo) como o maior vira-casaca da política nordestina. Muda tanto de lado que mais parece biruta de aeroporto.


por: Doca Ramos Mello

Ciro Gomes, Ciro Gomes, quem não te conhece que te compre... Afinal, acrescenta seu óleo particular à maionese da chefia, assegurando assim a vaguinha planejada ao lado de sua mais nova amiga da infância, ''a batalhadora'', de sorte que fica o dito pelo benedito e toque-se o barco da verborragia com fins pessoais lucrativos. Pensando bem, até que rendeu a mudança de domicílio eleitoral, hein?

por: Izabel Avallone
Dispensado do oficio de técnico da seleção argentina, Maradona não tem do que se queixar. Poderá ser o técnico da Venezuela. Afinal, o seu amigo boquirroto Hugo Chávez deve mandar inclusive na seleção do país.

Izabel Avallone
por: Silvio Natal
Em entrevista à rede BBC, o chanceler Celso Amorim respondeu às críticas dirigidas à política externa (sic) brasileira por querer mediar conflitos ancestrais, a milhares de quilômetros, deixando em segundo plano os confrontos regionais, como é o caso do atual contencioso entre Bogotá e Caracas. A esse propósito, asseverou: "(as pessoas) não conseguem compreender que - sem nenhum exagero - o Brasil tem um tamanho e uma grandeza no cenário internacional...", e acrescentou: "Uma coisa não interfere na outra. Pelo contrário, o prestígio internacional do Brasil nos ajuda também a trabalhar na região". Fico imaginando qual "prestígio" seria esse que Amorim atribui à política externa brasileira, já que sua própria visita (de 3 dias) a Israel e aos territórios palestinos não ganhou destaque algum na imprensa local. Suas palavras, deveras, não correspondem aos fatos. Pelo contrário: circula no Youtube um vídeo israelense ridicularizando Lulla e sua ami zade com o tirano Mahmoud Ahmadinejad, do Irã - aquele mesmo que nega o Holocausto, trabalha pela bomba-A e sonha em "riscar Israel do mapa". Se é "esse" o prestígio de Lulla no Oriente Médio, melhor não é sua influência na A. Latina, onde levou a breca com a Bolívia (Petrobrás), Argentina (Mercosul), Paraguai (Itaipu) e, recentemente, em Honduras (Zelaia). De outra sorte, a desconfiança da Colômbia em relação ao seu governo "limita a capacidade de mediação do Brasil na atual crise entre Bogotá e Carácas" (Estado, 28/7 - A14). Como "pá-de-cal", há dias Raul Castro selou acordo com a Espanha para acolhimento, pelo governo Zapatero, de dissidentes políticos cubanos - os mesmos a que Lulla equiparou, faz pouco, a delinquentes ''comuns''... Deveras, fica difícil o Brasil se afirmar diplomaticamente como país confiável, se, mesmo sendo Lulla íntimo do ditador cubano, ainda assim é preciso que a Espanha, um pais europeu, interceda, humanitar iamente, pelos que apodrecem nas masmorras da ilha caribenha. Com essas "credenciais", que prestígio, afinal, vê Amorim em nossa atual diplomacia?

por: A. Fernandes
Os ''olhos pequenos dos críticos'', como disse "noço shansseller", são mais que suficientes
para - sem lupa! - enxergarem os gigantescos sucessos da diplomacia lullopetista.

por: Humberto de Luna Freire Filho
O governo cubano, através de seu dirigente de plantão, Raúl Castro, acaba de selar acordo com o governo espanhol para que esse país acolha os dissidentes cubanos recentementes libertados das masmorras caribenhas. A Espanha é um país europeu, está do outro lado do Atlântico. Pergunto ao grande Celso Amorim; onde está o prestígio da tão propalada democracia brasileira? O sr. Luiz Inácio Lula da Silva, se os recebesse, iria colocá-los junto com Fernandinho Beira-Mar e Marcola? Afinal, eles não são dirigentes das Farc, não têm direito a empregos públicos, seriam uns coitados sem regalias. Em suma, não é esse tipo ideológico que dona Dilma gosta de pôr sob suas asas.

por: José Francisco Peres França
O chanceler Celso Amorim é o garoto-propaganda do terrorismo internacional e pensou que Israel fosse uma Honduras. Mais uma vez foi ridicularizado, ao ser impedido de entrar em Gaza. Já foi repelido por árabes e judeus, esse senhor deve ser masoquista ou messiânico.

por: Mara Montezuma Assaf
Eu não tenho culpa se os petistas dizem as coisas de forma precipitada, dando-nos mais munição para que contra-argumentemos. Vejam só:
André Vargas, coordenador de campanha da Dilma, soltou esta preciosidade no Tweeter: ''Não temos ligação (com as Farc). Se tivéssemos ligação com as Farc , o Índio e sua tribo estariam sequestrados ou mortos...'' Maravilha, afinal ele reconhece os métodos dos terroristas das Farc, organização da guerrilha colombiana que foi partícipe da fundação do Foro de São Paulo junto com Lula, Fidel e outros. Acontece que os prefeitos Toninho do PT e Celso Daniel levaram um cala-a-boca definitivo e nunca explicado, bem nos moldes da guerrilha. Tudo porque, supostamente, ambos estavam revoltados com os métodos petistas para levantar dinheiro para o caixa de campanha...
Ainda bem que a Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo está tratando do caso Celso Daniel como um dos mais importantes da esfera criminal. E deve alegar que o assassinato do ex-prefeito teve, sim, motivação política. Mesmo porque Bruno Daniel (irmão de Celso), esposa e filhos vivem exilados por terem sofrido ameaças contra sua vida pelo simples motivo de Bruno pretender uma investigação mais honesta sobre a morte de Celso. Então é assim: o regime militar acabou, mas a perseguição política, não. E o PT não tem ligação com as Farc... Tá bom!

por: Beatriz Campos
André Vargas, coordenador de campanha de Dilma, no Tweeter: ''Não temos ligação. Se tivéssemos ligação com as Farc, o Índio e sua tribo estariam seqüestrados ou mortos...''. Se elucubrações fossem válidas, poderíamos também dizer que se Dillma e sua tribo tivessem ganhado dos militares 40 anos atrás, nós, que não combinamos com esse partido e queríamos democracia plena, com certeza estaríamos sequestrados ou mortos. E como acontece em Cuba até hoje, jamais teríamos acesso à internet para ler uma sandice dessas!


por: Paulo Panossian
O jogo que poderia se configurar como um dos melhores do ano não passou de uma grande farsa futebolística, pela péssima e amedrontada atuação do São Paulo contra o Internacional, pela semifinal da Libertadores.
O Tricolor do Morumbi se apequenou dentro do Olímpico, demonstrando que algo de errado acontece fora das quatro linhas. Além do mais, o técnico Ricardo Gomes, apático e sem leitura correta do andamento da partida, fez substituições tardias e equivocadas.
O elenco é um dos melhores do País, mas o brio profissional é desolador. Mesmo ganhando o próximo jogo, que duvido, não será suficiente para esconder a falta de comando nas hostes tricolores...

Paulo Panossian
por: Ronaldo Parisi
Há algo de podre no reino tricolor. O condenado técnico acusa seu exército de recuo, em erro tático. Parece que ninguém se entende, o combinado não acontece por falta de ação, de direção e, sabe-se lá, afinal, por incompetência generalizada.
De longa data a torcida não vê sombra daquele time habituado a jogar bem, bonito e, pasme-se, vencer! Se faltam força física, empenho, melhor treinamento e melhores talentos, a brincadeira foi levada longe demais e, neste caso, todos são igualmente culpados pelo fracasso.


por: Mara Montezuma Assaf


Os políticos e a militância petista até esqueceram de descer suas costumeiras bordoadas em Serra, focando mais suas farpas no Índio que, usando sua arma valente de guerra, uma borduna verbal , trouxe à luz do noticiário as antigas e sólidas ligações do PT com as Farc , e justo no momento em que este grupo guerrilheiro e terrorista - que só se mantem vivo através do narcotráfico e dos afagos de Hugo Chavez - é o centro de um crise séria entre Venezuela e Colombia. Índio da Costa...você veio melhor do que a encomenda. Seu senso de oportunidade foi perfeito! Resta agora ver se a política do abafa-abafa não vai conseguir encobrir o "amor bandido" que existe entre PT e Farc.

por: Panayotis Poulis
O Neymar deve estar achando que é o rei da cocada preta. Tem muito a aprender para bater pênalti com cavadinha. Não é assim de uma hora para outra, não. Já perdeu outro por excesso na paradinha. Já está se saindo um presepeiro. Está na hora de alguém chegar para ele e mandar baixar a bola. Um puxão de orelha seria bem dado.

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