Cartas de leitores para jornais

por Mara Montezuma Assaf e Lígia Bittencourt

por Mara Montezuma Assaf e Lígia Bittencourt


As redações dos jornais e revistas, recebem diariamente, milhares de cartas dos leitores!
Isso contribui muito para a democracia, quando escritas com responsabilidade.
Além de postarmos várias aqui no blog, recebemos diariamente o excelente trabalho das queridas: Mara Montezuma Assaf e Lígia Bittencourt, que as selecionam, de várias fontes, de onde originou o seleto grupo “Por um Brasil melhor”.
A partir de agora,abriremos uma página para esse grupo, selecionando as cartas mais relevantes do dia.

ESTADÃO E ESTADÃO ONLINE – SP

Hoje, infleizmente não conseguimos acesso ao Fórum dos Leitores do Estadão!

Na edição impressa, cartas de: Rodrigo Borges de Campos Netto, Decio Franco de Almeida, Laert Pinto Barbosa, Gloria de Moraes Fernandes, Deborah Marques Zoppi, Tomás C. de Arruda, Manoel Mendes de Brito, Luigi Vercesi, Guto Pacheco.

FOLHA DE SÃO PAULO – SP

SIGILOS
Seria engraçado se não fosse trágico o ex-presidente Collor de Mello escrevendo sobre segurança do Estado e sobre danos ao país (“Acesso à informação é questão de Estado”, “Tendências/Debates”, ontem). A vertente que defende é apenas censurar uma parte importante, mesmo que de violência, da história do país, que todos os cidadãos têm o direito de saber.
MARCOS BARBOSA (Casa Branca, SP)

Assim como os presidentes Sarney, Collor e Dilma, sou a favor do sigilo eterno de documentos sobre o “extermínio” na Guerra do Paraguai e sobre a “propinagem” na compra do Acre e da Bolívia. Além de “protegermos” os ícones duque de Caxias e barão do Rio Branco, evitaríamos também uma compensação: Fernando Lugo ia querer a Itaipu e Evo Morales desejaria a Petrobras.
JURCY QUERIDO MOREIRA (Guaratinguetá, SP)

Autorizaram a marcha a favor da maconha e o sigilo em torno dos gastos com a Copa de 2014. Três anos e meio depois do anúncio de que sediariamos esse evento, as obras estão atrasadas e o que se fez até agora foi politicagem na escolha das sedes. A fumaça vai escurecer o ar e ninguém poderá ver as “liberalidades” nos gastos com as contratações de obras, para alegria de empreiteiras e tristeza desses “chatos” que vivem querendo transparência.
VASCO PEREIRA DE OLIVEIRA (Sertãozinho, SP)

MACONHA
O STF, diante das suas discutidas decisões, praticamente tem dado ao país uma autêntica diarquia, colocando suas sentenças com o mesmo peso daquelas emitidas pela Presidência da República. Isso ocorreu no caso da libertação de Cesare Battisti e, mais recentemente a autorização da Marcha da Maconha, sob o manto esfarrapado de um direito a liberdade de expressão.
Outras marchas serão autorizadas pelo STF, que, com a sua agenda entupida de processos a serem julgados, fica perdendo seu tempo julgando o direito de marchas em favor de drogas. Logo virão a marcha da cocaína, do ópio, da heroína e do neófito óxi.
A CNBB se manifesta contra essa marcha, em defesa da família. Deveria usar a força do catolicismo e lançar uma campanha nas ruas, chamada de “A marcha de Cristo contra as drogas, pela família”.
JAIR GOMES COELHO (Vassouras, RJ)

PATRIMÔNIO
Acho vergonhosa a publicação na Primeira Página (17/6) de uma foto do senhor José Dirceu, que, segundo o procurador-geral da República, está sendo indiciado por chefiar uma quadrilha. O grupo, que agiu durante o governo Lula, pagava propinas a deputados e a senadores, fato conhecido como mensalão e reconhecido como um dos maiores escândalos da República. Outra vergonha é o espaço dado ao senhor José Sarney, aliás, semanalmente.
PEDRO MONTEIRO (Carapicuíba, SP)

SAÚDE PÚBLICA
Como paciente do SUS, gostaria de parabenizar Anna Trotta Yaryd e Gilson Carvalho pelo artigo “SUS: acesso universal, igualitário e gratuito” (“Tendências/Debates”, 17/6). Realmente, embora a iniciativa de obter mais dinheiro para a saude pública seja louvável, isto, se feito por meio da privatização, mesmo parcial, dos hospitais do Estado pelos planos privados, me parece ser apropriação indébita.
Cabe a esses planos construir seus próprios hospitais, assim como colocarem-se em nível tecnológico que lhes permita atender aos seus associados sem a necessidade de avanços sobre os bens públicos, pelos quais -conforme previsão legal que não cumprem- devem pagar quando os utilizarem.
ADEMIR VALEZI (São Paulo, SP)

CENTRAIS SINDICAIS
O “Painel” informou que as principais centrais de trabalhadores querem receber juros de R$ 5 milhões ao mês, já que, dizem, há R$ 1 bilhão retido pela Caixa Econômica Federal desde 31 de março.
Se com as centrais sindicais devidamente cooptadas e domesticadas já há esse castigo, imagine se houver algum movimento mais sério contra o governo ou uma reivindicação mais incômoda, como a ameaça à jornada de 40 horas semanais. É assim que funciona a cooptação e o atrelamento das entidades da sociedade, nesse caso com dinheiro da contribuição obrigatória dos próprios trabalhadores.
JOSÉ LOIOLA CARNEIRO (São Paulo, SP)

PALESTINA
Da mesma forma que o leitor Mauro Fadul Kurban (“Painel do Leitor”, 16/6) se refere ao caráter judaico de Israel como exclusivista, creio que deva pensar o mesmo a respeito da República Árabe Síria, da República Islâmica do Irã ou do Egito, que determina o islã como religião oficial em sua Constituição.
Usar dois pesos e duas medidas certamente não é o caminho para a solução de nenhum conflito. Como consolo desse debate fica o fato de que todos os que se manifestaram mostraram desejar a existência de dois Estados para os dois povos -israelenses e palestinos-, vivendo em paz e segurança, havendo divergências apenas na forma de como isso deve ser atingido.
ARTUR HOLENDER (São Paulo, SP)

FOLHA DE SÃO PAULO ONLINE -SP
Maconha
É vergonhosa a decisão tomada pelo STF na votação de 8×0 favorável a marcha da maconha, fazendo-se assim uma apologia ao crime. Estão eles ultrapassando as barreiras da dignidade humana, na moral, na cultura e na religiosidade brasileira? Sim. Por que então não libera a marcha dos corruptos ou dos fichas-limpa? Quem vai pagar pelos prejuízos desses desastres? Quando o sociólogo FHC diante desse quadro amargo absurdamente se pronunciou, deixou-se pecar com suas palavras os seus valores éticos, destruindo assim, os das famílias brasileiras pelas suas consequências. Seria esse o modelo de um Brasil moderno? Como ficarão as novas gerações nesta podre educação brasileira?
*ANTONIO ROCHAEL JR. * (Iguape, SP)

Oriente Médio
(lendo esses embates entre leitores de descendência palestina e judia, vê-se que nunca chegarão a um acordo pela paz das duas raças. Uma pena! – Agnes
àEu gostaria que a mesma preocupação que o sr. Mauro Fadul Kurban demonstra com o povo palestino, “massacrado e expulso de seu lar ancestral”, ele tivesse com os mais de 800 mil judeus que foram obrigados a deixar países como Marrocos, Argélia, Tunísia, Egito etc.,que tiveram suas propriedades tomadas. Está na hora de parar de falar só do que os árabes da Palestina deixaram para trás quando Israel foi criado. Sejamos justos, sr. Mauro. Não faça disso uma rua de mão única.
HORACIO ROSENTHAL (São Paulo, SP)

Sigilo
É curioso observar. O governo quer fazer com que sejam mantidos na condição de eternamente secretos documentos que – na linha de raciocínio da Eliane Cantanhêde na sua coluna de 17/6 – dizem respeito ao que nossos antepassados fizeram, como fizeram, pelo que e por que o fizeram.
Ao mesmo tempo, querem também manter sigilosa a prestação de contas do que será gasto para a Copa de 2014.
Parece que já começaram a se proteger.
EDSON JOSÉ FREIRE (São Paulo, SP)

Vamos permitir que a medida provisória que prevê a manutenção em segredo de orçamentos para as obras da Copa do Mundo 2014 e da Olimpíada 2016 seja aplicada? Medida “escandalosamente absurda”, na opinião declarada do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, já que “a sociedade não pode ser privada do acesso a informações relacionadas a despesa pública” (Folha, 17/6/2011). Nós, brasileiros sobrecarregados de impostos, desempregados, com salários achatados, vamos ficar calados diante desse desmando autoritário? Ou podemos aprender com os cidadãos da Islândia que se negaram a pagar pelas fraudes financeiras que levaram o país à falência e estão conseguindo não apenas levar os banqueiros aos tribunais como também, através da inteligência coletiva, isto é, da discussão pelas redes sociais, estão propondo (e impondo) uma nova Constituição que não deixe espaço para o abuso de poder?
MARIA DA CONCEIÇÃO CARVALHO (Belo Horizonte, MG)

Saúde
Mais uma vez tiro o chapéu para a coluna do Drauzio Varella. Medicina é ciência e não crença, tem que ser baseada em evidências e não mais em “achismos”.
Sou médico e sempre orientei os meus pacientes que ao ouvir de um médico a frase: “eu acho que…” ou “na minha experiência…”, para propor um plano terapêutico, fuja dele! Hoje nós não achamos nada, nós temos sempre que nos basear em evidências científicas como diretrizes e consensos para oferecer a melhor e a mais eficiente terapia a todos os nossos pacientes.
Muitas destas terapias alternativas largamente utilizadas hoje em dia (até por profissionais não médicos, que se autointitulam “terapeutas”. De quê?), são completamente desprovidas de qualquer fundamentação científica. As pessoas acreditam nestas terapias de forma messiânica e quando nós médicos não aceitamos, somos criticados e taxados de corporativistas.
O pior de tudo, médicos inescrupulosos se aproveitam deste nicho de mercado e utilizam terapias não convencionais com o simples objetivo de faturar, e não o de oferecer aquilo que há de melhor para tratá-los, que é a verdadeira função da medicina.
HÉLIO ARAÚJO CARDOSO (São Carlos, SP)

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