Meu Erro
Os Paralamas do Sucesso
Composição: Herbert Vianna
Eu quis dizer
Você não quis escutar
Agora não peça
Não me faça promessas...
Eu não quero te ver
Nem quero acreditar
Que vai ser diferente
Que tudo mudou...
Você diz não saber
O que houve de errado
E o meu erro foi crer
Que estar ao seu lado
Bastaria!
Ah! Meu Deus!
Era tudo o que eu queria
Eu dizia o seu nome
Não me abandone...
Mesmo querendo
Eu não vou me enganar
Eu conheço os seus passos
Eu vejo os seus erros
Não há nada de novo
Ainda somos iguais
Então não me chame
Não olhe pra trás...
Você diz não saber
O que houve de errado
E o meu erro foi crer
Que estar ao seu lado
Bastaria!
Ah! Meu Deus!
Era tudo o que eu queria
Eu dizia o seu nome
Não me abandone jamais...
Mesmo querendo
Eu não vou me enganar
Eu conheço os seus passos
Eu vejo os seus erros
Não há nada de novo
Ainda somos iguais
Então não me chame
Não olhe pra trás...
Você diz não saber
O que houve de errado
E o meu erro foi crer
Que estar ao seu lado
Bastaria!
Ah! Meu Deus!
Era tudo o que eu queria
Eu dizia o seu nome
Não me abandone jamais...
Não me abandone jamais... (3x)
postado por Fonte : Youtube em 07-09-2010
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Silêncio dos sinos
JOSÉ SARNEY
da FSP
Em Brasília, alterno meu dever de católico praticante dividindo as minhas missas dominicais entre a capela do cardeal dom José Freire Falcão e a São Pedro de Alcântara, onde é pároco devotado o padre Givanildo Ferreira.
No último domingo fiquei estarrecido com a notícia que nos deram de que o Ibram (Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos) estava abrindo uma ação para parar os pequenos e modestos sinos da igreja.
Um morador da área, desses que devem ter horror ao canto dos passarinhos, pediu, com base na lei dos ruídos, a punição aos sinos de São Pedro de Alcântara.
As badaladas no interior de sua casa tinham um volume entre 46 e 62 decibéis. A medição externa havia comprovado que os toques não perturbavam ninguém.
Nosso padre Givanildo está em pânico com o calar dos sinos, e todos nós seus paroquianos. É a burrice de um órgão que, em vez de combater as violentas destruições do ambiente, a extinção das nascentes, faz o menor: investir contra os sinos, de sons milenares da civilização ocidental. Som de sino não é ruído, é benção, é fé.
Como poderemos viver num mundo em que os sinos não dobrarão mais em finados nem repicarão nas aleluias?
Penso e choro na saudade dos sinos da minha infância, quando só eles davam as notícias das pessoas que morriam, das missas que começavam, das ladainhas que eram entoadas em louvor aos santos de nossa devoção.
Os muçulmanos usam nas suas mesquitas o canto dos muezins, chamando para as preces nas horas de oração.
No Maranhão, na igreja de São Pantaleão, onde passam os enterros, os defuntos são lembrados pelos dobres tristes e os dias festivos, pelas badaladas de alegria. Isto fez nascer um ditado popular: "Fulano é como os sinos de São Pantaleão, tanto chora quanto ri".
Tenho um amigo que, morando em Paris, ao lado da catedral de Notre Dame, convidou-me para ir a sua casa só para ouvirmos os carrilhões que anunciam as matinas e as vésperas. O sino foi adotado pela igreja no século 5º para anunciar as quatro horas canônicas do Divino Ofício: hora 3ª, hora 6ª, do meio-dia, hora 9ª, das 15h, quando Jesus deu o último suspiro, e as vésperas, das 18h, da Ave-Maria.
Como viver num mundo dos sons livres das discotecas, dos carros de arrebentar ouvidos, e a solidão dos sinos calados, cujo silêncio dobra pela defunta humanidade. Lembro Fernando Pessoa: "Ó sino da minha aldeia / Dolente na tarde calma / Cada tua badalada / Soa dentro da minha alma". São Pedro de Alcântara, perdoai o Ibram. Ele não sabe o que faz.
postado por Evaldo Torres * Fonte : Folha de São Paulo em 09-07-2010
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explode coracão
explode coracão
Música preferida da torcida do meu mengão
postado por Evaldo Torres * Fonte : Youtube em 16-02-2010
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Carta tardia a um poeta arredio
FERREIRA GULLAR
da FSP
Carta tardia a um poeta arredio
Saquear a estátua de Carlos Drummond de Andrade é coisa de gente demasiado ignorante
POETA CARLOS Drummond de Andrade, desculpe-me se venho lhe perturbar o sossego, dizendo-lhe coisas que, para você, a esta altura, não têm qualquer importância. Estarei sendo mesmo impertinente, ao manifestar-lhe, deste modo, minha solidariedade em face do vandalismo com que têm agredido sua estátua, ali, no calçadão da avenida Atlântica. Saquear a estátua de um poeta é coisa de gente demasiado ignorante.
Falo de impertinência minha porque, pelo que sei de você, estou certo de que não aprovaria essa ideia de materializá-lo em bronze como se estivesse sentado num dos bancos da praia a observar os banhistas e as banhistas sob o sol escaldante. Não que fosse indiferente à beleza das moças exibindo-se nos maiôs sumários que usam. Mas uma coisa é um poeta de carne e osso e outra, muito diferente, um poeta de bronze.
Tenho certeza de que jamais imaginou, ao passear por esse mesmo calçadão, que um dia estaria ali, metalicamente moldado, exposto ao sol e à chuva, à contemplação dos turistas como à solidão das noites intermináveis, quando o bairro inteiro dorme e mal se ouve, distante, o quebrar das ondas na areia.
Já que você, agora, é de bronze, e não me ouve, aproveito para dizer-lhe o que não disse nas raríssimas vezes em que nos encontramos e nas poucas, também, em que falamos, porque a verdade é que, se não sou tão arredio quanto você, sempre me foi difícil procurar as pessoas, muito mais ainda, poetas célebres, como é o seu caso. Já bastava ser célebre para me assustar; pior ainda se, além de célebre, era esquivo como você.
Vi-o, pela primeira vez, ao sair do elevador do "Correio da Manhã", na avenida Gomes Freire, aonde fui com Oliveira Bastos e Décio Victório, certa tarde, em que decidimos escandalizar as pessoas. Meus dois companheiros tinham as respectivas gravatas presas à cintura, enquanto eu trajava calças, paletó e gravata mas, em lugar de sapatos, calçava tamancos. Você não deve ter se dado conta da provocação, pois mal nos olhou, ao sair do elevador. Subimos até o andar da Redação e, numa saleta, nos deparamos com Otto Maria Carpeaux que, míope como era, escrevia à mão com a cara grudada no tampo da escrivaninha. Entramos os três e nos pusemos, ali, imitando-o, também com a cara colada na mesa. Ele se assustou e nos lançou um olhar indignado que nos fez deixar a saleta às gargalhadas.
Isso foi em 1955, quando alguns poucos que me conheciam tinham-me por maldito. Eu vagabundava, naquela época, pelas ruas do centro da cidade e às vezes me sentava à porta de um restaurante, ali na esquina de Graça Aranha com Araújo Porto Alegre; para contemplar o edifício do hoje Palácio Gustavo Capanema, que parecia flutuar, onde você trabalhava. E o vi, certa vez, deixar o trabalho, de mãos dadas com uma mocinha, que, soube depois, era sua namorada. A sua cara, porém, nada dizia.
Muitos anos se passaram até que você chegasse aos 70 anos e me convidassem para participar de um programa de televisão em sua homenagem. Escolhi, para dizer, aquele seu poema "Memória", por ser curto e por ser belo:
"As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.
Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão."
Fiquei todo bobo quando, dias depois, recebi um bilhete seu, agradecendo minha participação na homenagem e elogiando o modo como havia dito o poema. Tenho esse bilhete comigo, até hoje, guardado em alguma gaveta.
A última vez que o vi foi no velório de Vinicius de Moraes, no cemitério São João Batista. A morte, neste caso, serviu para nos aproximar: fui falar com você e, para minha surpresa, em vez do homem tímido e reservado, deparei-me com um sujeito irritado, reclamando da doença que lhe tinha aberto uma ferida no rosto, como me mostrou. Havia, de fato, uma cicatriz que lhe marcava a face direita.
Depois disso, só voltaria a vê-lo naquele mesmo cemitério, desta vez em seu próprio velório. Eu tinha, naquele dia, um compromisso de trabalho em Brasília mas, a caminho do aeroporto, fui, por assim dizer, despedir-me de você. E, desta vez, quem estava revoltado era eu, revoltado com sua morte, com esse fato inevitável e inaceitável, que é a morte das pessoas que amamos ou admiramos. As declarações, que dei aos jornalistas, naquela ocasião, estavam mais perto do insulto que de outra coisa. A quem eu insultava, na verdade, não sei.
postado por Evaldo Torres * Fonte : Folha de São Paulo em 07-02-2010
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Sangrando
Sangrando
Gonzaguinha
Composição: Gonzaguinha
Quando eu soltar a minha voz
Por favor entenda
Que palavra por palavra
Eis aqui uma pessoa se entregando
Coração na boca
Peito aberto
Vou sangrando
São as lutas dessa nossa vida
Que eu estou cantando
Quando eu abrir minha garganta
Essa força tanta
Tudo que você ouvir
Esteja certa
Que estarei vivendo
Veja o brilho dos meus olhos
E o tremor nas minhas mãos
E o meu corpo tão suado
Transbordando toda a raça e emoção
E se eu chorar
E o sal molhar o meu sorriso
Não se espante, cante
Que o teu canto é a minha força
Pra cantar
Quando eu soltar a minha voz
Por favor, entenda
É apenas o meu jeito de viver
O que é amar
postado por Evaldo Torres * Fonte : Youtube em 15-09-2009
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Meditação
Meditação
(Tom Jobim & Newton Mendonça- 1958)
Voz Caetano Veloso
Letra:
Quem acreditou
No amor, no sorriso, na flor
Então sonhou, sonhou
E perdeu a paz
O amor, o sorriso e à flor
Se transformam depressa demais
Quem no coração
Abrigou a tristeza de ver
Tudo isso se perder
E na solidão
Procurou um caminho a seguir
Já descrente de um dia feliz
Quem chorou, chorou
E tanto que seu pranto já secou
Quem depois voltou
Ao amor, ao sorriso e à flor
Então tudo encontrou
Pois a propria dor
Revelou o caminho do amor e a tristeza acabou
postado por Evaldo Torres * Fonte : Youtube em 03-07-2009
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A danação da herança
FERREIRA GULLAR
da FSP
Família exigiu que textos de catálogo de Volpi fossem "aprovados"; Censura?!
NÃO TENHO notícia de nenhum pintor que haja cobrado para que museus, galerias de arte ou instituições culturais exponham suas obras.
Pelo contrário, o interesse do artista é que seus trabalhos sejam vistos, apreciados e admirados pelo público, o que se tornaria impossível se ele os mantivesse trancados em seu ateliê. Cobrar para que os exponham seria dificultar-lhe a divulgação e, consequentemente, até mesmo sua comercialização.
Certamente, as duas coisas andam juntas mas, para o artista, o valor principal é o estético, não o comercial. No meu convívio com dezenas de pintores, testemunhei com frequência a hesitação deles em se desprender de seus quadros, isso sem falar naqueles quadros que eles não venderiam por dinheiro algum. É que, para o artista, autor da obra, antes de ser mercadoria, valor monetário, ela é expressão, o seu modo mais verdadeiro de se inventar e de se comunicar com o outro. Se, como disse Keats, uma coisa bela é uma alegria para sempre, criá-la não é alegria menor. Todo artista sabe disso.
Mas o herdeiro, não, na maioria dos casos. Pouco lhe importa se o que cobra impedirá a divulgação da obra do seu pai, de sua mãe ou do avô. Para ele, herdeiro, o que importa é o dinheiro que possa ganhar com a herança que lhe caiu nas mãos. Em muitos casos, o herdeiro nem se identificava com aquele maníaco que passava, anos a fio, trancado no ateliê, borrando telas. Morto, porém, a coisa muda de figura, já que os borrões agora valem ouro. E se as exigências que fazem, o alto preço que cobram para que a obra seja exibida ou reproduzida, vão contra o interesse de quem a criou para a alegria dos outros, pouco se lhe dá, já que os mortos se defendem mal: o que importa é a grana.
Já experimentei a voracidade dos herdeiros, quando, certo dia, meti-me a reunir, num livro, os melhores poemas que lera durante a vida.
Selecionei-os e entreguei o volume a uma editora, que deveria negociar os direitos autorais com os atuais detentores. A maioria dos poemas já caíra em domínio público, mas os que dependiam dos herdeiros bastaram para inviabilizar a publicação do livro.
Durante dois anos, a editora trocou cartas com eles: um pedia, pela publicação de um soneto, uma pequena fortuna; outro respondeu que não cedia a ninguém o direito de publicação de qualquer obra de seu tio, pois reservava para si esse privilégio; alguns dos herdeiros nem sequer responderam. Desistimos de editar o livro. Outro caso foi quando escrevi "Relâmpagos", onde cada texto era acompanhado da obra ali referida: só um dos textos saiu sem ilustração e foi, ironicamente, o que se referia à obra de uma artista muito próxima de mim.
Por isso, não me espantei ao ler nos jornais a notícia de que a família de mestre Volpi está processando o Instituto Moreira Salles, por ter exibido, sem sua permissão, obras desse artista. Obras de colecionadores, que as cederam para uma exposição aberta gratuitamente ao público. As telas estão expostas, mas o catálogo da exposição não tem nenhuma reprodução de qualquer delas, tão alto foi o preço cobrado pela família.
Volpi não era um artista prolífero e, quando morreu, já se havia tornado um dos pintores brasileiros mais admirados pelo público e exaltado pela crítica. Por isso mesmo, a maior parte de sua produção já estava nas mãos de colecionadores.
Pouco depois de sua morte, começaram a surgir no mercado telas atribuídas a ele, que eram evidentemente falsas. Entende-se que a família, não tendo talvez herdado um número considerável de obras, busque cobrar o máximo de direitos autorais decorrentes da reprodução e exibição que se façam dos quadros em poder dos colecionadores.
É compreensível, mas não aceitável, se tais exigências terminarem por inviabilizar a difusão do trabalho do artista, único modo de manter viva a merecida admiração pela obra que produziu. E é o que parece estar acontecendo, conforme as informações que nos chegam pelos jornais.
Para que o IMS realizasse uma exposição no Rio, outra em Belo Horizonte e reproduzisse algumas obras num catálogo, o advogado da família pediu nada menos que R$ 100 mil, montante oito vezes superior ao que se costuma pagar. O IMS ofereceu a importância de R$ 30 mil, que foi recusada. Além disso, ele exigiu que os textos a serem publicados no catálogo fossem apresentados, antes, à família para que ela os aprovasse ou não. Censura?! Eu, que conheci Volpi de perto, sei que nada disso combina com o homem simples, sábio e cordial que ele era.
postado por Evaldo Torres * Fonte : Folha de São Paulo em 21-06-2009
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Pais e Filhos
Pais E Filhos
Legião Urbana
Composição: Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Marcelo Bonfá
Estátuas e cofres
E paredes pintadas
Ninguém sabe
O que aconteceu...
Ela se jogou da janela
Do quinto andar
Nada é fácil de entender...
Dorme agora
Uuummhum!
É só o vento
Lá fora...
Quero colo!
Vou fugir de casa
Posso dormir aqui
Com vocês
Estou com medo
Tive um pesadelo
Só vou voltar
Depois das três...
Meu filho vai ter
Nome de santo
Uummhum!
Quero o nome
Mais bonito...
É preciso amar haahaa as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Por que se você parar
Prá pensar
Na verdade não há...
Me diz, por que que o céu é azul
Explica a grande fúria do mundo
São meus filhos
Que tomam conta de mim...
Eu moro com a minha mãe
Mas meu pai vem me visitar
Eu moro na rua
Não tenho ninguém
Eu moro em qualquer lugar...
Já morei em tanta casa
Que nem me lembro mais
Eu moro com os meus pais
Huhuhuhu!...ouh! ouh!...
É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Por que se você parar
Prá pensar
Na verdade não há...
Sou uma gota d água
Sou um grão de areia
Você me diz que seus pais
Não entendem
Mas você não entende seus pais...
Você culpa seus pais por tudo
Isso é absurdo
São crianças como você
O que você vai ser
Quando você crescer?
postado por Evaldo Torres * Fonte : Youtube em 18-04-2009
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(7869)
nada por mi
Fábio Jr. e Paula Toller
Nada Por Mim
Sorriso Maroto
Composição: Hebert Viana/Paula Toller
Você me tem
Fácil demais
Mas não parece capaz
De cuidar do que possui
Você sorriu, e me propôs
Que eu te deixasse em paz
Me disse vai, e eu não fui...
Não faz assim
Não faça nada por mim
Não vá pensando que sou seu
Você me diz
O que fazer
Mas não procura entender
Que eu faço só pra agradar
Me diz até, o que vestir
Pra onde andar, onde ir
Mas não pede pra voltar...
Não faz assim
Não faça nada por mim
Não vá pensando que sou seu
postado por Evaldo Torres * Fonte : Youtube em 08-03-2009
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(654600)
O Bêbado e a Equilibrista
O Bêbado e a Equilibrista
João Bosco
Composição: João Bosco e Aldir Blanc
Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos
A lua tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria um brilho de a...lu...guel
E nuvens lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas, que sufoco louco
O bêbado com chapéu coco fazia irreverências mil
Prá noite do Bra...sil, meu Brasil
Que sonha com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu num rabo de foguete
Chora a nossa pátria mãe gentil
Choram marias e clarisses no solo do Brasil
Mas sei que uma dor assim pungente não há de ser inutilmente
A espe...rança dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha pode se ma...chu...car
Azar, a esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista
tem que continuar
postado por Evaldo Torres * Fonte : Youtube em 08-02-2009
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