Evaldo Augusto Torres Alves /editor
Home | Contato  
Política

Controle de qualidade
Controle de qualidade


Dora Kramer
do Estadão

Todo o mundo fala de ficha limpa, ficha suja, a vida pregressa dos candidatos a deputado e senador caiu na boca do público e no momento está nas mãos dos tribunais regionais eleitorais decidir sobre o destino de cerca de 3 mil pedidos de impugnação.

Em seguida será a vez de o Tribunal Superior Eleitoral examinar os recursos e logo o Supremo Tribunal Federal será chamado a se pronunciar sobre a constitucionalidade da lei de iniciativa popular aprovada pelo Congresso em maio, impondo como pré-requisito de elegibilidade a inexistência de sentenças condenatórias por tribunais.

Quem em algum momento renunciou a mandato eletivo para escapar das punições legais e, assim, preservar os direitos políticos também fica inelegível.

Uma mudança e tanto nos meios e nos modos da política.

Se a lei for considerada constitucional – e tudo leva a crer que será, pois dos 11 [ministros do STF] 4 já se pronunciaram a favor –, o Brasil terá dado início a uma reforma “de base” na política. Ou seja, de dentro para fora [do Congresso] e de baixo para cima.

Ainda que a Justiça venha a demorar, o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, já alertou para a possibilidade de alguns perderem tempo e dinheiro insistindo em concorrer, pois mesmo eleitos os irregulares poderiam ficar sem os mandatos.

Não se trata de algo trivial, bem como não é corriqueira a mobilização de organizações não governamentais e de entidades civis, como a Ordem dos Advogados e associações de magistrados na vigilância aos pretendentes a representantes populares no Poder Legislativo.

É o controle de qualidade possível.

A partir dele pode começar a acontecer uma transformação até de mentalidade. Firma-se o princípio de que gente suspeita não pode representar a população na Câmara e no Senado.

Há um consenso de que o eleitor deve fazer a sua parte na hora da escolha do candidato. É verdade, mas de qual eleitor falamos?

Por enquanto daquele bem informado, engajado e que acompanhou os lances da aprovação da lei.

O chamado “público em geral” é despertado para os temas que estão na pauta das candidaturas presidenciais, elas é que puxam o debate.

Só que os candidatos a presidente da República não parecem preocupados com isso.

Em tese deveriam ser eles os maiores interessados no assunto Congresso, já que um deles será eleito e terá como primeiro desafio firmar uma posição sobre a relação do Legislativo com o Executivo, há muito torta, promíscua, desarticulada, não republicana, pois há submissão e, portanto, subversão do princípio do equilíbrio entre os poderes.

Mas passam ao largo dessa agenda. É de se perguntar se para eles as coisas estão bem assim ou se não pensam que um Parlamento melhor é possível.

Obreiro

Ciro Gomes anunciou que vai apoiar Dilma Rousseff porque essa é a decisão do seu partido, o PSB. Quando desistiu da candidatura à Presidência da República o fez em atendimento a uma decisão do partido. Contra a vontade.

Em cena

É a quinta vez que o venezuelano Hugo Chávez ameaça cortar a venda de petróleo para os Estados Unidos. Agora – careca de saber que isso não acontecerá – diz que cortará se a Colômbia atacar a Venezuela por influência dos EUA.

Exige gestos amistosos por parte do novo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, cansado de saber que é exatamente isso que ocorrerá em seguida à posse, em 7 de agosto.

Apostas

Palpita o meio diplomático: se Dilma Rousseff ganhar a eleição, o ministro das Relações Exteriores será o embaixador Antonio Patriota; se o presidente eleito for José Serra, o embaixador Sérgio Amaral comandará o Itamaraty

Comentários:
por: Ex-Blog do Cesar Maia
O PRINCÍPIO "PEPA": PRIMEIRO AS PESSOAS, DEPOIS OS PAPÉIS!

Enrique Sueiro, doutor em Comunicação Biomédica da Universidad de Navarra e consultor de Comunicación Interna. El País (23).

1. Cerca de 60% dos problemas empresariais são resultantes de uma comunicação ruim, segundo Peter Drucker. Se juntarmos a isso as “patologias nas organizações” descritas por Javier Fernández Aguado, é fácil concluir sobre a utilidade das terapias de comunicação para essas doenças. De certa forma, as empresas são como as pessoas: elas pensam, sentem, se iludem, crescem, ficam doentes e, se não são curadas, morrem. O mal não é ter problemas – quem não tem? - mas não solucioná-los.

2. Nossos gestores têm que melhorar a informação transmitida no seio de suas organizações. Um check-up tão sui generis nas empresas deve começar com a comunicação interna que, seguindo a analogia humana, é como a intimidade das instituições. Com a comunicação interna as organizações dinamizam ou infectam seu ambiente interno, sua alma corporativa. Negligenciar-se por dentro, não dar atenção a comunicação interna, pode provocar uma infecção que leve a novas doenças e agravem outras já em andamento.

3. Com a premissa de que a comunicação começa através da escuta e requer abertura de espírito, para o tratamento podem ser úteis algumas linhas de pensamento e ação que desenvolvi: o Princípio PePa (primeiro as pessoas, em seguida os papéis), de 80/20 de ouvir / falar com uma gestão eficaz das percepções; as 11 palavras-chave (dizer o que se faz e fazer o que se diz); a Fórmula 3C (comunicação + coerência= confiança) e a Oxigenante referência de corrigir (comete sempre novos erros).

4. O líder do passado sabia falar, o do futuro sustenta sua eloqüência na escuta empática, que exige altas doses de paixão por pessoas e compromisso com a realidade. Essa atitude provoca efeitos terapêuticos pelo próprio fato: para a equipe (motivação por saber-se e sentir-se ouvido e provavelmente compreendido), para a organização (detecção de problemas que, se ignorados, não poderiam ser resolvidos), e para o líder (crescente e contagioso prestígio interno). A melhor comunicação não conserta a pior realidade, mas pode mudar sua percepção. Esta opção de manipular, tão antiga quanto a humanidade, é uma possibilidade tentadora muito eficaz em ambientes medíocres, endogâmicos e autocomplacentes. Como salta aos olhos e aos ouvidos, quase ninguém reconhece estes tumores em suas organizações.

5. Na comunicação, tão importante como a bússola é o relógio. Além disso, a sensibilidade. O importante aqui não é chegar, mas fazê-lo a tempo. A gravidade deste atraso quase sempre deixa seqüelas e, às vezes, é progressiva ou fulminante. Trata-se de praticar o que podemos chamar de comunicação preventiva. Prever o previsível e contar o contável ajuda a caminhar na comunicação diretiva correta, ao mesmo tempo em que facilita a transição do KO ao OK em situações de crise. Enviar mensagens, editar boletins, permitir caixas de mensagens, agendar reuniões e participar de todas as redes sociais podem ter resultados estéreis como ferramentas se não servem para identificar o que as pessoas querem saber, necessitam saber e devem saber.
por: helena
Painel da Folha


Às claras 1 O PMDB da Bahia aprovou resolução cobrando fidelidade dos filiados à candidatura de Geddel Vieira Lima ao governo. O texto diz que "é expressamente vedado o apoio, ainda que indireto", a outros candidatos, sob pena de expulsão. No caso de "filiados infiéis eleitos para cargo executivo ou legislativo", a ameaça é que eles terão seus mandatos "imediatamente reivindicados" na Justiça Eleitoral.

Às claras 2 A resolução visa cortar pela raiz qualquer tentativa de debandada do barco de Geddel, hoje em terceiro lugar nas pesquisas.
por: J. S. DECOL
O Estado completará a inacreditável marca de um ano sob censura. Um triste e lamentável retrocesso na consolidação da democracia, defendida com todas as letras por um jornal de conduta transparente no noticiário do dia a dia há 135 anos. Uma vergonhosa nódoa que macula o renascer do direito de informar com liberdade o que se passa na frente e atrás das cortinas da política do País. Mordaça que cala (por ora), mas não dobra a verdade nua e crua. Censura nunca mais!

nome:

email: